| ESTRATÉGIAS |
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Embora ditas de diferentes formas, as definições de estratégia referem-se ao fato de serem planos traçados para se atingir um objetivo - ou vários deles. Estratégias são, por tanto, não só o caminho, mas os meios que se usa para atravessá-lo. E são imprescindíveis.
Geralmente as estratégias são as armas mais poderosas de uma guerra. San Tzu, no século IV antes de Cristo, escreveu um livro chamado A Arte da Guerra que, apesar da "idade", mantém-se absolutamente atual. Seu livro, ultimamente, virou uma espécie de modelo, pois suas estratégias podem ser adaptadas a diversos segmentos, como o empresarial, o educacional, etc. Bem... Imaginem vocês que, se antes de Cristo o tal Tzu já se preocupava em criar situações para ganhar uma guerra, o que não precisamos nós para ganhar ou, pelo menos enfrentar com dignidade, as inúmeras batalhas necessárias para nossa sobrevivência, num ambiente tão conturbado quanto o que vivemos... Estratégias, no entanto, devem ser formadas, criadas, elaboradas, utilizando-se, principalmente, o bom senso. Não adianta, por exemplo, vocês pensarem em uma estratégia fenomenal, que não possa ser cumprida ou alcançada. O bom senso, então, deve ser a mola mestra. Tenho observado com frequência, que as estratégias fazem parte do dia a dia de muitas pessoas, que no entanto, não refletem sobre elas. Às vezes, são utilizadas de forma tão intuitiva, que nem se dão conta de estarem procedendo assim. Veja bem. Todos os sábados almoço num restaurante de um amigo meu, onde tem uma apresentação de um grupo de samba. Bem... Nessa ocasião, tudo o que se quer é diversão. E diversão combina, nesse caso, com bebidas... Prá te ser sincera, a última coisa que se faz ali, é comer... No entanto, todos os sábados que estou lá, aparece uns adolecentes vendendo adivinha o que??? Doces. E adivinham quanto vendem por ali??? Nada. Por que? Erraram feio. Ou trocam a mercadoria por algo salgado, tipo tira-gosto, ou vão vender em outra freguesia... Fico do meu canto olhando entre consternada e aborrecida, diante de um fato que é um simples erro de estratégia. Nesses momentos, me ponho a refletir e concluo que, por outro lado, torna-se muito fácil julgar as estratégias alheias. Mas... e as minhas? Têm sido todas guiadas pelo bom senso, ou estou sendo guiada apenas pelo batuque da vida??? Embora seja bastante consciente da necessidade das estratégias, voltada, inclusive, para a criação delas, vez ou outra esbarro na condição do non sense. Entretanto, quando se tem consciência da sua importância, seu significado toma outra dimensão, da mesma forma que sua maneira de encará-las. É preciso avaliar o espaco que te cerca e onde você atua. Liste as ameaças. Escreva mesmo. Escrevendo voce "enxerga mais concretamente"... É preciso considerar quem são seus concorrentes. E, sinceramente, não estou falando em termos organizacionais, não, mas pessoais. Todos temos concorrentes. Liste suas forças. As suas e as deles. Veja no que eles erram e corrija-se! Veja o que você tem feito para melhorar. Você, nesse caso, corresponde aos funcionários de uma empresa. Você é quem faz o serviço pesado. Vendo-se como seu próprio funcionário, estabeleça metas a serem alcançadas, objetivos a serem perseguidos. Cobre-se organização, limpeza, horário, disciplina. Mas se dê satisfações. Funcionário bom, dizem os gurus, são os mais motivados. Motive-se. Portanto, preocupe-se em criar as suas estratégias de vida. Mas, comece arrumando a casa. Veja o que pode fazer por você mesmo. Um bom ponto de partida é lidar com você como se fosse o outro. Troque de lugar consigo mesmo e aconselhe-se, da mesma forma como faria com um amigo, amiga. Puxe sua própria orelha, mas também se dê carinho. Ser seu melhor amigo é uma boa estratégia, só para começar. A partir daí... alce seus vôos. Mas não perca de vista o bom senso...
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