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Esta aberta a temporada de caça a talentos, seja um colunista do site Autores.com.br| Estudo até o fim da vida |
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De uma feita, em visita a Israel, assisti a uma velha senhora aprendendo a ler. Estava diante de um computador e provinha do norte da África, embora falasse espanhol, dados conhecimentos do ladino. Aproximei-me dela e perguntei se estava progredindo nos estudos. Ela me olhou com interesse e disse-me de pronto: "Na minha idade é muito difícil. Tenho cabeça dura".
É claro que protestei. Para o aprendizado, não há limite de idade. Pode-se registrar o que ocorre no Japão nos dias de hoje, em que a expectativa de vida alcança os 80 anos para homens e 82 anos para as mulheres. Eles estudam até o fim dos seus dias, às voltas com as novas tecnologias e o processo acelerado de informatização. O processo de reeducação, que se faz a partir dos 50 anos de idade, recicla para o trabalho, abrangendo inclusive novas funções. O importante, como afirma o professor e escritor Arnaldo Niskier, é não deixar o cidadão alijado das atividades produtivas, pois isso seria mortal. Trabalha-se no Japão praticamente até o fim da vida, há fortes indicadores de reingresso nas universidades e adultos freqüentam com assiduidade cursos de pós-graduação e reciclagem, numa belíssima volta às aulas. Tudo isso convivendo com alterações de grande significado, como a redução das jornadas de trabalho e a ampliação obrigatória do tempo destinado ao descanso e ao lazer, modificando-se a cultura do desprezo por essas atividades. Havia uma certa lógica na repulsa ao lazer, se estava erigindo uma sociedade obcecada pelo trabalho e pelo aumento da produtividade a qualquer custo. Todos esses elementos nos dão a convicção de que o Japão aprendeu a prestigiar a chamada educação continuada ou permanente, para tanto empregando mecanismos das modernas tecnologias educacionais, que hoje convivem com a mentalidade de valorização dos recursos humanos sem qualquer limite de idade.
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