| Desabafo |
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Tu mentes, finge e brinca, Mas no fundo não raciocina Todas asneiras que fazes Pega um baralho e seleciona os Azes! Conjura feitiços de tolerâncias, Inventa verbos, dá esperança De uma relação laica e perfeita, Faz: rir todos palhaços e seitas! Uniformes e vestuários freqüentes Pra imbecis e indigentes doentes! Faz me rir, rio prostrando-me ante o lago, Lago de minha memória de afagos... E nessas “Construções” vibrava Ora dizes “E era no principio a palavra” E era no infinito a matéria, que é eterna?! E no abismo era tudo, numa caverna? E o sorriso que em mim faltava? Nunca mais dançarei com raiva Nem igual rirei sem ironia, Não menos cantarei sem euforia!. Que desses meus submersos versos Fim dos calores e gasturas, Inicio das noites mais obscuras Em meio à imensidão do universo.
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