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Memórias de um Pai ausente... Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Águida Hettwer, em 10-08-2008 16:52
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Senhor, meu Deus!
Na longa estrada da vida, quantas desilusões a perder de vista,
O tempo abandonou-me nas esquinas, eu que era robusto,
Não passo de uma alma franzina.

Os dias de glória, da juventude onde tudo podia, restaram-me
A saudade desses dias, Ah meu Deus, eu sei que sou culpado!
Hoje não tenho nem o meu caçula Juninho do meu lado,
Sei que fui um pai ausente, quando me dei conta,
Perdi minha família de repente.

O amadurecimento foi muito lento, por isso meu Pai celestial,
Esse meu alento!
Hoje minha pálpebra cansada, vaga na saudade da minha gente,
A onde moro, têm muitos assim como eu...

Alguns foram por causa da maldita bebida,
Transformaram-se em trapos de vida!
Ah meu Pai! Se pudesse retornar ao ponto de partida,
Faria tudo diferente, não seria um Pai ausente!

As crianças cresceram bem ai na minha frente,
E eu não acompanhei suas quedas ou vitórias,
Não me lembro a ultima vez que contei uma história,
Ao pé da cama de um deles.

Tantas fases bonitas da vida! Perdi... não assisti nem a reprise.
Carrego na alma essa chaga que me aflige,
Na esperança dessa situação se apaziguar
E minha família resgatar.

Publicado em : Literatura, Poesias
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Comentários (1)
Postado em eusi, em 11-08-2008 21:39, , Membro Registado
Lindo demais o seu poema. Clamores líricos assim são difíceis de se deleitar. Beijos eusi. :p
 
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