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Escrito por Claudia Banegas, em 21-04-2008 23:36
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Ando em meio ao turbilhão,
mas ainda me sinto terrivelmente só.
Olho para o céu e vejo, dia e noite,
dois corpos celestes suspensos no ar.

Um ilumina o dia, o outro, a noite.
Sol e Lua.
Iluminam.
Espantam a escuridão, dissipam o medo, abraçam as sombras.

Místicos, simbólicos.
Eles são.
E eu?
Quem me dissipará os medos?
Quem espantará minha escuridão?
Quem me arrancará das sombras do meu ego?

Ando só.
Continuo só.
Não olharei mais para o céu...
Não mais sol ou lua.
Fico aqui, nua...
No turbilhão do meu interior.

Publicado em : Literatura, Poesias
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