| Carteira assinada e alvará |
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Quando posso, almoço rango de pensão e à prestação é o pagamento que não dá pra pagar à vista, aí, sai da lista o jantar porque o cobertor é curto, mas, me sustento com uma só refeição, pra não ter surto de dó de mim, espanto humor ruim e depressão com canto e assobio e sorrio quando me zango, e não é receita de nenhum doutor que sou cabeça-feita, a mesma cabeça que minha senhora põe a prêmio quando me solto pra pintar o sete e caio na gandaia, e me farto de cana e saio atrás de rabo-de-saia e acabo ficando fora do grêmio conjugal mais de uma semana, e minha patroa me mete o pau quando volto, e não dá pra fazer nada que a culpada é a Dida Parteira que me deu esse nó ao gritar na hora do parto: "será boa-vida de carteira assinada e boêmio com alvará pra funcionar de madrugada, e de madrugada só!"
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