| Rumores de amor. |
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Numa praia bem distante daqui,
longe destas lindas palmeiras, onde o sol nascia , a cada dia que passava mais intenso dando mais vida , mais cor, cultivando o amor. Erguendo os olhos de onde antes um livro os detinha ... atentos sonhadores. Tentei em vão fugir do olhar de um jovem de olhos negros , pele morena. Com certeza o sol conquistou corpo e alma daquele jovem .. Trazia no fundo dos olhos escuros , o colorido do sol e do mar. o fascínio da mesclagem o fazia mais lindo. Era especial ... era um jovem que sabia pensar Sua coerência de mim o afastou Mas na lembrança é o que mais nos une. A praia , o mar , sol , gaivotas foram cenário de uma união , amizade , irmandade éramos iguais , trilhávamos sempre os mesmos caminhos, esperávamos um pelo outro, éramos um só ... Longas caminhadas junto ao mar , banho , brincadeiras batizados como seres-uno pelas águas salgadas , pelas carícias da areia , pelo vento , pela noite. Existia um mundo de concreto , além do nosso mundo forte , poderoso que soube bem o que é destruir , acabar , separar parcelas da vida. Parcelas que precisam ter dotes iguais , para o concreto cruel abençoar, abrir caminhos em suas geleiras e dizer podem passar , não como unidade do sol sim como unidade da pedra , do ser , da coerência.
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