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Escrito por celina, em 21-06-2008 16:45
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Que tinta é essa que manchou minhas flores?
Que sombra é essa que escureceu o meu sol?
Mancharam minhas rosas,
arrancaram minhas tulipas.
Onde estão, o meus lindos lírios?
Que maldade!
Pisaram nas ultimas pétalas que ainda restava!

Roubaram-me tudo... tudo o que eu não tinha,
meu sorriso transformou-se em lágrimas,
não sei se consigo mais cuidar do meu jardim,
devolver a claridade escondida por essa sombra.

Tava tudo tão bem,
por que tem que ser assim?
A ira tomar o lugar da simplicidade,
a nostalgia engolir o regozijo,
a mentira atropelar o riso,

As vezes diante de tanta intolerância e mesquinhez
a vontade que dar, é de procurar os "culpados"
e atirá-los onde quer que estejam de cima à baixo.

O que choro é magoa,
o que escorre do meu rosto é a insurreição,
de sentimentos retraídos,
deprecio a banalidade,
de um mundo voltado para o materialismo
devorado lentamente pelo egoísmo egocêntrico,
de seres manipulados pela incerteza do que é viver.

Publicado em : Literatura, Poesias
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Comentários (7)
Postado em compositor, em 19-11-2008 10:55, , Membro Registado
:) ;) ;) ;) No mesmo mundo materialista cheio de pessoas frias existe pessoas sensíveis como Celina, autora dessa linda poesia! Show! :)
 
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Postado em bert, em 12-08-2008 17:43, , Membro Registado
Lindo
 
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Postado em Lucelio Garcia, em 03-07-2008 23:25, , Membro Registado
Muito bonito o que escreveu. Parece um lamento do desperdício da burguesia sem cabeça.
 
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Postado em VanVladyk, em 30-06-2008 16:34, , Membro Registado
"deprecio a banalidade, 
de um mundo voltado para o materialismo 
devorado lentamente pelo egoísmo egocêntrico, 
de seres manipulados pela incerteza do que é viver", como concordo consigo Celina!
 
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Postado em JoaoDrummond, em 30-06-2008 12:27, , Membro Registado
A sabedoria do poeta é transmutar sentimentos e traduzi-los para uma linguagem que os corações entendem e compartilham. 
Abraços, João Drummond
 
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