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VELEIRO SOLIDÃO Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por João Batista Drummond, em 06-07-2008 14:02
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Meu coração é um veleiro arisco e ligeiro
Singrando dentre tempestades e ventanias
Na imensidão de um oceano frio, traiçoeiro
Abismo de amores, paixões, desejos e calmarias

Barco valente, sem rumo. Sobre ondas espumantes
Campo de batalha de navegantes destemidos
Ventos, horas frios, horas quentes e insinuantes
Cortando as águas de mares desconhecidos

Pirata sem pátria, sem bandeira, sem companhias
Aventureiro dos sete mares, corsário da paixão
Flutua intrépido à beira de abismos, cataclismas
Desafiando suicida, irônico, os limites do coração

Navega ligeiro por denso e frio nevoeiro
Render ou fugir, o drama do incauto navegante
Em qual porto seguro ancorar-se ágil, sorrateiro?
Num recuo estratégico ou rendição humilhante?

Navegante solitário, seu olhar vigia a esteira
Ouvidos atentos aos sons das ondas e ventanias
Horizonte perdido, mar em fúria, canto de sereia
Ventos combinados que formam no mar as sinfonias

Nascer do sol, linha do horizonte, nau em fuga
Mar aberto, ventos frios e ondas inconstantes
Cristas gigantescas conduzem o pirata em luta
Para o campo de batalha de conflitos incessantes

Estratégias de combate, contra medidas, artefatos
Traçam impiedosos os limites da guerra iminente
Um guerreiro incansável se prepara para os assaltos
Em sua ultima e fatal batalha, coração versus mente

Um corsário joga toda sua força, experiência e razão
Contra um inimigo impossível de ser vencido
Como enfrentar sem riscos a força de uma paixão
Que emerge de um coração puro, meigo e destemido?

Publicado em : Literatura, Poesias
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