|
|
| ESA # 15 - Em seus pensamentos |
|
|
|
Renato estava deitado em sua cama com o travesseiro na cabeça, apertando-o com força para se sufocar enquanto berrava. Droga, droga e droga! Merda de vida, bosta, puta que pariu! - sua cabeça dizia enquanto ele berrava escondido dentro do travesseiro.
Por que ele não podia escolher de quem gostar? Seria tão mais fácil apertar um botão e ~puff~, não gostava mais de Joyce. Podia apertar outro e ~puff~, agora gostava de Fulana, Siclana, ou Beltrana, qualquer uma daquelas meninas do primeiro colegial que ficavam gritando seu nome durante os jogos de basquete da escola. Sabia que não era feio, sabia que o fato de ser loirinho e ter olhos verdes, corpo de atleta e ter dinheiro o faziam um bom partido na escola. Muitas meninas suspiravam quando ele andava pelo corredor, muitas meninas escreviam seus nomes dentro de um coração no caderno, na lousa, e em outros cantos. Muitas davam risinhos quando ele passava por elas.... mas por que nenhuma delas era Joyce?! Joyce era especial, nunca julgaria alguém apenas pela aparência. Tanto que gostava de André, que nem era um cara bonitão, era um cara normal, com cabelos cacheados e de nariz comprido. Joyce era especial a ponto de enxergar que André era inteligente, engraçado, divertido e que tinha personalidade forte. Droga, Joyce... Isso significava que ele, Renato, não era inteligente como André, nem engraçado como André e muito menos divertido... era um derrotado! Podia vencer todos os jogos de basquete do mundo que nunca ganharia o coração de Joyce... droga. Era um derrotado! Pensou que poderia esquecer de Joyce se conhecesse outra menina... por isso que estava andando bastante com Sofia e chamando-a sempre para sair. Sofia era bonita, não era um arrasa-coração como Cecília porque estava sempre calada e tímida, mas tinha seu encanto... era inteligente e sensível como uma verdadeira artista... mas também não dava pra levar nada adiante porque Sofia o via como um amigo... e a quem ele queria enganar? Ele também só a via como uma amiga. Logo no primeiro encontro - o cinema - os dois acabaram foi confessando um pro outro suas dores de amor. Sofia confessou que só estava saindo com ele porque fez a burrada de dizer pra Cecília que achou Erick interessante e sua irmã não perdeu tempo caindo em cima dele, então ela queria dar o troco na irmã - porque Cecília dizia que não havia garoto mais bonito na escola que Renato. - e Renato confessou que só chamou Sofia para sair porque queria conhecer alguém e esquecer de Joyce, porque tinha feito a burrada de deixar que André chegasse nela primeiro. Mas ele era um derrotado e Sofia não. Porque mesmo assim Sofia lutou da forma que pode para se aproximar de Erick... tanto que sábado viu os dois juntos... e ele não! Ele continuava lá, idiotamente apaixonado por Joyce, vendo a garota em um relacionamento infeliz com André... e deixando! Deixava lá, com André! Caralho!! - berrou de novo dentro do travesseiro. Era um imbecil, um inútil! Um ridículo! Mas ao mesmo tempo, não conseguiria lutar por Joyce... a menina da sua vida namorava o seu melhor amigo! Isso era algo sujo de se fazer e até mesmo de se pensar! Roubar Joyce de André era pensamento proibido! Proibido! O que era preciso fazer para esquecer isso? Para suprimir esse sentimento que brilhava dentro de seu coração toda vez que via os lábios rosados de Joyce, sua pele branca e seus cabelos sedosos? Tudo em Joyce era perfeito... que droga! Por que ela não podia ser feia? Ou burra?! Ou torta! Não. Joyce, a namorada do seu melhor amigo, tinha que ser linda, perfeita, inteligente... argh!!! A namorada do seu melhor amigo era a única pessoa por quem Renato se interessara desde sempre. - Renato! - sua mãe berrou por ele. - Renato você já está atrasado, anda logo. Renato odiava segunda-feira. Levantou-se e colocou seu uniforme, para ir para a escola. - A pauta dessa semana é um lixo! - Cecília resmungou na sala do jornal, esbravejando. Os cabelos presos em um rabo de cavalo cheio de cachos. A maquiagem era azulada e os brincos de argola dourada. Calça jeans clara e sandálias negras. - É sobre o quê? - Sofia que estava idêntica a ela indagou, entre um bocejo e outro. A única coisa que diferia uma da outra era a cor do esmalte, que Sofia passou cor-de-rosa a contra gosto da irmã que queria usar um tom café. Cecília sabia que Sofia fizera de propósito e por isso tomou a liberdade de chamar uma reunião urgente com a equipe do Jornal, que se resumia as duas gêmeas, Erick e Adalberto. Adalberto ainda colaborava com o jornal fotografando as outras sessões quando Mariluce precisava. Ele estava com os cabelos raspados e óculos de aro grosso e vermelho. A camiseta do colégio estava amassada e por cima de uma bermuda jeans, com all star preto de cano médio sem meia no pé. - Preciso fazer um roteiro de passeios para o fim de semana, passeios culturais. - Cecília falou. - Temos que mapear pelo menos dez lugares, comentar preço, que tipo de programa é: pra namorados, amigos, sozinho, etecetera. Esse tipo de coisa. - Não pode pesquisar na internet? - Adalberto teve a brilhante idéia. - Claro que não! - Cecília logo cortou o barato. - Temos que ir lá, tirar nossas próprias impressões do lugar. - Tenho certeza que pesquisar na internet deve bastar. - Erick estava com sono, mas concordou com Adalberto. - Até de lá você pode tirar as imagens que precisa. - Tá doido?! - Cecília torceu o nariz. - E o que você sugere? - Sofia quis saber. - A minha idéia é a seguinte... - e abriu o seu bloquinho de notas, com um sorriso nos lábios, empinando o nariz. - Propor para a Mariluce que cada semana façamos dedicada a um tipo de roteiro! - Eu acho legal. - Sofia apoiou a irmã. - A primeira semana seria roteiro "a dois"! Dividido, é claro, em subtemas... o melhor local para o primeiro beijo, o melhor para pedir em namoro, para conhecer os pais... essas coisas. - Soa tão artificial... - Erick criticou, de mau-humor matinal, e com sua calça listrada verde e preta. - É artificial, mas vende. - Adalberto defendeu a tese de Cecília. Seus olhos castanhos eram redondos e estava precisando fazer a barba. Era um dos poucos adolescentes a ter barba naquela idade. - Eu gosto da idéia. - Ai eu pensei em uma imagem principal para a matéria, um beijo claro... a Sofia podia tirar com o Adalberto assim de perfil e... - Cê tá louca, né? - Erick reclamou, com uma risada sarcástica embutida em sua frase. Todos na sala encararam Erick com os olhos arregalados. - Qual o problema? - Cecília provocou com seu cinismo mestre. Estava mesmo fazendo para a atrapalhar Sofia e Erick, disposta a empurrar Adalberto para cima da irmã. Erick não tinha desafiado-a? Então agora que agüentasse! - Vai ficar o máximo. - Vai ficar uma merda. - Erick continuou visivelmente irritado. Sua namorada não ia beijar Adalberto nenhum! - Eu discordo, uma foto de um beijo entre os dois vai ficar linda, e dará todo o romantismo que a matéria precisa. - A gente podia usar a Joyce e o André! - Sofia se intrometeu, antes que Erick saísse aos tapas com Cecília. - Fora que como eles são namorados de verdade - e enfatizou o de verdade com o tom de voz - ficará romântico o suficiente. - Eu concordo. - Adalberto se intrometeu, mais porque tinha medo de Erick do que por se importar. Até gostaria de beijar Sofia... mas tinha certeza que se o fizesse levaria um soco bem dado no nariz e sairia sangrando. - Hmm. - Cecília não poderia insistir muito se não fosse coerente e realmente Sofia tinha mandado uma boa sugestão. - Certo, Joyce e André servirão. Mas se eles não puderem vamos usar você, Sofia. - Mas não com Adalberto. - Erick se intrometeu mais uma vez. - Não já decidimos por Joyce e André? - Sofia tentou interromper os dois. - Credo Erick, eu vou pensar que você está com ciúmes. - Cecília soltou o caderno em cima da mesa, confrontando-o, fazendo ares arrogantes, falando o óbvio como se fosse mentira, para deixar a situação bem ridícula. - Você pode pensar o que quiser, não me importo. - Mas gente, não é a Joyce e o André? - Sofia insistiu. - Então vou começar a pensar que você quer beijar a Sofia. - Pode pensar! - Vocês querem parar de fingir que eu não estou aqui?! - Sofia bateu com as mãos na mesa, interrompendo os dois. - Viemos aqui decidir a pauta da semana ou ficar discutindo quem é que beija quem?! - Calma, Sofia! - Cecília riu, divertindo-se porque tinha conseguido irritar a irmã. - Mas já decidimos tudo, não foi? Vou falar com a Joyce hoje. - Certo. - Adalberto ficou em pé - E eu faço o quê? - Escove os dentes! - Cecília brincou, ficando em pé também. - Claro. - Adalberto não deu atenção, apenas pegou sua bolsa carteiro e saiu da sala do jornal. - Vou tomar meu café da manhã antes da aula. Se precisarem de mim, só ligar. Foi só a porta fechar com Adalberto para fora da sala que o circo começou a pegar fogo, Erick já estava quase saindo da sala quando Cecília provocou: - Sinceramente Erick, da próxima vez venha de bom humor, não sou obrigada a agüentar você. - E nem eu sou obrigado a agüentar suas idéias estúpidas. - Eu decido a matéria, tá bem? Se eu quiser que a Sofia beije uma árvore, ela vai beijar! - Você decide a matéria, não quem a sua irmã beija ou deixa de beijar! - Qual que é o seu problema? - Qual é o seu?! - Ai, parem, vocês dois! - Sofia interrompeu, colocando-se no meio deles. Estava brava. Primeiro encarou Erick. - Eu não vou beijar o Adalberto, tá bem? - e depois, Cecília. - Ele é um freak. Se quiser pode beijar ele você. Ninguém vai notar a diferença e até deixo dizer que sou eu, pra você não passar vergonha. - Eca, eu não! - Cecília protestou, com um riso divertido, claramente farreando com a situação toda. - Não precisa ficar brava, Sô!! Já decidimos que vai ser Joyce e André... agora preciso ir, tenho que dar um pulo na sala da Mariluce antes da aula! Cecília passou por Erick empinando o nariz e jogando o cabelo por cima do ombro, procurando ser o mais detestável possível, mostrando-se a jornalista suprema da coluna de entretenimento e ele, um mero fotógrafo sem poder de decisão. - Poxa, Erick. - Sofia reclamou, chamando a atenção dele, assim que Cecília saiu da sala e se distanciou no corredor. - Cuidado com o que você fala pra Cecy. - Ela estava fazendo de propósito. Você viu. - Eu sei, mas não precisa explodir. - Vou explodir quantas vezes precisar até ela parar com essa idéia imbecil... - Também não é assim... não é bom que a Cecy perceba assim. - Uma hora ela vai perceber, ou alguém vai contar... ou eu! Já te disse que não vou ficar namorando você escondido. - E eu já te disse que preciso de tempo para contar, não consigo dizer assim de qualquer jeito. - Do que é que você tem medo? - Não tenho medo. Deixa pra lá. - Sofia desconversou e olhou no relógio. - Eu tenho que ir pra aula... nos vemos no intervalo. - É... - respondeu desanimado. - Vê se dá um jeito nesse mau-humor, tá? - Sofia sorriu e deu um beijo em Erick antes de sair. - Tá... Erick esperou Sofia sair para só então atravessar o corredor. Que irritante! Cecília de um lado perturbando e fazendo de tudo para deixar a situação desconfortável e de outro, Sofia com um medo sem sentido de assumir um namoro para a irmã. Qual era o problema que ele não enxergava?! Não seria mais fácil assumir tudo e fazer com que Cecília engolisse de uma vez por todas a relação que sua irmã estava tendo com ele?! Que droga! Guta ergueu a cabeça quando Erick entrou na sala mau-humorado junto com o professor, que vinha mais mau-humorado ainda. A menina estava com os cabelos soltos e recém-retocados de tintura loira. Sorriu amigavelmente, mas Erick não retribuiu, ao contrário, sentou-se calado sem dar bom dia, deixando claro que ainda estava chateado com ela. Guta ficou quieta. Tudo bem, não ia insistir. Na sua frente, Joyce e André trocavam risinhos e beijinhos. Ah, isso era demais... como assim?! Depois de tudo ele ia fingir, pela segunda vez que nada tinha acontecido?! Otário! Não, a otária era ela! Que pela segunda vez consecutiva caiu no mesmo erro, o mesmo engano!! Era uma burra mesmo. Sentiu uma enorme tristeza tomar conta de si, um vazio apertou seu coração como uma mão de ferro, dura e fria. Guta se deu conta de que estava começando a chorar: o nariz ardendo, os olhos inchando... não! Não ia chorar na frente de todos! Levantou-se e correu para fora da sala, indo se esconder no banheiro feminino. O professor que estava anotando algo na lousa não reparou que ela sair, mas a classe toda estranhou o acontecido. - Nossa o que foi? - Joyce perguntou quando viu Guta sair da sala apressada, virando-se para trás, com ares preocupados. - Dor de barriga? - Renato adivinhou divertido. André não disse nada e deu de ombros, não queria se preocupar com Guta. Distante em sua mente, Márcio entrava na copa de sua empresa atrás de um café, procurando arejar os pensamentos que insistiam em importunar sua paz. Assim que entrou usando um terno caramelo, bateu os olhos em Elias, um alto e forte descendente de alemão, que trabalhava com ele há alguns anos. - Bom dia Márcio! - Elias cumprimentou, com um aperto de mão coberto por seu terno cinza claro de verão e um sorriso verdadeiro no rosto. - Como vai a família? - Bem... - suspirou pegando uma xícara, indicando que estava mentindo. - As coisas não estão bem? - Elias indagou, encarado-o com seus olhos castanhos claros. - Não muito. - confessou, enchendo a xícara de café e colocando adoçante. - Sueli está procurando ser simpática.... mas Erick está agindo como se fosse uma visita. - Talvez ele se sinta como uma visita. - Elias era pai de Renato, amigo de André. Foi um dos primeiros amigos que Márcio fizera quando mudou de cidade abandonando sua família para viver com Sueli. Márcio o ajudou durante sua separação e isso apenas fortaleceu mais ainda os laços de amizade. - Não deve ser fácil para ele. - É, não deve. Mas o problema não é bem esse... - Márcio se recostou na pia e tomou um gole de café. Elias ergueu as sobrancelhas esbranquiçadas um pouco surpreso. - Erick e André não estão se dando bem... já os vi brigando algumas vezes. - Irmãos brigam. É normal que André tenha ciúmes... afinal agora ele precisa dividir um espaço que sempre foi dele... - Elias realmente não queria estar na pele de Márcio. - E tem o agravante de que eles não se conheciam antes... - É. Não consigo decidir se foi um bom negócio realmente ter trazido Erick para cá, quero dizer... talvez ele estivesse melhor com Gregory. - Hm... a coisa está tão ruim assim? Você estava tão ansioso na semana passada... sentia uma certa animação vindo de você, fazia planos e tudo mais. O que houve para que isso mudasse? - Achei que fosse ser mais fácil. - Fácil obviamente não seria, Márcio! - Elias era uma pessoa prática. - É uma grande mudança para todos vocês! Em meu divórcio eu também tive essa impressão e demorou-se alguns meses para que todos se acostumassem. - É... meu receio é que esse trauma piore a situação. Ele é meu filho, me preocupo com seu bem-estar... mas por ter ficado tão distante todos esses anos, definitivamente Erick não me respeita. Como vou ensina-lo alguma coisa? E eu esperava que ele ainda fosse aquele garotinho de nove anos... não esse protótipo de marginal todo do avesso! - Márcio torceu o nariz. - Se você visse como ele está... com umas roupas estranhas de banda e tudo mais, cabelos compridos... piercings... meu deus, ele tem só dezesseis e já está assim! - Márcio você está sendo duro demais com ele, não acha? Não é só porque ele usa piercings e roupas de banda que ele seja realmente um marginal. Além do mais não é preciso ser nenhum psicólogo pra saber que ele está tentando chamar atenção através das roupas. - E se isso for só a ponta do iceberg? - soou derrotado. - O que quer dizer? - Não sei. - Você não está sendo muito precipitado? Erick está em sua casa há apenas uma semana. - É, talvez você tenha razão. É que já errei tanto que não quero me dar ao luxo de cometer nenhum erro agora... também não quero que os erros do passado deixem marcas tão profundas. - Por que você não tenta se aproximar mais? - Elias sugeriu, com um sorriso no rosto. - Como assim, Elias? - Quando me divorciei foi um processo difícil e tive que construir laços novamente com Renato... talvez é isso que você precise fazer. - Talvez. Talvez seja. Mas como? - Márcio já parecia mais animado novamente. - Que tal um programa em família, por exemplo... um passeio no shopping? Comprem algo juntos... pode aproveitar e levar André, assim quem sabe eles se entendem. Ou uma viagem. Viagens sempre funcionam... algo que precisem trabalhar como uma equipe, como um acampamento. - Um acampamento? - Márcio torceu o nariz. - Talvez André goste da idéia, mas Erick é tão cosmopolita, está sempre grudado com seu computador... será algo difícil. - Hm... talvez Gregory possa te ajudar sobre isso! - Não quero depender de Gregory... e ligar para ele de novo em menos de um mês seria admitir derrota. Você sabe que teve aquele dia que o Erick sumiu e eu acabei ligando pra ele, não é? Não quero parecer irresponsável ou sem controle sobre ele... - Você acha que o Gregory poderia usar isso contra você? - Apesar de que ele está disposto a me deixar tentar.... acho. Já te contei que me enviaram um pedido de adoção... - Isso é algo ridículo, querer tomar assim seu filho de você. - Exatamente. - Márcio tomou seu café. - Quando Heloísa morreu, não perdi tempo... e realmente isso tudo me assustou. Eu não sabia que Erick estava tão... - suspirou. - A culpa disso é minha, ocupei-me com minha família e esqueci de cuidar dele. - Não compreendi. Você disse que Gregory se importa com ele. - E se importa, mas é um irresponsável, não sabe colocar rédeas na situação. Erick precisa de um pai, um pai que dê um bom exemplo, para ele se espelhar. - Concordo. - Definitivamente não é Gregory. - E você acha que pode fazer isso? - Acho. Quero ser um bom pai... vou ter que correr atrás do prejuízo. - Conheço uma boa terapeuta familiar. - Você acha que preciso, Elias? - Não, mas se mais nada funcionar... deve pensar no assunto. Antes do que você pensa Erick fará dezoito anos. Se vocês não se derem bem até lá, ele pode se afastar mais ainda. - É... - Márcio calou-se e perdeu-se em seus pensamentos novamente. Tinha medo que não desse tempo, que ele não pudesse mais reparar seus erros passados e que ele e Erick para fossem para sempre dois estranhos. Não! Não podia deixar isso acontecer. Iria lutar por seu filho e colocar o projeto de marginal na linha. Custe o que tiver que custar.
|
Nenhum comentário
| < Anterior | Próximo > |
|---|