ANJOS DO CAIS Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por GERALDO JOSÉ COSTA JUNIOR, em 03-08-2008 00:11
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Que as árvores desfolhem
Que os galhos se quebrem
Que os laços se rompam
Que seja o caos
E que a dor
Empurre adiante
Que traga a luz...
Que clamem os espíritos
E os pássaros voem
Que a carne apodreça
E a pústulas espirre em nossos rostos
Que a verdade se destrua
Por nossas mãos
Como um feixe de mil luzes
E que revele a noite
E que esta responda por que
Por ti somos entregues
Olhares se perdem
Sonhos se desfazem
Somos reputados para a morte, para o vale de sombras
Como anjos decaídos
Anjos do cais
Onde não se vê horizonte
Onde o caminho do meio se bifurca em dois, três, mil nadas
Onde, como loucas possuídas, clamamos por amor
E ouvimos vozes ao longe a nos dizer adeus
Onde plantamos flores e, cheios de esperanças
Colhemos...

Publicado em : Literatura, Poesias
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Comentários (2)
Postado em SANTOSH, em 18-12-2008 21:23, , Membro Registado
"Onde o caminho do meio se bifurca em dois, três, mil nadas." 
 
Disseste..., mas, entendeste???
 
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Postado em Catucha, em 19-08-2008 15:25, , Membro Registado
:) Uma poesia triste , com sentimentos profundos de decepção pelo mundo mas com um final que me surpreende pois no meio a tantas dores a semente da flor germina. Parabéns. Gostei mesmo. Um abraço.
 
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