| DESILUSÃIO |
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Como um cão sem direcção Pela minha atitude Arrependido e desgostoso Da consciência e do dever plantei Obrigado pelo obrigado obrigatório Que não permita que engravide Com problemas de mulher Ajuda-me a conduzir sem bater Parei e pense como um destino pode ser tão Rápido em silêncios que apanham a terra Até cortarem o dia pelo indico? Uma interrogação repetida na estação A curiosidade e o bilhete, a mala guarda Entre naftalinas o xadrez dos nossos Dias embrutecidos nas fotografias. Há uma alegria, clara como aguardente e Com pose de bancos de jardim traindo-se Com engodo de crime.A intimidade Dificulta a diferença.O rapaz que perdera o uso do gesto Apaga as marcas que indicam a direcção Em que a dor se denuncia. O perdão salvou o assassino De sofrer nos prostigos da escuridão mas parece Todo pendurado nas palavras que não usa.
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