| Memórias de um Pai ausente... |
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Senhor, meu Deus! Na longa estrada da vida, quantas desilusões a perder de vista, O tempo abandonou-me nas esquinas, eu que era robusto, Não passo de uma alma franzina. Os dias de glória, da juventude onde tudo podia, restaram-me A saudade desses dias, Ah meu Deus, eu sei que sou culpado! Hoje não tenho nem o meu caçula Juninho do meu lado, Sei que fui um pai ausente, quando me dei conta, Perdi minha família de repente. O amadurecimento foi muito lento, por isso meu Pai celestial, Esse meu alento! Hoje minha pálpebra cansada, vaga na saudade da minha gente, A onde moro, têm muitos assim como eu... Alguns foram por causa da maldita bebida, Transformaram-se em trapos de vida! Ah meu Pai! Se pudesse retornar ao ponto de partida, Faria tudo diferente, não seria um Pai ausente! As crianças cresceram bem ai na minha frente, E eu não acompanhei suas quedas ou vitórias, Não me lembro a ultima vez que contei uma história, Ao pé da cama de um deles. Tantas fases bonitas da vida! Perdi... não assisti nem a reprise. Carrego na alma essa chaga que me aflige, Na esperança dessa situação se apaziguar E minha família resgatar.
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