NÃO MATARÁS... CRIANÇAS! Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Sebastião Antônio Baracho, em 05-11-2007 12:25
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Não macule o teu ventre,
Santuário de doce harmonia!
Deixe que em teu âmago entre
A pura alma... Da cor do dia!


Não lacres à vida a porta
De um ente que não conheces,
O futuro só a deus importa
Tu, só ganhas o que padeces!


Não sepultes na latrina
O fruto da tua concepção,
Seja antes uma maestrina
Em regência de devoção!


Não abortes a vida futura
Sob tua tutela ingente,
Deixe viver a criatura...
Pedaço de ti inerente!


O mundo está poluído
Com tanta maldade insana:
A cada feto destruído
A escolha é menos soberana!


Não és tu quem vai gerir
A vida em teu ventre a nascer,
A ti, cabe apenas... Parir!
A Deus: fazê-los...crescer !


Se não podias dispor da vida
Quando no seio da tua genitora,
Por que, agora... Irrefletida!
Quer da morte ser tutora!


A maldade no mundo atual
Não vem de crianças vadias
E, sim, do adulto irracional:
Mestre de vícios e orgias!


O número de filhos num lar
Onera a subsistência falida,
Mas, fazer do útero um lagar,
É a morte de tua alma e vida!
Publicado em : Literatura, Poesias
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Comentários (1)
Postado em Helena Karsof, em 06-11-2007 13:34, , Membro Registado
Boa tarde, 
 
Texto profundamente sério e comovente. Sou uma mãe apaixonada pelas crias e não admito atitudes vis contra crianças. 
 
Além do mais, o texto em si como produção escrita, está muito bom. 
 
Parabéns.
 
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