| Marcas que ficaram |
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Desço as ruas da memória, no resguardo da esfinge, Olho as estrelas, procurando o teu brilho, Lançando meu pensamento para longe, Na distância que nos separa segue o trilho, Na esperança de encontra-te, em enlaces cingidos, Tua imagem permeia roçando a memória boreal, Entorpece meus sentidos, Transportam-me em outono celestial. Em uma realidade paralela onde teu gesto deixara, Marcas do teu riso, minh´alma reage em ascensão, Retiro as palavras do papel embevecidas de emoção Para deleitar-me em tua ceara. Desprendem aromas de terra molhada, Alçam vôo na sensibilidade de doces alvuras, Unindo energias, em êxtase atingem as alturas...
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