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| O apogeu da vida exuberante de um corifeu fenomenal |
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"Acorda o zabumbeiro, zabumba, já é fevereiro, já é fevereiro, zabumba, acorda o zabumbeiro", foi o apogeu da vida exuberante de um corifeu fenomenal a vitória retumbante diante da drástica investida da horda iconoclástica que se valia de quizumba, balbúrdia e tropelia, e pra nossa história não entrou o corifeu de maneira estapafúrdia nem por estrada vicinal, não plantou bananeira nem deu bandeira no dia da entrada, mas, não havia ainda linda fada nesse conto qual propala quem é tonto, todavia, com galhardia e luxo no qual cabia bengala, e ainda havia chapéu-coco e paletó, e com o empuxo de seu ânimo de corcel barroco, e magnânimo até a ponta dos cabelos, quando a galera despejou o bucho, se deu conta nosso corifeu dos seus atropelos e apelos, e, varonil como ele só, não sentiu um pingo de medo ao se ver na corda bamba, pelo contrário, virou uma fera feroz e pulou cedo da cama com um salto alto e rococó, e a manhã era de domingo, e arrancou o pijama peça após peça, e era peça à beça, e soltou um "caramba!" que acabou virando sobretítulo, título e sutiã de um samba-enredo milionário, e o corifeu, apesar da urticária e da cefaléia, sob a batuta da concubina agonística e muito pouco feminina, saiu do armário com uma garrucha na mão, convocou o primeiro joão que viu pra ser bucha de canhão e foi protagonista da luta pela mística libertista e libertária, e, mesmo exausto, se bateu a esmo até o último torresmo e o último hausto de aguardente no último incidente do capítulo derradeiro de sua prosopopéia, como foi visto, haiva muito em jogo, portanto, insisto no meu rogo e no meu canto, "acorda o zabumbeiro, zabumba, já é fevereiro, já é fevereiro, zabumba, acorda o zabumbeiro", incendeia o tríduo momesco e homenageia esse indivíduo que se insurgiu contra o psiu burlesco de uma mocréia suspeita e vestiu a blusa da confusa patuléia sem grilo nem vaidade, sem pensar em beleza, estilo e manequim, enfim, a vestiu sem se incomodar com eventual perda de receita e acidental necessidade de corte na despesa, homenageia, zabumba, esse forte corifeu que bateu de frente com essa horda calhorda e bateu com a direita e com a esquerda, e acabou com mixórdia, discórdia, balbúrdia e quizumba, e te rogo, zabumba, nada de misericórdia, refresco ou bobeira, e parada nem em razão de diarréia que os ranzinzas estão de alcatéia e essa gente é uma gente estúrdia, lesa e farta que reza paca pra quarta chegar logo, a quarta-feira de cinzas e ressaca, mas, vá por mim, como sói acontecer, e acontecer assim não dói, é uma bobagem atroz e vai perder a viagem quem tentar se atravessar em nosso Carnaval que a gente enfrenta o que vier, de mulher rabugenta a homem desvairado, e tomem cuidado! que a todo transe o meu, o seu, o nosso corifeu nós vamos enaltecer, que a todo transe vamos prestar nossa homenagem a esse nosso herói e egrégio ancestral, um bamba que aprendeu a fazer samba em colégio do subúrbio, que sofreu distúrbio emocional quando perdeu o emprego e ficou sem um vintém, e perdeu também o chamego da amante e a amizade do pessoal, mas, à necessidade não se rendeu o corifeu, foi adiante com o seu "caramba!" que a gente aflita inda solta quando necessita, e com seu "caramba!" o corifeu deu a volta por cima e se deu bem nesse nosso clima tropical!
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