| ESQUIVANDO-SE |
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Só um olhar, apenas um breve olhar, fugidio, inseguro, talvez... Então, você se esquiva, dobra a esquina, muda de calçada. Só para não ver, o que seus olhos em conformidade, constata que pela sua indiferença, ante a brutal verdade, corpos esquálidos definham, sangram, caem. Mas você não se importa, nada disso é contigo, alheio por opção, vagueia em sua arrogância insana, de um pseudo-altruísmo, Alegando: fiz o que pude, faço meu melhor. Mas na sua inexorável insensatez,banaliza o sofrimento. O que dizer, ante a alma de chora e sangra, ante a tantas perguntas que ecoam na vastidão da ignorância humana. Como frutos de guerra, sombrios sussurros e vertiginosos alaridos, se misturam aos sons do prazer insofrido daqueles que nada perderão, Por nada de seu terem tido, a não ser um breve olhar trocado,fugidio e inseguro.
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