| AS NOITES DE JUDAS |
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Partiremos pela manhã Um exército de almas Empunhando homens Em cada olhar, desfraldaremos esperança Em cada coração fincaremos o amor Para que quando voltarmos do campo de batalha Nossos inimigos não nos reconheçam A ponta de uma lança O fio de minha espada Revolta Eu os levarei para o alto do penhasco E os precipitarei A chuva há de sepultá-los Há de surgir um novo homem De dentro de mim Um exército de almas em meio às nuvens Clamando o nome temido e respeitado Altivos, empunham a bandeira Lá está o Nome Por qual deixei tudo para trás Estenda-me tua mão agora Leve-me contigo Vestes já não cobrem meu corpo Máscaras não ocultam minha face Já não me escondo atrás de títulos e posses Não calço botas Afaga-me com tuas mãos carinhosas Esconda minha vergonha com alva túnica Perplexos olhos me acusam Tenho as mãos vazias E se eles quisessem, me fariam em pedaços Não sabem, talvez, que seus mansos corações E sua misericórdia Puseram-me de joelhos Mas salvaram-me a vida Clamaram por mim em nome Daquele E cá estou Arrependido e cheio de esperança Tempo de recomeçar Pensei que morria todas as noites Para este mundo, sim Para a esperança, jamais Esta foi o caminho que me trouxe até aqui Cortarão-me em pedaços, bem sei Não temo A fúria flamejante Que me fazia jorrar sangue de corpos inocentes De espíritos ingênuos, com o fio de minha espada Tornou-se luz Fez-se luz em minha vida Já não sei o que é noite Perco-me entre nuvens Levado pelo perdão de meus inimigos No alto do penhasco deixo minha história Chuva lava o meu corpo Almas abençoam meu sangue Almas Recebem-me com sorrisos...
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