| CALMA INTERIOR |
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Todo homem trás dentro de seu interior a semente que fará germinar, em terra fértil, o seu mundo espiritual. É somente através dele próprio que poderá ocorrer esse despertamento, caso contrário, suas faculdades superiores também permanecerão adormecidas.
A auto observação é um dos primeiros passos para realmente experimentarmos os benefícios da calma interior. Quando aquietamos nossa mente, que esta constantemente, nos desafiando a pensar sobre mil coisas ao mesmo tempo, conseguimos de fato relaxar e , sentir essa calma no nosso coração. É como se tivéssemos a capacidade de nos transportar para um outro lugar, fora do mundo físico, pois experimentamos uma doce leveza, uma sensação inebriante de tranqüilidade, onde tudo é silencio e paz. A calma é a essência da meditação e o antídoto do medo. Saímos do estado de medo quando aprendemos a serenar nossa mente e uma vez serenos, acabamos conhecendo a verdade, que segundo as palavras de Jesus: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará". Em Isaías, lemos o seguinte: " Pelo arrependimento e o repouso sereis salvos; na quietude e confiança reside vossa força. Até quando vos dominará a tribulação? Recuai"... "Descansai, ficai serenos". É na quietude e na calma interior que começamos a perceber a grande verdade da vida e a realizar o que Jesus nos ensinou - que existe uma presença espiritual em nossa vida passível de conhecimento direto quando focalizamos o coração e nos abrimos para o influxo amoroso, que a vida esta sempre a nos oferecer. Essa calma, realizada através desses momentos de recolhimento, terá um efeito especial na nossa vida cotidiana, onde aprenderemos através de nós mesmos, a não nos deixarmos perturbar, por quaisquer incidentes. Com tempo e dedicação devemos procurar investir cada vez mais no nosso processo de autoconhecimento, buscando essa quietude interior, com o objetivo de serenar nossa mente. De inicio poderemos nos surpreender com as sutis modificações que irão ocorrer, principalmente, no nosso modo de ser e agir. Muitos, com certeza, já passaram pela experiência de rever o seu passado, procurando observar dentro dele, os progressos, a evolução, àquilo que conquistamos num determinado espaço de tempo. Essa auto observação, propicia uma enorme satisfação intima, pois, é através dessa releitura que podemos enxergar o nosso progresso, tudo o que conquistamos através do nosso esforço e dedicação, no decorrer da nossa trajetória de vida. Dentro desse processo, uma coisa a observar é que inúmeras coisas que antes nos irritavam ou incomodavam, já não tem mais o poder sobre nós. Já não somos mais controlados por nossos pensamentos infundados e confusos, gerados através do nosso ego, que está sempre em busca de satisfação. Na verdade logo percebemos que o ego não é sempre um aspecto defensivo e egoísta da consciência. Ele muitas vezes perde o domínio sobre nós quando uma irrupção abrupta de percepção intuitiva ocorre e a experiência se revela positiva, não negativa. O verdadeiro sentido da vida espiritual, o homem experimenta quando abre de fato, o seu coração ao amor e à sabedoria. Quando estamos abertos para a vida, ficamos mais vulneráveis e, portanto em posição de submissão e plena confiança de que tudo irá fluir positivamente. As defesas do ego caem por terra quando acatamos a experiência do fluxo de um poder maior, de uma fonte de amor e criação que, passa então a jorrar para nossa vida, tudo o que necessitamos. Á medida que vamos evoluindo, vai surgindo dentro de nós, um novo conceito com relação, a nossa maneira de visualizar nossa vida interna. É como um mergulho interior, aonde se, vai pouco a pouco, resgatando aquilo que de fato somos dentro de nossa verdadeira essência. Em vez de pensarmos sobre a realidade ou recebermos informações sobre o que é real, devemos olhar diretamente para a experiência concreta e aprender o que é verdadeiro por nós mesmos. Contemple diretamente o que é verdadeiro e observe o seu coração, seguindo e deixando a sua própria natureza fluir. A vida só é real quando você é. E você só é real quando está desperto para a sua própria presença interior.
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