Mais Estranho Que O Clima da Capital Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Aleson, em 12-08-2008 23:05
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Talvez seja difícil para muitas pessoas imaginarem um sábado triste, geralmente é sinônimo de alegria, baladas e etc. pudera esse ser igual mas não foi, esse foi um sábado muito diferente dos demais, esse dia eu acordei bem cedo contra a minha vontade é claro, odeio acordar cedo quanto mais no bendito sábado, tão sonhado aos que querem repousar ou se embebedar pelos bares da cidade, não escondo que esse era um dos meus planos para aquele dia, já estava um tanto quanto mau humorado naquela manha que começara com um calor infernal, e assim persistiu a tarde inteira, pegar ônibus lotado naquele calor escaldante só tendo o saco roxo, e como era de se esperar eu não tenho, me informaram o pessoal do trabalho que seria uma tarefa rápida, que em uma hora no máximo estaria tudo pronto, acreditei na promessa nada certeira do pessoal que cuida da agenda de tarefas e fui confiante que sairia depressa do local, triste engano o meu, quando o mais tardar saí as seis horas da tarde como todos os dias, dali eu já em estado de ebulição pronto para explodir e acalmar-me com socos e chutes no primeiro imbecil que se atrevesse a dizer um “a” que de mal intenções para mim, porém ao caminhar rumo ao meu ponto de ônibus percebi que o céu escurecia com tal rapidez q parecia que alguém estava dirigindo as nuvens carregadas que apareceram de uma hora para outra, provavelmente bobagens de um cara estranho, mas me sinto muito melhor com chuva e frio do que com calor e sol, e a partir daquele momento eu comecei a respirar fundo e acalmar-me, não estava mais furioso com tudo que tinha acontecido anteriormente, srhiiiiiiiiiiiiii, começou a cair um leve chuva, mais um sereno calmo, leve, dançante ao som dos ventos, Vesti o sobretudo bege que carregava nos braços ele sempre combina com qualquer gravata e abri o guarda chuva negro, eu sempre os levo, sabendo eu que não da para prevê o clima da capital, chegando lá nenhuma imagem estranha, apenas algumas pessoas sempre com suas caras tristes e cansadas. Meu ônibus chegou, eu entrei lentamente e logo sentei ao lado daquela enorme janela, até em casa seria uma longa viagem, mais um suspiro, esse um daqueles que dizem “eis um cara cansado”, encostei minha cabeça naquele enorme vidro e fiquei a observar a paisagem linda que a chuva criava nos lugares mais medíocres possíveis, e até um punhado de pinheiros situados ao longe tinha outra vida com o toque da chuva, ao chegar nas proximidades da minha casa notei que faltara energia elétrica em toda a quadra, quando desci do ônibus deparei-me com uma enorme escuridão, tudo a ver com meu humor naquele momento, já que não estava mais nervoso e irritado e sim triste e cansado, e mais uma vez abri meu guarda chuva negro para abrigar-me da chuva agora com um véu branco de neblina e comecei a andar minha casa não estava muito distante alem do mais eu não estava com pressa e andei em passos vagarosos, a pista que corta a quadra estava deserta e eu tinha que atravessa-la até o fim minha rua fica na outra ponta, não muito depois deparei-me com algo ou alguém que não conseguia ver direito por causa da neblina, quando me aproximei-me vi que era uma garota, de uns dezenove anos de idade aproximadamente, que era linda, talvez a mais linda que meus olhos já puderam vislumbrar, ela tinha um cabelo negro como a noite, os olhos de um azul profundo, uma boca farta de carne, um corpo lindo, perfeito nem exagerado nem muito esguio, estava com uma blusa uma saia até o joelho, coturnos e uma meia-calça estilo teia de aranha, um moletom por baixo uma camiseta colada crua e tudo na predominância absoluta da cor preta, sem esquecer, ela andava entre, não pude observar bem a distancia mas notei que ela chorava sigilosamente, de fato me apressei, queria falar com ela, mas logo pensei, ela não vai me dar ouvidos, quem em sã consciência falaria com um estranho debaixo desse clima sombrio, mas logo pensei num velho filme que tinha assistido a pouco tempo, “carpe diem”, bom estaria mais para “carpe noctum” mas encarei o receio e me adiantei a falar com a moça, e disse:
- Qual motivo uma linda moça como estaria fazendo chorando tão tristemente?
- Sabe que qualquer pessoa sã não diria uma palavra para um estranho como senhor não sabe!
- De fato que sim mas resolvi aplicar um ensinamento de um velho filme que assisti a algum tempo nesse momento, sabe “carpe diem”.
- Certamente viria a calhar se não estivéssemos a noite
- Eu bem que pensei em “carpe noctum”, mas que das duas coisas daria no mesmo.
Enxugou a ultima lágrima no canto do olho e sorriu desconcertadamente
- Estou certa de que o senhor é louco.
- Pode ser, mas aceite tomar uma vodka para esquentar nesse terrível frio que nos castiga.
- Eu simplesmente adoro esse clima frio, nada melhor que vodka para esquentar.
Fomos a um lugar razoável que tem aos arredores da quadra e lá conversamos durante muito tempo sobre muitas coisas sobre mim e sobre ela, mas não quis me dizer qual o motivo de estar chorando. Ao fim da noite eu disse:
- E então já esta tarde.
- Realmente tenho que ir embora.
- Acho que não suportaria ter de vê-la ir embora assim, porque não fica essa noite na minha casa?
- Está louco mal o conheço, e já queres me levar para sua casa.
- Fique tranqüila dou minha palavra que de mal não te farei nada.
- O senhor tome cuidado, mas na falta de opção eu aceitarei o seu convite eu realmente não tenho para onde ir esta noite.
- Será de enorme prazer, pode deixar eu vou dormir no colchão da sala você pode dormir no meu quarto, está certo!
Estava mesmo disposto a cumprir com a minha palavra, e não tocar em um só fio de cabelo dela. Quando cheguei em casa mostrei a ela o quarto prometido, ela disse que queria tomar um banho antes de dormir, dei-lhe toalhas limpas e uma blusa gigante que eu tinha, não me servia, em mim já parecia uma mini-saia, nela ia bater no joelho ela aceitou de bom grado, quando terminou disse “boa noite” e me deu um beijo na bochecha pegando um pedaço minúsculo da boca, eu resolvi tomar um banho também, tomei um banho rápido e logo ajeitei o meu colchão na sala, peguei meu cobertor e travesseiro apaguei as luzes da casa e fui dormir.
Já no décimo sono comecei a sentir uma mão com cinco dedinhos acariciando meu peito, e quando abri os olhos claro que era ela, com aqueles olhos azuis em chamas, e eu como era de se esperar não resisti a ela, que quando viu eu acordar disse:
- Querido como você consegue dormir só naquele quarto, faz tanto frio, posso dormir aqui com você?
Disse recostando a cabecinha no meu peito.
- Claro que sim!
Disse eu numa voz tremula de quem acaba de acordar em meio a madrugada
Não tardiamente começou o que já havia de ter começado, uma série de caricias vindo do terceiro céu, eu embebido no mar das mil delicias daquela boca generosa e farta, mil beijos de paixão pura, e não deitado mais no colchão velho em meio a sala mas sim em cima de rosas gigantes e perfumadas, e deslizava como manteiga na frigideira pelas suas curvas sinuosas e da sua pele dotada daquele perfume natural, e enchia a mão com seu seio volumoso que me deixara louco de vontade, logo nos livramos das roupas e de todo o resto, e de soslaio a mão na sua pelve, lindamente me perdi no jardim de flores de mármore, e assim de contorno penetrei no éden sem permissão de deus, fui até o fim, e até o fim novamente e de novo e mais uma vez até não ter mais forças, ela disse:
- Já chega querido não consigo mais, você é insaciável.
- Concordo já não agüento mais também!
Com um sorriso de canto de boca.
-Vamos dormir estou cansada meu bem, quero dormir aqui do seu lado, quero seu corpo quente para me proteger do frio, essa chuva vem bem a calhar nesse momento, coisa mais aconchegante do que isso não existe.
E logo peguei no sono e ela também.

Dia seguinte eu acordei ela já não estava mais do meu lado, ela tinha sumido, eu olhei no quarto, na cozinha, no banheiro e nada, ela tinha ido embora, saído de fininho e eu nem se quer pude me despedir.
Hoje eu ando meio estranho, está um dia chuvoso como aquele mas um pouco diferente o dia já começou desse jeito, e passou todo assim, estou aqui em pé nesse ônibus lotado e pensando, eu nunca mais vi aquela garota, eu nunca esqueci o seu nome, sempre que eu entro em qualquer lugar e olho qualquer esquina eu penso nela, todos os dias a noite antes de dormir eu escuto o ressoar daqueles sussurros e escuto bem baixinho no pé do ouvido Milena... Milena... Milena...


Publicado em : Literatura - Contos, Diversos
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Comentários (2)
Postado em Tangerinasazuis, em 26-11-2008 02:18, , Membro Registado
Quanto mais intensas forem as dores, 
Melhor será a sensação de abandoná-las; 
E quanto mais profundas forem as alegrias, Melhores serão as lembranças de tais momentos. 
 
Interessante o seu texto. Parabéns moço.
 
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Postado em Aleson Shadowsong, em 21-08-2008 21:55, , Membro Registado
{KAROLINNE}:grin 
oi amor desculpa ta invadindo aki e pq tu deixo on aki no meu pc ai decidi mostra pra vc que eu li o seu texto e achei muito legal,so naum gostei de uma coisa!!!o nome da mulher e Milena?!?ia ficar mais massa se fosse Karol kkkkkkk 
beijos meu poeta preferido,ta de parabens!!! :p
 
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