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Escrito por Airton Souza de Lima, em 25-05-2008 19:05
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Por ouvir árvores assim tão solitárias
Pude beber do seio materno o fio da vida.
O ciciar em suas copas compõe ária
Que comunica toda graça dessa lida.

Falo daquelas nas escarpas adversárias
A labutar por sua luz desenvolvida
Pela vontade tão secreta que convida
Para a semente maternal originária.

Nelas a vida vive eterna eternizada
Sobrevivida, em missão de se fazer,
Nunca chegar, não há lugar, não é estrada.

Sabedoria que me vem do "arbore-ser":
Todo meu ser numa semente germinada,
Por desejar ser o que é, por vida ter.

Publicado em : Literatura, Sonetos
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