|
|
| Aí |
|
|
|
Quando de través olhei minha praça, achei um freguês que tinha bebido um gole a mais e estava dando mole, aí, superei os medos no peito e na raça e fiquei com seus anéis e seus dedos deixei de lado que ditado não desrespeito, e fui meu herói mais uma vez, aí, como sói acontecer, pra massa fui bandido, "pega!", e como dói na hora da vindita da massa, aí, embora não seja mais criança, peguei a correr rua acima que cansa bem mais, mas, com "pega!" atrás, ninguém pára nem desanima, e se extenua o cara que grita, aí, fui em frente, e já ia pra Niterói, todavia, não cruzei a Guanabara, ao botar na barca o pé, lembrei da mudança, a gente não mora mais lá, mora agora aqui e atua nessa comarca, aí, subi com o butim e voltei com o pó pra mim e mais três que somos um grude, "um por todos, todos por um", e vamos até morrer juntos, três defuntos e mais um num ataúde só!
|
Nenhum comentário
| < Anterior | Próximo > |
|---|