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O sonho da Democracia Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por João Batista Drummond, em 14-07-2008 12:56
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Ao longo da fugaz história da sociedade dos Homens sobre face da Terra, a evolução se deu e se dá ao confronto entre dois vetores. Um que procura manter as coisas com estão e em muitos casos retrocedê-las, e outro que busca mudanças no que podemos chamar "status quo".
Este confronto gera desconfortos para ambas às partes, mas obedece a uma das mais fortes leis da natureza.
A Mãe Natureza não admite inércia, estagnação, paralisia. Nem mesmo o que está morto continua parado e sob leis imperiosas e universais continua se transformando para que aquela massa falida vá cumprir outros objetivos dentro da escalada da evolução natural.
Dentro da política estas forças são chamadas de tradicionais ou conservadoras e progressistas ou revolucionárias.
Entre as forças conservadoras estão os governos constituídos e seus aparatos administrativos, financeiros e policiais/militares, os tribunais judiciários, as câmaras legislativas, forças empresariais e capitalistas, mídia alinhada, banqueiros etc.
O vetor progressista é por seu lado composto por grupos que querem e buscam mudanças nas estruturas de poder e em modelos de organizações arcaicos, ultrapassados e viciados.
A Democracia é um ideal baseado na premissa "do povo, pelo povo, para o povo", ou seja uma construção eternamente inacabada.
O sonho democrático é como um farol a brilhar na escuridão da consciência coletiva em algum ponto futuro, alimentando constante este embate ideológico.
No modelo democrático nenhum poder se sobrepõe à vontade soberana do povo, que por seu lado tem o dever e o direito da vigilância e critica a modelos viciados.
Ninguém está acima da lei e todos podem ser questionados e julgados em sua conduta individual quando o ideal democrático é agredido ou ameaçado.
A tese com a qual se ameaça qualquer atitude critica aos poderes constituídos e seus prepostos, soa muitas vezes como chantagens que visam barrar os anseios e os movimentos de mudança contra posições equivocas, viciadas e solidificadas deste poderes.
Todas a forças sustentam suas razões e convicções, mas no final o que prevalece é uma vontade maior que se impõe á revelia de qualquer pensamento filosófico, cientifico ou político, colocada a serviço da marcha da evolução.
Não fosse por isto, regimes ditatoriais amparados em fortes aparatos bélicos, capital à vontade, mídia de encomenda etc, não teriam ruído como castelos de areia.
O muro de Berlim estaria ainda de pé. Ainda veríamos o regime do Apartheit. Napoleão teria dominado a Europa. Hitler teria vencido a guerra e imposto ao mundo o Regime Nazista.
A França estaria ainda sob domínio da Casa de Bourbon e a ditadura no Brasil teria vingado em sua tentativa de fazer o Estado Policial.
Apesar de todas e teses e teorias o mundo continua evoluindo, porque as forças e leis naturais que estão em jogo se impõem acima de qualquer lei escrita pelo homem que não obedeça as regras do bom senso e da sabedoria.. Este rio de conhecimento que flui ininterrupto pelo inconsciente coletivo da Humanidade.


Publicado em : Crônicas, Crônicas
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