| Num canto da alma |
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Sem disfarces, desnudei os anseios ao vento, Adentrei na alma, vagando nas entrelinhas, pus-me a rabiscar o que vi, Suor escorrendo sobre a pele, provocando arrepios, triste alento, Lágrima salgada banhou minha face, absorvi... Mágoas vencidas pelo tempo em estilhaços, Recordações embargadas em pedaços, Em taça cristalizada, reflexo de ti diluída, Emaranhando-me em teus enigmas, me tomei por vencida. Em palavras que beijam a face suavemente, Nas letras do poema te revelei Na brisa perfumada, me libertei lentamente, Amando-te em meus silêncios, divaguei... Num canto da alma te encontrei, Quantos segredos de ti guardam os poemas Que escrevi...
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