| Derek e os Ministros da Magia |
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Derek, seus amigos e o Condado
O jovem Derek Riddle nada tinha de tão instigante, nada, nada de tão significativo o diferenciava dos outros da sua idade. Era alvo, franzino, olhos penetrantes e bem tímidos, tanto que se ocultavam através dos grandes óculos de uma armação bem antiga e emendada que, definitivamente, não lhe cabiam como adorno; mas serviam de saída para a sua timidez avassaladora. É... Serviam-lhe como um escudo para os olhares mais interessados. Faith Praise, ao contrário, era muito mais intrépida e audaz, tinha um jeito maroto e mordaz em vários aspectos. Seus cabelos cacheados e ruivos emolduravam um rosto angelical e desnudavam uma pele de porcelana, que só era domada pelo corar de suas bochechas quando arrebatada de vergonha, coisa, diga-se de passagem, quase impossível de se ver. Seu nome doce não lhe fazia justiça, pois não havia ninguém no condado de Lisbtiz que fosse mais corajosa. Em Lisbtiz todos eram muito austeros, homens e mulheres voltados para os três principais ofícios da região: a música, a sapataria e a agricultura. A família de Faith era de músicos talentosos e trabalhava fazendo instrumentos de cordas. As “violocelles” e os “violetes” dos Praises eram famosos em todas as altas rodas, as violetas não eram muito populares, mas tinham os sons mais graves para instrumentos de corda. Os nobres da região em sua maioria eram músicos e estudavam no conservatório de Madame Liane, uma das principais escolas de música do condado. Lisbtiz era muito pacata, mas festejava suas datas especiais regadas a muito vinho e com a principal iguaria da região, os seus maravilhosos queijos. A Família de Derek herdou o ofício da agricultura; Derek plantava as melhores cenouras e nabos do condado. Sempre os vendia na Viela dos Comensais, e foi ali que Faith o conheceu. Aquela era a temporada das chuvas torrenciais... O pobre todo molhado catava seus nabos e cenouras, quando ela o viu. Num rompante pediu ao cocheiro que parasse, desceu da carruagem e o tomando de assalto bradou intempestivamente... Devo dizer que quando Faith bradava, nem sempre era algo bonito de se ver: - Estás louco! Queres morrer afogado, sobe, antes que a pneumonia ou algo pior te pegue. O pobre estupefato prontamente a atendeu e sem ressalvas. Mas não se enganem sobre este pequeno, nunca se viu jovem de mais fortes convicções e tamanha força de sentimentos. E falando de Faith e de Derek não podemos esquecer o Leroy Clumsy. Os Clumsys eram dos sapateiros do condado. Faziam de tudo em matéria de sapato. Leroy era loiro, meio gordinho, e claro, só se metia em confusões. E quem nunca ouviu falar sobre as peripécias do Roy! Uma vez achou por bem preencher o corpo do espantalho da Senhora Linton com umas velinhas vermelhas que encontrou no celeiro. Achava que por serem tintas, feito sangue, intimidariam os corvos que rondavam o milharal. Pobre garoto, mal sabia, mas se tratavam de bananas de dinamite! Quanto ao Rupert Macoy; garoto empertigado, não tenho muito a falar... A não ser que era um pequeno de muitas “habilidades”, uma delas, a propósito, era saber do que se tratavam as pequenas e inofensivas “velinhas vermelhas”; que sem pestanejar, prontamente, fez questão de acender. Já o espantalho... Bom, o que se sabe até hoje é que uma explosão se ouviu em todo o condado e quase acabou com a plantação da Senhora Linton. De difícil compreensão no episódio é que muitas pessoas sugeriram que um meteoro caíra do céu e a queimara. E nem o Roy, tão pouco a Faith tinham nada a dizer sobre o assunto, nem mesmo como esconder o sorriso amarelo insistente em seus lábios. Certamente, ainda aqui, muito ouvirão falar do Macoy, mas a nossa história se trata dos outros três amigos, nossos inusitados concorrentes a desordeiros do condado; mal sabiam, mas estavam prestes a trilhar a maior das jornadas de suas vidas. Por tanto, não perderei tempo e me aterei a eles. Então já sabem que o Derek conheceu Faith na Viela dos Comensais, mas onde o Leroy entra nesta história? Para que compreendam, é necessário conhecer mais sobre o condado de Lisbtiz. O condado estava localizado em um cenário, no mínimo, peculiar! Ao norte fazia fronteira com uma densa e antiga floresta chamada de Recôndito das Sombras; e não era para menos, já que haviam ocorrido ao longo dos séculos muitos desaparecimentos ali. Segredos... Certamente se ocultavam naquela floresta. Também foi fundado próximo a dois grandes lagos, o primeiro: límpido de água cristalina; neste, as águas minavam do fundo como que por magia; chamavam-no de Mina do Afortunado e sua extensão era gigantesca. O outro: negro e escuro, profundo, que o seu nome foi chamado Lago do Inconsolável. Diz uma lenda que um Poderoso Mago de tempos antigos havia predito a chegada de uma criança afortunada que receberia dons que trariam conforto e alegria para aquele lugar e para toda a Terra Nua. A Criança, conhecida como o Escolhido, teria um caráter límpido e claro como as águas do primeiro lago; e assim como as águas minavam do fundo deste, a magia brotaria em seu coração. As águas escuras, por outro lado, representam o mundo que o garoto encontraria, e só a sua coragem e a sua perseverança seriam capazes de afugentar a escuridão da Terra Nua; embora uma perda mudaria o jovem, profunda, que não lhe traria consolo. O condado de Lisbtiz também pertencia ao Reino de Misty. Mas Misty era o terceiro dos cinco reinos que povoavam a face da Terra Nua, que era assim chamada, porque a Magia ainda não havia sido dada aos cinco reinos. Cedric, o Mago, dispersou a Magia pela Terra Nua dando a quatro dos cinco reinos as quatro Pedras de poder: a Esmeralda, a Safira, o Rubi e o Cristal Negro. As pedras foram trazidas para iluminar o caminho dos homens construindo reinos de Paz. E para garantir que o Concílio dos Reinos perpetuasse a Paz, à governante de Misty, em segredo, Cedric entregou o Diamante de Luz. E naquele dia, assim ele proferiu: - Fair, este diamante que tem em suas mãos não poderá ser usado para conjurar a Magia, mas só ele terá o poder de vencer as sombras, guarde-o como a um segredo. Ele escolherá para si um guerreiro, um guerreiro da Luz, o Escolhido da Terra Nua, que encontrará meios de usá-lo, e por ele, as sombras que se levantarão sobre os reinos sucumbirão, o equilibro será restaurado e a Paz perfeita reinará. Mas Fair também guardava consigo um grande segredo, que ocultou até mesmo de Cedric. Ela era, entre os Elfos, a maior feiticeira de Eldoras (o reino dos Elfos), mas, por motivos incertos, havia desaparecido da Terra Nua. Porém eu revelarei este segredo, afinal, algo assim, pode injetar um ânimo novo à história. Não que ela não seja boa! Oras... Sou o narrador desta saga, e sei qual é o momento certo de contar os segredos... E então, já estão em êxtase? Tudo bem, tudo bem, minhas desculpas, não resisti à pitada de curiosidade que traria ao enredo, e então, Continuando... Por ser uma bruxa poderosa, anos antes de Cedric decidir entregar as pedras de poder aos reinos, ela teve o vislumbre do futuro e abandonou Eldoras para que a Terra Nua permanecesse em segurança. Edificou a fortaleza de Misty e ocultou-se de sua verdadeira origem com um feitiço do esquecimento. Sendo vidente, aguardou que Cedric lhe desse o Diamante de Luz e guardou o segredo que só seria revelado quando o Escolhido nascesse e a profecia se cumprisse. E a profecia agora está prestes a se cumprir, como também a saga dos valentes de Misty, os filhos do Condado de Lisbtiz. O ódio de Rupert se revela, Leroy conhece Derek Chegamos a um momento da história que não dá mais para ignorar a importância de um dos nossos antagonistas principais, e apesar de não ser um personagem muito bem quisto, os destinos de Derek, Faith e do Leroy estão atrelados a ele, sim, ao nosso Rupert Macoy “o empertigado”. Rupert era filho da Nobreza de Lisbtiz e, por ser um nobre, não se misturava com aqueles a quem ele conferia o título de plebe suja. Na verdade, muitos nobres achavam que não deveriam se misturar com outras classes do Condado. Os Clumsys sabiam disso e preferiam se manter longe da Nobreza, afinal, sapateiros! E Leroy sendo um Clumsy não era exatamente a melhor escolha de amigo para Rupert. Não obstante a isso, Leroy ganhou o direito de estudar música em Lisbtiz. Daí... Podemos imaginar o que isso gerou em Rupert Macoy. Sim, por falta de outra expressão, eu digo: - ele o odiava. E Rupert fazia questão de lembrá-lo; pois o provocava sempre, humilhando por vezes; exceto nos momentos em que estava com Faith. Certa vez viu o Roy pegando seus livros que caíram por ter tropeçado no tapete do rol de entrada do Conservatório e o provocou dizendo: - Oras, por que nós nobres temos que nos misturar a essa plebe? O coitado do Roy nada dizia. Ele sabia que de Rupert só se podia esperar o pior... Porém, passados alguns meses, Rupert decidiu então provocar o Leroy com a humilhação, que cria ser, a definitiva. Pensou num estratagema para deixar o Roy envergonhado diante de todos; e que o levaria a não voltar mais a escola depois disso. Instigou-o a um desafio; e usou a seguinte proposição para confrontá-lo: - Sei que és muito corajoso, afinal, sendo humilhado todos os dias nesta Escola; confesso que eu mesmo o fiz várias vezes, mesmo assim permaneceste com um caráter inabalável, te admiro por isso. Sei também da tua fibra, por isso te ofereço uma vaga em nossa turma, mas... E nessas ocasiões sempre tem um “mas”, já perceberam? Continuando... Ele dizia: -... Mas terás que provar tua coragem. Vá ao Recôndito das Sombras e traga-nos um ramo de Acássia para o tônico que o pai de Faith precisa; ele está muito doente e o tônico o fará melhorar. Se o fizeres, serás admitido em nosso grupo. Leroy era nobre de coração, pois acreditava nas pessoas e, mesmo temendo, na esperança de ser aceito por todos e principalmente por Faith, a quem amava em segredo, decidiu ir buscá-lo. Devo dizer que Faith andava com o Rupert, o Granger e o Forester, porém não os conhecia muito bem. Aliás, mal sabia, mas Rupert também a amava e obrigava a turma a tratar bem o Leroy para que não desconfiasse das ofensas e maus tratos que lhe faziam. Ela admirava o Leroy, o “gordinho loirinho”. Dizia sentir muito orgulho do pequeno; por ser o primeiro a conseguir estudar na escola somente por suas notas, esforço e mérito. E é a mais pura verdade, o Roy era o mais brilhante flautista do Conservatório. Pena que não sabia da admiração de Faith; mas nisto também estavam quites, já que ela também não sabia do amor secreto do apaixonado. Roy, que era cumpridor das suas promessas, apareceu ao cair da noite na entrada da Floresta levando consigo a flauta no bolso da calça, no outro uma “arma” (a faquinha que cortava o solado dos sapatos que confeccionava) e claro, a sua coragem. Ao longe, ao contemplá-lo, Rupert e os seus amigos confabulavam: - Não terá coragem de entrar na Floresta. Tolo, imaginem que ele pensa que o pai de Faith está doente. Vamos ver até onde vai a sua fibra. O covarde não se atreverá entrar lá. O humilharemos e a vergonha o perseguirá; depois desta, certamente não voltará a Escola; por fim, estaremos livres deste estorvo inconveniente. Imaginem só! Entrar num lugar tão lúgubre, só sendo louco; é como eu sempre achei, meio perturbado. Rupert, só você para inventar uma história como essa. Ele não se atreverá, e nós o humilharemos, disse o Granger. Valerá a pena cada segundo! Sorriu desdenhadamente o Forester, e ainda: - Esperem! Olhem! Ele está pensando mesmo em entrar lá. Leroy, indomável, caminha em direção a Floresta, e ao passo que adentra no Recôndito das Sombras, Derek aparece pela estrada da Revoada com o seu carrinho de hortaliças. Quando o viu se lançando ao perigo e os três trapaceiros ao longe, sorrindo em oculto e dizendo: - Que louco, como pôde? Esse ai já era! Estes eram o Rupert, o Granger e o Forester. Deixou o carrinho de lado, pôs-se a correr atrás do gordinho, agarrou-o pelo ombro e gritou: - Garoto não entre aí, esta floresta é enfeitiçada! Porém já era tarde, a floresta se fechou diante dos dois, enquanto o Rupert, o Granger e o Forester saíram correndo assombrados com a visão da imensidão de copas de árvores que se fecharam em si mesmas, escondendo em si os dois garotos. Os segredos do Recôndito das Sombras Quando olharam em volta, os dois aterrorizados perceberam que estavam presos no Recôndito das Sombras. Ficaram ali; atônitos, imóveis. O silêncio e o medo os petrificaram por instantes até que o Roy gritou em tom de choro: Estamos perdidos! O que eu fui fazer? Calma, tenha calma! Vamos procurar uma saída. Qual seu nome Loirinho? E o que estava querendo aqui? Você ficou doido? Sou o Leroy Clumsy. Prazer! Entrei aqui, pois o pai da Faith precisava do ramo de Acácia para seu tônico. É que está doente! Sou o Derek Riddle, mas que bobagem é essa que diz? O pai de Faith não está doente, senão ela teria me dito. Isso parece coisa daqueles fanfarrões que estavam rindo de você. Eles estavam rindo de mim? O que você acha? Não sei como foi acreditar naqueles fulanos, já os vi antes, em seus rostos, até hoje, só consegui enxergar indiferença! É eu sei! Desculpe-me por você também estar preso aqui! Mas obrigado por tentar me salvar; ao menos não me sentirei sozinho aqui, eu certamente não suportaria se estivesse! Tudo bem, mas e então... Você é o Roy? Você me conhece? De onde me conhece? Você estuda com a Faith, você é o garoto flautista que ela admira. Não é? Bom, eu sou o Roy, mas peraí, não sabia que Faith me admirava... Hei, o que disse mesmo? O pai da Faith não está doente? Ah não! O que eu fui fazer? Olha Leroy, tenha calma, precisamos ficar sóbrios para encontrar uma saída. Não se preocupe, pois vamos sair daqui, eu prometo. Veja, ali há uma luz, vamos até lá! E apontou para uma clareira brilhante que estava à sua frente. Os dois quase corajosos, tremendo de medo, adentraram na Floresta. E quanto mais se aprofundavam, mais ouviam ruídos de toda a espécie de criaturas, a imensidão também os tomava, e mesmo andando, aquela floresta parecia interminável. O que pensavam na solidão era em como sairiam dali, se seriam abordados por criaturas da noite, ou o que lhes aconteceria. E quanto mais se aproximavam da clareira, mais o ritmo da sua respiração se acelerava e os seus corações... Pareciam saltar do peito. Avistaram a luz que resplandecia na clareira; ela estava apontando para uma rocha; um pilar em meio à imensidão da floresta. Quando se aproximaram mais, viram alguns entalhes de uma escrita indecifrável. Os dois perplexos olhavam para a cena sem nada entender. Chegaram então mais próximo e tentaram ler os escritos, mas, como antes, sem nada entender... O que seria aquela penha? Por que estariam ali? Eram as perguntas que não calavam em seus corações. De repente uma bruma se levantou ao redor da pedra levando os dois a ficarem petrificados de medo. E não só viram o nevoeiro os cercando, mas também ouviram uma voz firme bradando incólume em meio à escuridão da Floresta: - Quem ousa invadir meus domínios? Quem ousa invadir os domínios de Elyen? Derek, embebido de medo, disse: - Nós não invadimos, só estávamos procurando a saída. Se disser onde é, não pensaremos duas vezes em sair dos seus domínios. O Leroy por outro lado insistia: - O que eu fui fazer? É minha culpa, é minha culpa, é tudo minha culpa, vamos morrer! Então ela os interrompe: - A Floresta que invadiram é de meu Domínio, atrevem-se a perscrutá-la? - Sou Derek Riddle e este é o Roy. Não queríamos invadir sua Floresta, é a mais pura verdade. - Sim, sou o Roy, digo, meu nome é Leroy Clumsy, eu também não queria, fui forçado. Calem-se! Quem entra na Floresta não pode mais sair dela, a menos que saiba como desvendar o enigma da Penha; assim os deixarei ir. Mas nós não entendemos esses escritos; são de uma língua de origem estranha para nós, disse o Derek! Aviso-lhes: O único que pode decifrar o enigma é o escolhido. Está escrito em Élfico, se um de vocês for o escolhido saberá decifrar a profecia de Cedric que está lavrada na rocha. E agora Derek, o que faremos? Tenho certeza de que não sou o escolhido. Tenta você, tenta você! Você precisa ser o escolhido, senão estamos perdidos. Calma Leroy! Não temos escolha, vamos os dois. Então Derek olhou os escritos e nada entendia! E mais e mais a ansiedade o tomava... O que os dois não perceberam de cara é que havia uma marca de mão lavrada na rocha. Quando Leroy atentou para o fato, no ímpeto da situação se antecipa e a toca. Uma força enorme então o joga a cinco metros de distância da penha. No chão ele dizia: - Aiiiii! Eu sabia, eu sabia, é você Derek, é você! Derek, ainda muito receoso, coloca sua mão direita nas marcas da mão. Desta vez a bruma o cerca, o toma e levando-o ao alto da floresta, o gira como em câmera lenta, e a cada vez que o girava uma luz o envolvia. Primeiramente azul, depois verde, vermelha e negra e então um clarão poderoso se fez, apossando-se dele. Um clamor firme, como o urro de um vento forte, se ouviu em toda a Floresta, e a Profecia de Cedric escrita na Penha foi revelada naquele instante: Este é o escolhido, o Afortunado que trará equilíbrio a Terra Nua; sobre ele repousará os poderes das Pedras do poder, sua missão será firme e dolorosa e por ele despertarei quatro valentes de valor, que o ajudarão nesta jornada, os Ministros da Magia. Derek que, tomado pela Magia da Penha, estendeu a mão sobre o Leroy e uma luz azul o atingiu e cercou, e disse: - Este é o Ministro da Safira. Apontou novamente e desta vez uma luz vermelha rasgou o Recôndito das Sombras, percorreu o condado de Lisbtiz até atingir Faith Praise que dormia em sua cama. Esta será desperta no momento certo, é dela a magia do Rubi. Os dois tomados pelo poder dado por Cedric estavam exaustos e desmaiaram. Quando acordaram, à sua frente, apareceu uma mulher linda, envolta numa luz branca com vestes alvas e limpas e que lhes disse: Meus caros! Sou Elyen, rainha desta Floresta. Há muito que os espero, vocês foram provados pelo poder da Penha. Só o escolhido e o Ministro da Safira poderiam resistir a Magia de Cedric. Muitos antes de vocês vieram, todos cegos e ávidos por poder; esses se transfiguraram em guardiões desta floresta, agora são parte dela. Mas não vocês, uma grande jornada os espera. Vocês são os Ministros da Magia e por ela salvarão a Terra Nua da ameaça das Sombras. O herdeiro do reino do Cristal Negro; Lord Shabby, o vil. Ele foi corrompido pela sua ganância e despertou o poder das Sombras; agora a Terra Nua corre um grande Perigo. Primus era nosso aliado pela Paz; temendo pela segurança do nosso mundo; ele entregou o Cetro de Luz que controla o Cristal Negro a Elwing, a Dama das águas. Vocês precisam encontrá-la, o poder das pedras os ajudará a recuperar o Cetro de Luz de suas mãos. Derek, uma batalha também será travada na Cidade Suspensa. Íbias, do reino dos Alados precisará de vocês, protejam-no e protejam a Cidade. O Poder da Safira vencerá o mal que cercará a Cidade. Está em suas mãos Ministro a autoridade sobre ela. Aquela que foi eleita pelo poder do Rubi deve acompanhá-los na jornada. Escolhido, previno-lhe que outro guerreiro foi desperto esta noite! Lord Shabby enviou-lhe como um obstáculo; este jovem muito próximo será um empecilho em sua jornada. Não se enganem! Ele trabalha para o poder das Sombras e será um aliado de Lord Shabby e de seus exércitos; mas na Grande Guerra Mágica que tomará a Terra Nua há um plano preparado para ele. Vão! Precisam se apressar. Levem o necessário para a viagem e não tenham medo, sejam valorosos. Mas Elyen, somos apenas crianças, como vamos assumir tamanha responsabilidade; salvar esta Terra que é dominada pela Magia! Sim, são só crianças, mas também são a única esperança da Terra Nua. Não tenham medo, o poder que lhes foi confiado os fortalecerá e os guiará nesta jornada; e desapareceu diante deles. Eles olharam em volta, e estavam perplexos, realmente maravilhados pela magia que fora desperta ali. Porém, tomaram fôlego e se dirigiram ao Condado sem entender o que lhes acontecera, nem sobre a magia que cercava suas vidas, mas era notória, assim como o medo que os afligia. Ainda assim, tomaram consciência de sua missão e retornaram felizes por que sabiam que não estariam sozinhos nesta jornada; Faith seria com eles. Lord Shabby conjura o guerreiro das Sombras Quando o poder da penha se revelou e as escrituras foram desvendadas, Lord Shabby o imponente bruxo do Reino do Cristal Negro foi desperto e sentiu uma grande magia que se revolvia no Recôndito das Sombras. Teve a certeza, naquele momento, que uma grande força se levantaria contra ele; por que sabia da profecia sobre o Iluminado e que ninguém poderia sobrepujar o seu poder. Temendo pela força revelada ali, Lord Shabby conjurou o Poder das Sombras sobre uma criança de Misty. O nosso Rupert Macoy, que estava a dois metros da floresta com seus amigos, foi tomado por uma nuvem negra que se apossou dele e o cegou. Seus amigos aterrorizados fugiram. Quando acordou... Os olhos de Rupert já não eram os mesmos, estavam negros como a noite e o poder dos guerreiros da noite se fez grande nele. Sorridente foi para casa, convicto e entorpecido de poder. O Mago Cedric já havia predito isto e para proteger a terra Nua conferiu ao Escolhido o poder das pedras e, sem que este soubesse, o do Diamante de Luz. Porém já haviam passados mil anos. E antes da Penha revelar o escolhido o que aconteceu? Relatarei... Quando Cedric entregou as cinco pedras de poder aos cinco reis valorosos; estes construíram uma herança de paz na Terra Nua, a Safira deu asas aos homens e “os Alados” construíram a Cidade Suspensa, seu governante foi Íbias. A Esmeralda conferiu aos homens o domínio das Águas, e “os aquanautas” dominaram o mar em toda a sua extensão, seu reino foi chamado de o Portal das Águas, seu Rei, Hidra. Os povos do fogo, “os inflamados” receberam o Rubi. As cavernas incandescentes foram o seu lar, o seu Rei Théo; e por fim o último reino foi despertado pelo Cristal Negro e assim foram criadas as criaturas místicas. O Reino do Cristal dominou a Magia e seus mistérios; os segredos das artes das trevas e da Luz; também disseminou toda a sorte de seres mágicos pela força do Cristal Negro. Tornou-se o reino dos guerreiros obstinados, chamados de os Guerreiros das sombras; não havia ameaças sobre a Terra Nua que estes não vencessem e ninguém podia resistir-lhes, nem detê-los. Seu Rei, um Poderoso Valente chamado Primus que foi um forte aliado da paz. Os cinco reinos viveram em perfeita harmonia por mil anos. E Primus teve um filho, Lord Shabby. Este aprendeu os segredos do Cristal Negro pela arte das trevas. Lord Shabby despertou o Poder genuíno do Cristal Negro, o Poder das Sombras sobre a terra Nua; e também usurpou o Reino de Cristal matando seu pai em segredo com um feitiço de morte. Primus sucumbira, mas não antes de entregar a Elwing (a Dama das águas) o Cetro de Luz que controlava o Cristal. Sem ele, Lord Shabby poderia utilizar a magia da pedra, mas não venceria as outras pedras de poder. Lord Shabby decidiu então reunir as criaturas mágicas para dispersar o terror por todas as terras dos reinos até encontrar o Cetro de Luz. E a primeira batalha seria travada na Cidade Suspensa, contra as criaturas aladas de Alfenas, o Grifo, e de Endor, a Esfinge, criaturas do Reino do Cristal.
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