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| Ervelot - O Medalhão da Bruxa - Meu primeiro livro - Não reparem, eu não tinha experiência |
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Capítulo Um
Conspiração contra o rei _______________________________________________ Do nada, surge uma árvore de galhos e troncos fortes, folhas cristalinas e, mesmo sendo um vegetal era poderoso como nenhum outro. Ela era a Árvore da Vida*. Das raízes desta árvore nasceu um solo, que virou um mundo, o mundo de Ervelot*. Suas sementes viraram montanhas e geraram plantas. De suas folhas, que levemente caiam no solo, vieram os seres vivos: aves, peixes, mamíferos... E o rei desta terra, Xuanzy*,um homem de trinta e dois anos, cabelos ruivos até os ombros e sangue bondoso. Suas vestes eram típicas de reis, mas era especial, pois era um rei de uma terra especial. Depois vieram outros, e a sua esposa Maldisa*, a bruxa de quarenta anos, pele muito branca e cabelos negros, que vestia um longo vestido gótico. A árvore ainda teria criado os três poderes que reinariam sobre Ervelot: Obscurum*, Netuveston* e Luxians*. Depois de tudo criado a árvore disse ao rei Xuanzy: - Vou-me embora... Ervelot está em suas mãos. Todos devem se submeter a você e aos seus desejos. Será o senhor de Netuveston, e tem como missão manter a paz em seu mundo. - Confie em mim. - disse o rei. - Confiarei... - respondeu a árvore - E quem sabe nos encontraremos de novo. Dizendo assim a árvore perdeu a vida, ficou apenas uma carcaça, talvez a vida que deixou o vegetal teria tomado à forma humana. O rei durante vários anos cumpriu com suas palavras, mas Maldisa, sua esposa, juntamente com suas filhas, formou um grupo chamado a Aliança Obscuria*, para matar o rei e controlar Ervelot. Todos os integrantes da aliança receberam estartação de idade, seriam sempre jovens, e só seriam mortos se alguém os matasse. No castelo real os obscurios formulavam um plano, se encontravam sempre no mesmo lugar, a sala do conselheiro da magia obscuria, que fazia parte da Aliança. Numa certa noite Maldisa iniciava a reunião à luz das velas. - O plano está formado! - dizia ela - O rei morrerá na próxima noite. Com o meu livro Melsevasth* unirei as varinhas de vocês com a minha. Assim derrotaremos o reizinho. - E nós? - perguntou um obscurio - O que faremos? - Nada! - respondeu a bruxa - Somente me entreguem suas varinhas. Maldisa recolheu as douze varinhas, abriu seu livro e disse: "Malfesck medionack! Henfosney onkontúliòn." As varinhas se uniram formando apenas uma varinha, a varinha mais poderosa de Ervelot. Felcon* , um jovem mago de cabelos loiros e vestes azuis, observava tudo, mas não com más intenções contra o rei, mas sim contra a bruxa. Ele era um espião do rei, e lhe informava tudo. - Amanhã! - gritou a bruxa - A magia Obscurum será a magia líder de Ervelot. E eu serei sua majestade. - Agora podem voltar a seus afazeres. - disse Girges*, filha de Maldisa, que carregava em sua aparência sinais de sua mãe. Todos saíram da sala, Felcon foi para seu quarto. Lá ficou pensando o que faria para deter Maldisa. No meio da noite caminhava nos corredores do castelo rumo à biblioteca. No caminho encontrou-se com Glácia*, outra filha de Maldisa, que também tinha a sua aparência. - O que faz no meio da noite? - perguntou ela. - Vou à biblioteca, tenho algo pessoal para fazer. - respondeu Felcon, seguindo seu caminho. Glácia achou estranho, mas não deu importância, como era um deles, o mago deveria gostar da noite como todos de sua raça. Na biblioteca Felcon revirava as prateleiras, até que depois de algumas horas achou o que queria, e prometeu a si mesmo que salvaria a vida do rei com aquilo. -Maldisa. Aguarde-me. - pensava. Capítulo Dois A Estátua de Pedra _______________________________________________ Naquela noite Felcon não dormiu, sentou-se na biblioteca e ali ficou até o dia raiar. De manhã, foi acordado por um conselheiro real, retirou-se para seu quarto e lá ficou. A manhã de Maldisa começou com um chá com seu marido. - Te levarei um presente à noite. - dizia ela com alegria. - O que pode ser? - perguntou Xuanzy - De você espero tudo! - Você vai se surpreender... - disse a bruxa. -Agora vou me retirar, vou ensinar um feitiço para Greta*. - Você e seus feitiços... - reclamou o rei. - É pelos feitiços que conseguimos o que desejamos. - replicou Maldisa. O rei sentiu em sua frase um tom de soberba e malícia. A bruxa saiu, o rei foi para a sala do trono, seu conselheiro de organização te esperava para tratar de reuniões e outros assuntos sobre Ervelot. - Majestade. - disse o conselheiro - Agora o senhor tem uma reunião com o conselheiro da magia obscuria. - Vai ser na sala dele? - perguntou o rei. - Sim senhor. - respondeu o rapaz. - Eu detesto ir a aquele lugar. - Se quiser eu desmarco a reunião, ou peço para ser em outro lugar? - Não! - disse Xuanzy - Uma das minhas missões é ser humilde. Vamos lá. No jardim do castelo, Greta esperava sua mãe. Que como uma verdadeira rainha descia as escadarias do portão do castelo. - Preparada? - perguntou a bruxa mãe. - Quero aprender mais sobre meu poder mamãe. - Seu poder é muito interessante. - disse Maldisa - O fogo azul é poderoso e bonito de se ver. - Quero lhe fazer uma pergunta mamãe. - Claro! Faça! - Por que só os seres obscurios têm poderes deferentes? - Porque eu quis assim, para que ninguém fosse igual a ninguém, e eu fosse melhor que todos, pois eu possuo o poder de todos juntos. - Tudo bem mãe... - disse a bruxa - tirou minha dúvida. A senhora trouxe o livro? - Sim. - respondeu - Vamos começar. A manhã de Maldisa e Greta rendeu, a bruxa filha aprendeu mágicas sobre o fogo azul. Já a do rei não foi igual, teve uma discurssão com o conselheiro. Brigaram porque o conselheiro queria que o rei nomeasse obscurios para serem conselheiros, e exonerasse conselheiros luxianos. O rei não se deixou levar pelo conselheiro perverso, e mostrou a ele quem manda. No almoço sentaram-se à mesa, Maldisa, Xuanzy, Girges, Greta e Glácia. Conversaram um pouco, nada de importante, e depois foram cada um fazer o que deviam. Xuanzy foi para mais uma reunião, agora com o conselheiro de guerra, para tratarem de assuntos referentes ao exército. Maldisa e suas filhas foram fazer feitiços. A noite caiu sobre Ervelot e estava próxima a morte Xuanzy. O pobre rei aguardava a surpresa de sua mulher em seu quarto. Atendendo a um pedido de Maldisa, ele dispensou os guardas do trabalho interno do castelo, ficariam do lado de fora. No corredor o vestido de Maldisa arrastava-se suavemente e tenebrosamente até a porta do quarto real. Com uma leve batida na porta, a bruxa anunciava para o rei sua chegada, e para si mesma uma nova vida como rainha. - Meu amor. - disse o rei inocentemente. - Trouxe-lhe uma surpresa! - Me mostra! Maldisa mostrou-lhe a varinha, que parecia unida a sua mão. - Uma varinha? - perguntou - Para quê? - Para que o bem seja ruim e eu sua imperatriz. - Não compreendo? - Não precisa compreender... - disse a bruxa - Só... MORRA! A bruxa apontou a varinha para Xuanzy, que assustado caiu no chão. Mas Maldisa não concluiu seu projeto. A rainha dos obscurios não podia ser morta por um luxiano ou netuvestano, somente por outro obscurio. Mas o luxiano Felcon lançou-lhe o feitiço da estátua de pedra, selada pelos medalhões correspondentes aos três poderes de Ervelot. Maldisa virou uma estátua de pedra, e só seria humana novamente se os três medalhões fossem encontrados. Capítulo Três O Vinho Divino _______________________________________________ O rei ficou perplexo, tanto com a atitude de Maldisa tanto quanto com a de Felcon. - O que você fez? - perguntou ao mago. - Ela não está morta. - disse o mago - Maldisa agora está na forma de uma estátua. Mas nem tudo é tão bom assim... Ela pode voltar à forma humana se alguém encontrar os medalhões de: Luxians, Obscuria e Netuveston. Que estão espalhados pelo mundo de Ervelot. - Obrigado Felcon. - agradeceu o rei - como posso lhe retribuir? Você salvou a toda Ervelot. - Não fiz isso em troco de nada... - Tenho algo para você! O rei abriu uma gaveta de seu criado-mudo e pegou um frasco. Colocou o conteúdo em uma taça e serviu ao mago. - Tome. Isso é o vinho divino. - disse - Ele faz com que você viva duzentos anos após consumi-lo. De um trago só o mago bebeu o vinho, e a partir daquele momento, viveria duzentos anos. Dos participantes da Aliança Obscuria, não se soube mais. No castelo, as fofocas correm rápidas, uma camareira disse a outra, que disse a outra, que disse para outra, que informou a Girges. - Senhora. - disse a camareira - Tem que sair do castelo agora! - Mas por quê? - questionou Girges. - Sua mãe virou uma estátua, e Felcon passou para o lado deles. Girges avisou a todos da Aliança, e à madrugada já estavam longe. Fugiram nos grifos do castelo. Cento e setenta anos se passaram, Maldisa incorporou em uma mulher e depois Felcon a aprisionou na estátua novamente. Vinte anos se passaram, Xuanzy se casou de novo e teve um herdeiro para depois de sua morte. Nunca mais se ouviu falar de Maldisa, dos obscurios, de Felcon. Até hoje. Uma coisa que a árvore deixou de herança foi um galho, que continha uma escritura em Luxians, que dizia assim: "Muitos anos se passarão, e depois Obscurum poderá tomar o poder. Entre os anos de cento e noventa a cento e noventa e cinco" O atual rei, Self More*, deveria enfrentar esse problema, além do período de intensa nevasca em toda Ervelot, resolveu convocar uma feiticeira para lhe mostrar os cinco guerreiros mais honrados de Ervelot para proteger as terras contra o mal. - Esperava por você. - disse o rei de cabelos escuros até os ombros e cavanhaque, à bruxa luxiana. - Estou as suas ordens. Majestade. - disse a feiticeira idosa, magra e com um porte de rainha. Ela era Agatha Racknys. - Quero que procure em toda Ervelot, cinco guerreiros, para conduzir o exército durante esses cinco anos, em que Obscuria pode tomar conta de Ervelot. - Em um mês voltarei com o nome dos guerreiros. Assim foi combinado, e em um mês Agatha percorreu Ervelot, buscando os guerreiros. O prazo se estourou e Agatha voltou ao castelo. Como prometido entregou ao rei os nomes dos guerreiros. Eram eles: Felcon* Bally, o mago de Zair*. Pacryta* Paraty, a camponesa de Phaell* Christiano* Half, o sábio de Fyr*. Sarah* Sennath, a elfa de Comander*. Senny* Sennath, o elfo de Comander*. Satisfeito com o trabalho da feiticeira, o rei pagou vinte mil pratomantes*, e depois pediu ao seu ajudante a redigir convocações para os guerreiros que foi entregue por corujas. Capítulo Quatro O Mago e a Camponesa _______________________________________________ Certo dia descansava numa varanda de madeira e com pequenos quadros na parede, que continha lugares de, um mago. Que estava em sua casa na cidade de Zair. Este mago era velho de longas barbas brancas, vestia roupas comuns de magos, na cor cinza, e usava um chapéu. O mago se surpreendeu com uma visita de uma coruja, que lhe trouxe uma convocação do rei, na convocação estava escrito: Prezado mago Felcon Bally Com cordiais comprimentos, venho lhe convocar para uma reunião no castelo real. Preciso de sua imediata chegada ao local, pois então daremos início à reunião. Atenciosamente Vossa majestade Self More O mago Felcon estranhou a convocação, mas obedece todas as leis da árvore da vida, e uma delas é obedecer ao rei. Entrou na casinha de madeira, e pegou debaixo da cama desarrumada uma mala. Abriu o seu baú e começou a juntar suas coisas para a viagem até Comander, onde se localizava o castelo real. Ao por do sol ele já havia terminado, e iniciava sua caminhada por Ervelot na estrada de pedras. Caminhava ouvindo os pássaros, e deixava talvez por muito tempo, sua casinha em Zair. Durante um tempo andou só, mas depois de uns douze minutos de caminhada percebeu que alguém o seguia. Não pararam no caminho, foram conversando. - Quem és tu? - perguntou a uma jovem que usava um longo casaco de peles de tigre branco. Seus cabelos eram negros, longos e lisos. E sua pele era branca como a neve. - Sou Pacryta Paraty. - respondeu - Uma pessoa me disse que o senhor vai para comander. O senhor recebeu uma convocação do rei? - Como você sabe? - perguntou severamente. - Eu também fui convocada. E acho que para a mesma reunião. - De onde você é? Nunca te vi em Zair. - Sou de Phaell. Vim encontrar minha tia, Martha. O mago e a camponesa seguiram para Comander, e o tempo todo conversaram. Felcon falou que não tem família e que é um mago luxiano. Pacryta falou que sua mãe foi morta por uma bruxa, e seu pai desapareceu. Um passou confiança para o outro, e então os dois se tornaram amigos. Pacryta com seu sorriso amoleceu o duro coração do mago. Durante o caminho cantaram: Se o coração dói, dê sua dor para alguém. O amor que há em nós Vai muito além A conversa dos dois foi tão boa, que não perceberam tudo que andaram. E logo chegaram a Comander. Passearam pela cidade e depois foram para o castelo. Capítulo Cinco O Sábio e os Elfos _______________________________________________ Na porta do castelo, o mago e a camponesa encontraram um guarda, que lá são conhecidos como mal-encarados, se anunciaram a ele: - Com licença senhor. - disse Felcon - Viemos por uma convocação do rei. Pode anunciar Felcon Bally e Pacryta Paraty? O guarda não respondeu, olhou para outro mal-encarado como se tivesse dizendo: "Fique de olho em tudo que já volto!", e saiu. Enquanto aguardavam o guarda voltar, chegou um casal de elfos, suas orelhas eram pontudas, eram meio magros e vestiam roupas de guerreiros, mas sem armaduras seus cabelos eram loiros a longos, o do elfo liso e da elfa cacheado. Eram Senny e Sarah Sennath. - Vocês também receberam a convocação real? - perguntou a camponesa. - Sim... Vocês também? - respondeu a elfa. - Recebemos. - respondeu Felcon. Nesse instante foram interrompidos pelo sábio humano, de cabelos castanhos e ruivos até os ombros e um cavanhaque, que tinha vinte e um anos. Era Christiano Half, que todos conheciam como Chris. - Vocês estão aqui para a reunião com o rei? - perguntou. Todos balançaram a cabeça, e o mal-encarado de dois metros e meio disse. - O rei aguarda vocês na sala de reuniões pessoais. Os guerreiros, que ainda não sabiam que eram, entraram no castelo, e por onde passavam todos os olhavam e cochichavam coisas que não conseguiam ouvir. Por um instante se viram perdidos, mas depois encontravam-se na sala onde o rei impacientemente esperava: - Até que enfim! - disse o rei - Pensei que não viriam mais. Assentem-se. Os guerreiros se sentaram em uma gigante mesa redonda, que tinha uns vinte lugares, em cadeiras majestosas. - Bom... Vamos ao que interessa. - anunciou o rei - Vocês foram escolhidos dentre todos os seres, de todas as raças existente em Ervelot, para serem os Guerreiros da Profecia. - Guerreiros da Profecia? - perguntou Pacryta. - Exatamente mocinha! - continuou Self More - Vocês terão como dever liderar uma guerra do bem contra o mal. Pois segundo a profecia da Árvore da Vida... - "Muitos anos se passarão, e depois Obscurum poderá tomar o poder. Entre os anos de cento e noventa e cento e noventa e cinco". - disse Felcon, o mago. - Isso! - disse o rei - E cabe a vocês, não deixar com que Obscuria tome Ervelot para sempre. - Nós temos escolha? - perguntou o elfo Senny. - Hum... Não! - respondeu a majestade - E você é o líder rapaz! - O quê?! - exclamou o elfo surpreso. - Agora vocês ficarão aos cuidados da camareira Rúbya*. - disse oi rei que se retirou deixando os guerreiros com a adorável companhia da camareira de cabelos negros lisos com as pontas cacheadas, rosto angelical e vestes de camareira. - Vou levá-los aos seus aposentos. - disse ela - Más antes podem comer o que quiserem. Na sala de jantar tem um banquete só para vocês. Acompanhem-me, por favor. O que os esperavam era mais que um banquete, nenhum dos guerreiros havia visto tanta comida junta. Comeram até se fartarem, e depois foram para um quart chamado "Lonque dile Muil". E naquele quarto estavam: o elfo, a elfa, o mago, a camponesa e o sábio. Senny, Sarah, Felcon, Pacryta e Chris. A esperança de Ervelot. Capítulo Seis Uma Noite de Ervelot _______________________________________________ - E agora? - perguntou Chris - O que podemos fazer para ajudar Ervelot? - Eu acho que é para nós esperarmos... - respondeu Pacryta. Enquanto falavam no quarto nobre, lá fora caia uma grande tempestade. E não muito longe dali, descansava presa em uma estátua na gruta de Fleur*, a feiticeira Maldisa. A tempestade havia lhe dado um presente, trouxe para a gruta o bruxo obscurio Morth Sennick*, de cabelos negros até os ombros e pele muito branca de vinte anos. - Malditos sejam... - dizia ele entrando na caverna, ensopado - Vão me pagar! Esses luxianos malditos! - O que foi? - perguntou a estátua que era escondida pelas sombras da gruta. - Quem está aí? - perguntou o feiticeiro. - Sou uma rainha. Que foi enfeitiçada. - Mostre-me tua face! Aconteceu o que Morth queria, um relâmpago mostrou a ele a face da estátua. Gritando ele caiu no chão. - Você é um obscurio? - perguntou Maldisa ao bruxo. - Sim... - E porque está andando nessa tempestade? - Sou de Zair, e lá ninguém me quer por perto. Justamente por ser de uma raça diferente... - Você é um obscurio e eles luxianos. - Isso! - Mas como você foi parar lá? - Sou filho adotivo. Meus pais adotivos são de Zair, e me encontraram abandonado em Mazyri*. - E eles não te querem lá por preconceito? - Hoje foi a gota final... Um bando de baderneiros quebrou minha varinha. Humilharam-me! Mas eu vou governá-los, e eles terão que lamber meu chão. - Tenho uma proposta para você. Feiticeiro... - Antes diga seu nome. - Maldisa, a rainha dos obscurios. - Você?! - Escute o trato! Você vai procurar para mim os três medalhões correspondentes a cada poder de Ervelot. E depois de ter todos... Uni-los e... Libertar-me! - E o que vou ganhar com isso? - A coroa do vice-reino da cidade de Zair! - Como fará isso? - Me liberte e será rei... - Não tenho nada a perder... Eu aceito! Por onde começo? A conversa dos dois não se sabe que rumo tomou, só podemos saber que uma dríade ouviu tudo, e no mesmo instante voou rumo ao castelo para contar tudo ao rei. Após ser alertado, o rei foi até uma sala fechada do castelo, pegou um saco envelhecido e foi ao encontro dos guerreiros. - Guerreiros. - disse Self - Um bruxo se uniu a Maldisa. - Mas ela não está presa? - perguntou Felcon. - Foi por isso que ele se uniu a ela! - respondeu o rei. - Libertá-la! - disse Pacryta num tom de suspense. - Isso mesmo... - disse o rei. O rei abriu o saco, e de dentro dele tirou: um arco com flechas, um escudo um uma ponta fina cortante, uma espada, um bastão com um cristal na ponta e uma lança. Todos prateados com detalhes em diamantes. Deu o arco para Sarah, deu o escudo para Chris, a espada para Senny, a lança à pacryta e o bastão para Felcon. - Essas são suas armas. - disse o Self - Salvem Ervelot com elas! Podem iniciar a busca... - Que busca?! - perguntou Sarah. - A busca dos medalhões de Luxians, Obscurum e Netuveston! - respondeu o rei - Devem achá-los primeiro que o feiticeiro. - Faremos isso! - respondeu o líder elfo - Pode confiar. Capítulo Sete As Cinco Montanhas _______________________________________________ No nascer do sol do dia seguinte, Morth havia pegado sua pequena carroça de cristais na cor preta, puxada por dois bodes de armaduras, e seu chicote. Assim tocou para Mazyri, onde iria encontrar o antigo castelo de Maldisa. Talvez lá encontrasse Glácia, Greta e Girges, que por algum motivo não procuraram sua mãe. Para chegar até Mazyri, Morth teria que atravessar Phaell. Em menos de um dia chegaria lá. Como a gruta fica próxima à divisa de Phaell e Comander, logo estava na cidade dos camponeses. Teria que atravessar as cinco montanhas para poder chegar logo ao seu destino, mas aí o percurso duraria uns três dias, e Maldisa estava impaciente. Decidiu apanhar um atalho, que é uma caverna que atravessa de um lado ao outro as montanhas. O problema era o que havia lá. Gronins* obscurios moravam no local, e haviam descoberto algo, segundo boatos, algo que ninguém poderia deter somente os próprios globins. Morth resolveu se arriscar. Entrou na caverna, que era enorme por dentro. Mas havia um caminho central, o qual Morth deveria seguir. Viajou uns dez minutos, até que encontrou os gronins com suas picaretas quebrando a caverna. Resolveu parar para conversar, talvez deste modo passasse com mais segurança. Chegou perto de um e disse: - Levem-me até o seu líder, em nome de Obscuria. O gronin não respondeu somente andou até o líder. O bruxo o seguiu. Encontrando o líder, Morth fez as reverências, e começou a falar com o baixinho esverdeado, de nariz grande como os seus olhos, e poucos fiapos de cabelo na enorme cabeça. - Venho pedir autorização, em nome de Obscuria, para passar pela caverna das cinco montanhas. - Tem minha autorização. - respondeu o líder gronin - Mas... O que vai encontrar na quinta montanha não depende de nós. - O que há lá? - perguntou. - Vai atravessar a caverna não vai? - Sim. - Independente de qualquer coisa? - Exatamente. - Então você mesmo vai ver. Morth agradeceu e chicoteou os bodes para andarem o mais rápido que pudessem. Poucos minutos depois já estava em frente a uma enorme porta de madeira decorada com alto relevo, protegida por dois gronins. Em cima da porta havia uma placa dizendo: Aqui, a quinta montanha de Phaell O feiticeiro pediu passagem e os gronins abriram a porta. Morth parou por um instante e pensou: "Não tenho minha varinha, mas possuo várias pedras de variados poderes que posso usar". Essas pedras, são mágicas que não necessitam de varinha, são descartáveis e instantâneas. Para ativar é só segurá-la com a mão esquerda e dizer a palavra mágica que vem escrita na pedra. Confiante, o bruxo seguiu mais rápido do que nunca. Até que foi surpreendido por um gigante de pedra com seu tacape de espinhos de ferro na mão. Morth tentou fugir, chegava até ver a saída. Só que percebeu que teria que enfrenta-lo. Pegou sua "pedra de tempestade*" com a mão esquerda, e disse o que havia escrito nela: - Templósions! A tempestade assustou o gigante. Morth aproveitou para escapar. Era umas sete horns* da noite quando fez esse ato, e sete e meia quando atravessava o pântano de mazyri. Onde encontrou com um fantasma e teve que usar sua "pedra de invisibilidade*" para escapar. Depois do pântano atravessou o rio de Mazyri passou por algumas ruas da cidade, e chegou até às ruínas do castelo de Maldisa. Capítulo Oito Na Biblioteca de Ervelot _______________________________________________ Enquanto Morth se aventurava nas cavernas de Phaell, os guerreiros procuravam algo sobre os medalhões na biblioteca de Ervelot. - Não sei de quem foi essa idéia de procurar pistas na biblioteca. - disse Pacryta - Olha quanto livros tem aqui! - Não reclama e procura! - exclamou Sarah - Pois isso não é nem comparado ao que teremos que enfrentar pela frente. - Teremos que procurar em toda Ervelot três medalhões! - disse o líder Senny. Continuaram a pesquisa. Felcon e Chris estavam ausentes, mas chegaram nesse momento. - Acharam algo? - perguntou Felcon. - Nada até agora. - respondeu Sarah. - Vocês usaram o fermont*? - perguntou chris. - O que é isso? - perguntou a camponesa. - É uma caixa de ouro que fica no centro da biblioteca. - respondeu o sábio - Com ela se pode encontrar o livro que fala do que você procura. - E onde está essa caixa maravilhosa?! - perguntou a elfa. - Venham comigo. - disse Chris. Todos o acompanharam até a caixa de ouro com uma bola de cristal em cima, onde o sábio colocou sua mão e disse: - Os medalhões de luxians, obscuria e netuveston. Uma luz tomou conta da biblioteca, depois se foi. Chris abriu a porta da caixa e encontrou um livro com o título de "Itens de profecias". Todos se aglomeraram em volta de uma mesa para ver o que o livro dizia. O sábio encontrou no índice o assunto que esperava, abriu na parte correspondente que dizia: Os Medalhões de Luxians, Obscuria e Netuveston São medalhões que podem se unir e prender uma pessoa em uma estátua. Depois se separará de novo (se o que prendeu a pessoa desejar) e se esconderá em Ervelot. Essa pessoa só poderá ser humana novamente, se os medalhões se unirem novamente e forem colocados no pescoço da estátua. Leram mais um pouco e chegaram à parte que realmente interessava. Para localizar os medalhões, mate um animal de cada poder de Ervelot, arranque seus corações levante-os na mão esquerda e diga: Sombratepama Então você terá em suas mãos um mapa que localizará o medalhão (cada animal corresponderá ao mapa de seu poder). Agora é só seguir as pistas. Alertamos que quem tem más intenções quanto ao uso do mapa, não verá nada nele. - Então é isso que temos que fazer. - disse Felcon. - Vou providenciar os animais. - disse Senny que se retirou. - Preparem-se meus amigos! - disse Chriss - A missão começa! Capítulo Nove O Castelo de Mazyri _______________________________________________ De frente a porta do castelo de Mazyri, estava o feiticeiro. Com um pouco da ansiedade. Bateu na enorme porta que estava entreaberta, ninguém atendeu. Um ratinho saiu de dentro do castelo e entrou novamente, e Morth o seguiu. Entrando no castelo viu o que não esperava, além de vazio o castelo estava sujo e abandonado. - Alguém! - gritou ele - Há alguém aí? Caminhou um pouco entre a bagunça e gritou novamente. - Vim em nome de Maldisa! Alguém! Procuro as filhas da bruxa. Tenho um recado da rainha de Obscuria. Nesse momento três ratinhos que estavam no salão se transformaram em três lindas mulheres, e o castelo se fez o mais luxuoso de todos. - O que quer o bruxo com as filhas da bruxa? - disse uma delas. - Estou numa missão... - respondeu - Em nome de Maldisa. - Em nome de... - disse a mulher - Maldisa? - Você achou a estátua? - disse outra. - Sim... - respondeu Morth - Ela esta em... Quem são vocês? - Somos as filhas dela. - disse uma - Sou Greta. Essas são Girges e Glácia. - E quem é você? - perguntou Girges. - Sou Morth Sennick. - respondeu - Que bom encontra-las! Maldisa quer que vocês vão até ela. - Onde está a nossa mãe? - perguntou Glácia. - Na Gruta de Fleur. - respondeu o bruxo - Em comander. - Temos que encontrar os três medalhões. - disse morth - Para salvar ela. - Iríamos iniciar essa busca. - disse Girges - Mas não sabíamos onde estava ela. Agora podemos buscá-los. - Sim... Mas precisaremos de ajuda. - disse Morth. - Podemos falar com a tia Luna. - disse Greta - Reunir a Aliança Obscuria novamente! - Sim... - disse Glácia, que pegou o mapa de Ervelot e consultando-o continuou a falar - Podemos passar por Phaell onde mora a tia Luna, dormir em sua casa e continuar em seguida. - É uma ótima proposta, mas agora temos que ir. - disse o bruxo obscurio - Precisam pegar alguma coisa? - Tudo que precisamos está aqui nesta sacola. - disse Greta - São pedras mágicas, já que nossas varinhas estão com mamãe. - Já podemos partir. - anunciou Glácia. - Então vamos! - respondeu o bruxo. Partiram então rumo a Phaell, viajaram durante duas horas. Morth na carroça e as bruxas em grifos, os mesmo que as ajudaram a fugir do castelo. Até que chegaram à casa da tia Luna*. Uma bruxa de cabelos loiros castanhos longos e cacheados, roupas de camponesa e pele branca. Bateram na porta do pequeno casebre, e a própria feiticeira atendeu, abraçando as sobrinhas. - Queridas... - dizia a feiticeira Luna - que prazer em recebê-las... Quem é o jovem? - Este é Morth. - apresentou Girges, o bruxo à bruxa - Viemos, pois... - Ah! Depois vocês me falam! - interrompeu Luna - Vamos entrar e tomar um bom chá de erva daninha. Todos entraram no casebre e aguardaram o chá, como se não tivessem nada a se preocupar. Capítulo Dez O Boi, o Unicórnio e o Brúston _______________________________________________ Os guerreiros da profecia estavam no bosque pertencente ao castelo real. Tinham em suas mãos: um animal de Netuveston, o boi; um animal de Obscuria, o brúston; e um animal de Luxians, o unicórnio. Os animais seriam sacrificados, para que os guerreiros obtivessem os mapas dos medalhões. - Qual nós mataremos primeiro? - perguntou Pacryta, que se sentia um pouco assustada. - Todos morrerão juntos. - respondeu o líder. - Como assim? - perguntou novamente a camponesa. - Eu matarei o brúston... - disse o elfo -¬ Felcon matará o unicórnio, e Chris o boi. Assim fizeram, cada um matou um animal, arrancaram-lhes os corações e os pegaram com as mãos esquerdas, levantaram para o céu e gritaram juntos: - Sombratepama! Os corações pegaram fogo, um fogo que não queimava, e se transformaram em mapas. - Veremos o que dizem... - disse Senny - Vamos para a biblioteca. Na biblioteca abriram primeiramente o mapa, sujo e amarelado, de Obscuria, que dizia: Obscuria Dentro de cada um de nós há o bem e o mal, devemos escolher ficar entre os dois, mas isso pode provocar brigas, guerra, Pois sempre um quer ser melhor e liderar o outro. Não compreenderam muito bem o que dizia o mapa, mas logo perceberam que se tratava de um enigma. Passaram para o de Netuveston, que dizia: Netuveston O maior acúmulo de cristal contém uma das maiores relíquias de Ervelot. Fazer com que confiem em você trará bons ventos. Resolveram ir até o final, e viram o de Luxians, que dizia: Luxians Onde há vida há luz, onde há luz há Luxians. - Parecem difíceis de desvendar. - comentou Senny. - Mas não são impossíveis. Com certeza. - respondeu Chris. - Para um sábio, creio que não! - disse Sarah. - Veremos. - disse o sábio analisando os enigmas - Acho que o de Netuveston é o mais fácil. Pode estar em Telkien*. Onde há um castelo de cristal. - Isso mesmo! - disse Felcon - Eu já fui até lá. E sobre a confiança, pode ser sobre as harpias, que são muito desconfiadas. - Partiremos em meia hora para Telkien. - disse o líder - Vou falar com o rei, e vocês arrumem suas coisas. Encontro-os no salão do trono. Assim cada um foi arrumar as coisas para a viagem, e o elfo foi falar com o rei, para comunicá-lo sobre a missão. Depois de meia hora, estavam todos no salão do trono. O rei disponibilizou cinco guerreiros para acompanhá-los na missão. Pacryta montou em um cavalo alado, Felcon em um unicórnio, Sarah em uma águia gigante, Chris e Senny em grifos, e os guerreiros em cavalos de armaduras, e partiram para a ilha do sul. Capítulo Onze Reencontrando Maldisa _______________________________________________ O chá da feiticeira Luna estava mesmo uma delícia, para os obscurios. Morth tomou três xícaras e comeu um pedaço de bolo até o momento. Durante o chá conversavam: - Então vocês encontraram minha irmã Maldisa? - dizia Luna - Espero que esteja bem. - Pode ter certeza! - respondeu Morth - Enquanto estiver na estátua nada poderá feri-la. Temos que nos preocupar com os medalhões. - Foi por isso que viemos. - disse Girges - Precisamos de sua ajuda tia Luna. - Mas não tenho mais varinha. - respondeu a bruxa - E levo uma vida de camponesa desde então. Meu marido e meu filho não sabem quem sou. - Te entendo... - disse o feiticeiro das trevas. - Mas titia... - disse Glácia com cara de carente. - O máximo que posso fazer é organizar por meio da minha coruja as reuniões da antiga Aliança. - disse Luna. - Está ótimo tia! - agradeceu Girges. - Mas como fará isso? - perguntou Morth à bruxa. - Mantenho contato com alguns membros da Aliança. - respondeu - Não vai ser problema. - Enquanto isso, podemos ir para a gruta. - disse Greta. Nesse momento a porta do casebre se abriu, e um jovem de cabelos loiros até os ombros, roupas de pastor e cavanhaque entrou. Era o filho de Luna, Solano*. - Querido... - disse a mãe coruja - essas são suas primas. Faz anos e anos que não se encontram. E este é Morth, um amigo delas. Todos o cumprimentaram. Ele pegou um garrafão de água, despediu-se e foi. - Quando vai contar a ele? - perguntou Greta à tia. - Não sei... - E ele já desenvolveu algum poder? - perguntou Girges. - Outro dia o vi com raiva de um amigo. - disse a bruxa mais velha - De repente ele pegou uma cadeira e tampou longe. No caminho a cadeira pegou fogo, e se transformou em uma pedra ardendo em chamas. Ele não percebeu nada. - Oh! - exclamou Morth - Olhe as horns! Temos que ir meninas. As feiticeiras se despediram da tia, e se foram. Depois de três horns estavam na gruta de Fleur. - Mamãe... - disseram juntas abraçando a estátua. - Amaldiçoadas sejam! - respondeu Maldisa - Não me regataram. Fugiram como cães covardes! - Não mãe... - disse Greta - Procuramos por você durante anos. E nunca obtivemos resultado. - Chegou um momento que desistimos. - completou Glácia. - Isso não importa mais. - disse Girges - Estamos aqui. Prontas para servi-la. - Melhor assim. - disse a rainha de obscuria - Procurem os medalhões! - Minha senhora... - disse Morth - Não temos nenhuma pista. - Nesse tempo que foi atrás de minhas filhas, um vampiro entrou em minha gruta. - disse Maldisa - Ele me jurou lealdade, e já me ajudou. Disse que o rei colocou cinco guerreiros, denominados guerreiros da Profecia, para encontrar os medalhões antes de vocês. E disse também que eles partiram para Telkien. - Telkien?! - perguntou o bruxo. - então é para lá que vamos! - disse Greta. - Então não fiquem perdendo tempo! - gritou Maldisa - Partam logo! E não percam os guerreiros de vista. Eles podem nos levar aos medalhões. Morth e as três irmãs então partiram para Telkien. Capítulo Douze A Guardiã dos dragões _______________________________________________ Os guerreiros da Profecia já estavam passando por Cutan*, atravessando o rio de da cidade. Passavam pela floresta de Cutan, e ouviam os uivos dos lobos e lobisomens. Com certeza aquela cidade era uma das mais perigosas de Ervelot. Dizem que ninguém passa por lá sem ser atacado. Não se sabe se é verdade, mas os guerreiros foram atacados por uns sete lobos. Sarah flechou um, Pacryta foi mordida no braço, mas seu pesado casaco ajudou para que não se ferisse, já Senny matou dois, competindo com Chris que matou apenas um, Felcon matou dois também. Assim seguiram sua jornada rumo a Telkien, onde acreditavam estar o medalhão de Netuveston. A esse momento, Morth e as três irmãs já avistavam os guerreiros, e os seguiam, preparando armadilhas. No caminho Pacryta encontrou um pequeno dragão, mas não era qualquer dragão, era um dragão-fada, azul com asas lilás. Ela falou com ele: - Como vai? - disse - E, o que faz aqui? - Estou perdida. - respondeu o dragão fêmea - Meu grupo migrava quando fomos atacados por lobisomens. Agora não sei onde estão, me perdi na confusão. - Fique conosco dragãozinho. - disse a camponesa - Protegeremos você, e eu, pro meto encontrar seu grupo. - Tudo bem. - respondeu o belo dragão. Que se uniu aos guerreiros. Os obscurios observavam tudo, quando foram surpreendidos por uma guerreira, com uma capa marrom com detalhes de folhas nas bordas, cabelos loiros lisos e compridos com uma trança, armaduras prateadas com detalhes rosa de borboletas, um escudo com forma de borboleta, e uma espada com uma borboleta próxima a luva de couro branco que usava em uma só mão. - Vocês viram um dragão-fada por aqui? - perguntou a cavaleira, que montava um cavalo com assas de borboleta. - Sim... - respondeu Morth com um sorriso maléfico nos lábios - aqueles guerreiros seqüestraram-na. - Lirah! - gritou a guerreira, se dirigindo aos guerreiros com sua espada erguida. A guerreira atacou Pacryta, que sem saber de nada, revidou o ataque com sua lança, que não atingiu o alvo. Ficaram lutando por dois minutos no céu, a guerreira no cavalo com asas de borboletas e Pacryta no seu cavalo alado. No meio da confusão apareceu o corvo de estimação da camponesa, chamado Nornan*, que atacou a guerreira. Logo em seguida a dragão-fada explicou o mal entendido que acontecera. - Ela não me seqüestrou. - dizia a dragão fêmea, Lirah - Ela me ajudou. - Mas ele me disse que... - disse a guerreira confusa. - Quem? - perguntou Sarah. - É melhor deixar pra lá. - respondeu a guerreira. - Devo gratidão a eles. - disse Lirah - Se não tivessem me achado, poderia ter morrido. A guerreira olhou para os guerreiros da Profecia e disse. - Têm a minha gratidão. Quando precisarem de ajuda me falem. - Precisaremos. - respondeu Chris - Com certeza. - Você é a guardiã dos dragões-fada não é? - perguntou Felcon à guerreira. - Sim. - respondeu ela - Meu nome é Milady Drenoty*. - Te chamaremos quando precisar Milady. - disse Senny - mas agora temos que ir. Há muito chão pela frente. A guerreira se foi com o dragão-fêmea, que voou após dar um beijo em Pacryta. Os guerreiros continuaram a caminhada, seguidos pelos obscurios. Agora subiam o pico de Cutan, de lá partiriam para Zair, onde passariam a noite na casa de Felcon, e pegariam um barco para Telkien. Capítulo Treze O Poço do Dragão _______________________________________________ A subida do pico de Cutan foi cansativa, apesar de ser o único pico da cidade, é um dos maiores de Ervelot. No entanto, a passagem pelo pico nevado foi rápida, logo chegaram à divisa de Cutan com Zair. Dali demoraram meio horn para chegar à casa do mago. A noite caía sobre Zair. Na varanda do casebre de madeira, Sarah olhava o castelo da rainha Damacko*, feito de um grupo de cogumelos gigantes, era um dos monumentos mais lindos de Ervelot. - É lindo... - disse ela a Chris. - Como... - disse ele se interrompendo. - Como?... - perguntou a elfa. - Sabe Sarah... - disse o sábio - Eu... Eu tenho que te dizer uma coisa. - Fale! - disse ela ansiosa. Chris ia iniciar sua fala quando Senny chegou perguntando: - Felcon fez chá. Alguém aceita? Antes que pudessem responder uma escuridão tomou conta de Zair, em nenhum lugar havia um foco de luz. As trevas tomaram conta da cidade iluminada. Foi tudo um trabalho de uma pedra de Morth, que tinha a intenção de que na sua cidade ninguém o reconhecesse. O bruxo e as três irmãs passaram correndo por Zair, chegando a um porto próximo da divisa de Zair com Cuamã*, partindo então para Telkien. Os guerreiros passaram a noite a velas, mas a escuridão era a mais intensa e assombrosa que já haviam visto. De manhã, Morth e as irmãs já estavam na ilha, e os guerreiros seguiam para lá. Por volta das onze horns da manhã chegavam a Telkien. Atravessaram o mar Cereon* via seus animais. Agora subiam um amontoado de montanhas, que levava para o castelo de Telkien, um castelo de cristal azul, com topos pontiagudos, onde moravam as harpias. A subida foi rápida e segura, logo chegaram ao castelo, onde entraram. - Alguém em casa? - gritou Senny, sem resposta. - Alguém! - gritou Felcon - Raziel*! Após gritar o nome da rainha, apareceu uma mulher com uma capa amarela que cobria todo seu corpo, deixando apenas seu belo rosto aparecendo, suas orelhas pontudas e seus cabelos lisos, longos, ruivos e com uma franja até os olhos. - Felcon Bally! - disse a mulher - Meu amigo. Como está? - Se soubesse que Ervelot estivesse definitivamente livre de Maldisa, estaria melhor. - respondeu o mago - Mas está tudo bem. - A que devo a sua visita iluminadamente luxiana? - perguntou Raziel. - Viemos em uma missão. - respondeu - Em nome do rei. Procuramos um dos medalhões de Maldisa, para ser exato, o de Netuveston. Um mapa nos trouxe aqui. - Caro amigo... - disse a rainha revelando sua verdadeira etnia, era uma harpia, com mãos e pés de águia, e asas saindo de seus braços - Em você posso confiar. O medalhão está mesmo aqui, mas não está em meu poder. Venham comigo. A harpia se dirigiu a uma sala onde havia no chão uma tampa de ouro com detalhes desenhando dragões e o símbolo de Netuveston. - Este é o poço do dragão. - explicou Raziel - Dentro dele há um dragão de armadura que protege o medalhão. Para possuí-lo vocês devem lutar contra ele. O que me dizem? Vão tentar? - Temos que tentar. - disse Senny. - Então posso abrir o poço? - perguntou a rainha. - Ainda não! - disse Felcon tirando do bolso de sua roupa de mago um saco com pedras mágicas brancas - São pedras de alados*, poderemos voar ativando-as. Cada um pegou uma pedra e gritou: - Yorkama! - Vamos! - gritou Felcon - temos apenas meio horn. A harpia abriu o poço, e na escuridão dele os guerreiros mergulharam. Capítulo Catorze A Rainha Ameaçada _______________________________________________ Ninguém enxergava nada dentro do poço, a escuridão tomava conta do local, e o perigo rondava-os a todo o momento. Foi quando um rugido rompeu o silêncio, era o dragão, um enorme dragão, que cuspiu fogo ardente em Pacryta, que foi protegida pelo escudo de Chris. Voaram sem rumo. Pacryta avistou o medalhão na armadura que estava na cabeça do dragão, e quando o monstro se distraiu com Felcon, a camponesa jogou sua lança, que atravessou a cabeça da criatura, desprendendo o medalhão. Sarah o pegou e voou para fora do poço, como todos. Um grito os alertou do perigo, o dragão atingira Pacryta que caiu no fundo do poço. O monstro ainda se soltou das correntes que o prendiam, e voou, acompanhando os guerreiros, que lutaram para proteger a harpia, mas foi ela quem os protegeu, mostrando sua bravura dominando o monstro. Enquanto isso Senny se arriscou resgatando a camponesa, que estava desacordada. O poço se fechou com o dragão dentro e os guerreiros finalmente tinham em suas mãos o medalhão de Netuveston. - O primeiro dos três. - disse Sarah entregando o medalhão de pedra com um símbolo estranho que significava o poder de Netuveston no meio para o líder. - Prefiro que Felcon fique com ele. - disse Senny entregando o objeto ao mago. - Vocês mostraram serem dignos de possuir o medalhão. - disse Raziel - Parabéns. Neste momento Pacryta acordou meio tonta. - Ai... O que foi que eu perdi? - disse ela. - Obrigado Pacryta. - disse Senny - Você foi muito corajosa. Os guerreiros se abraçaram. A rainha harpia ficou contente por eles, mas algo a incomodava. Felcon percebeu e foi falar com ela. - O que foi Raziel? - disse. - Não é nada... - respondeu triste a rainha. - Fale comigo. Você nos ajudou. E se existe alguma coisa que podemos fazer por você, diga. - Na verdade há. - disse Raziel se aliviando - Um grupo de fondaras* ameaça meu império. Querem guerra! Querem que líder delas tome o meu trono. - Lutaremos ao seu lado, vou mandar uma carta ao rei pedindo um exército para combater. - Faria isso por mim Felcon? - Você vai ver... Vamos ganhar essa guerra. Felcon conversou com os guerreiros da Profecia, e o líder aceitou combater junto ao exército de Raziel contra as fondaras. Pacryta então, mandou pelo seu corvo, uma carta ao rei, pedindo homens para a guerra. O corvo voltou duas horas depois com uma resposta de Self More, dizendo que em dois dias, homens estariam lá. Raziel decidiu convocar o exército para se preparar para a batalha. Treinando e fazendo armas e armaduras de cristais azuis, que eram fortes e belos. Os guerreiros da Profecia durante esses dois dias, descansariam e se preparariam também. A noite do primeiro dia caia sobre Telkien, de uma das janelas Sarah olhava o belo horizonte nevado d a cidade. Ficou lá até o nascer do sol, quando finalmente se sentiu cansada e iria se deitar. Mas algo a fez perder um sono, uma enorme nuvem branca se aproximava do castelo. Ela olhou com atenção, e viu que eram as fondaras, voando para a guerra, com suas penas brancas com manchas negras. - Acordem todos! - gritou a elfa - À hora chegou! Todos se ergueram, vestiram rapidamente as armaduras, prepararam as asmas. As traiçoeiras fondaras haviam adiantado a guerra, para pegar num golpe sujo, Raziel desprevenida. - Chegou à hora! - gritou a rainha harpia - Lutem por Telkien! Capítulo Quinze A Batalha com as Fondaras _______________________________________________ O castelo de cristal se tornou o local de uma batalha. Entre os guerreiros ao lado de Raziel tinham: fadas, ninfas, dríades, harpias, sereias, mulheres-serpente, entre outros, incluindo os guerreiros da Profecia. As fondaras se armavam de arcos e flechas, espadas e pedras de poder. Morth e as três irmãs assistiam tudo, de certa distância. As fondaras eram muitas, e os homens mandados pelo rei chegariam bem depois, mas a única saída era lutar, se não Raziel teria de entregar a coroa para a líder fondara. Ao ver seu povo morrendo, a rainha de Telkien resolveu entregar a coroa antes que muito sangue fosse derramado. Raziel se aproximou da líder fondara, que usava uma armadura de prata. - Zoraide*. - disse Raziel - Eu me... A rainha se calou, ao ver chegando à ilha centenas de homens mandados pelo rei. Agora a vitória era garantida. A rainha harpia abrigou seu cansado povo no castelo, fechou suas portas e deixou a batalha com os homens do rei. Mas as fondaras invadiam pelas janelas, e logo o salão principal estava infestado de fondaras. Os homens invadiram o castelo, atacando as fondaras, que perderam a luta e saíram com medo após Sarah ter flechado Zoraide, que foi levada pelas outras para cuidados. - A guerra está vencida! - gritou Senny. - Obrigado. - disse a harpia aos guerreiros. Eram duas horns da tarde, quando acabaram de limpar o castelo, e sete quando uma festa em homenagem aos guerreiros começou. O banquete só não era melhor do que o rei ofereceu a eles, mas estava tão bom quanto. No outro dia os guerreiros foram embora, despediram-se de todos no castelo, que na tinham como agradecer o que fizeram. Os homens voltaram para Comander. Quando atravessavam o rio, os guerreiros tentavam definir o destino. - Para onde vamos? - perguntou a camponesa - Voltaremos para Comander? - Chris! - chamou o líder - Conseguiu decifrar mais um mapa? - Acho que sim. - respondeu o sábio - Partiremos para..., lá pode estar o medalhão de Obscurum, pois o mapa diz que devemos ser bons e ruins, ou seja, luxianos e obscurios, devemos estar no meio deles. Em Hallyon* há montanhas que dividem a parte norte, onde moram luxianos, da sul, onde moram obscurios. É para as montanhas de Hallyon que devemos ir, pois lá é onde ficaremos entre o bem e o mal. - Meio confuso... Mas está bom. - disse Senny - Vamos para Hallyon. Morth com uma pedra do poder, ouviu tudo de longe. - Eles vão para Hallyon meninas. - disse ela às bruxas. Foi nesse momento que uma coruja sobrevoava suas cabeças, e Greta conheceu a coruja de sua tia. O animal havia trazido uma carta de luna, que dizia: Queridas sobrinhas Já entrei em contato com os participantes da Aliança. Nossa reunião será amanhã às douze horns da noite. Se puderem venham. Vou pedi-los um exército para sua mãe. Aguardo respostas, um abraço. Tia Luna As bruxas escreveram para a tia dizendo que estavam seguindo os guerreiros da Profecia, e que eles já haviam conseguido o medalhão de Netuveston, indo procurar em Hallyon, agora, o de Obscuria. Cada um seguia seu caminho, em busca das mesmas coisas, o que podemos saber agora, é que os guerreiros da Profecia, e os ajudantes de Maldisa, chegaram às montanhas de Hallyon. Capítulo Dezesseis O Grande Vulcão _______________________________________________ Os guerreiros estavam em frente a um aglomerado de montanhas nevadas, sem nenhum tipo de vida manifestando no local. No centro das montanhas, que ficavam em uma fileira, havia um vulcão adormecido pela neve. - Procuraremos onde? - perguntou Sarah. - O único lugar que parece esconder um medalhão é o vulcão. - disse Senny - Vamos para lá. Subiram e desceram várias montanhas, mas a caminhada não durou mais que três horns. Chegando à gigantesca boca do vulcão, viram que dela saia uma escada de raízes, que os levariam para o centro do vulcão. Foi decidido democraticamente que desceriam para ver o que havia lá. Deixaram fora da descida os três homens do rei, que os acompanhavam, e os animais, incluindo Nornan. Assim foi feito, a fumaça era branda, e a descida foi fácil, mas quanto mais desciam mais calor sentiam. Desceram até ver o fundo do vulcão, avistando sua lava queimante. Viram também que no fundo do vulcão haviam pilastras de pedra, muito próximas umas das outras, com as superfícies lisas, e em uma das pilastras, a mais alta, estava o medalhão. - É arriscado. - disse o líder - Mas algum de nós deve buscar o medalhão. - Felcon. - disse Chris - Você tem mais uma pedra que faz flutuar? - As últimas gastamos no poço do dragão. - respondeu o mago. - O jeito é ir pulando de pilastra em pilastra. - disse Sarah - Até chegar ao medalhão. - Tudo bem. - disse o elfo - Quem se arriscará. Ninguém respondeu, todos queriam ir, mas ao mesmo tempo não. - Pacryta. - disse Senny - Você faz isso por nós. - Eu?! - exclamou a camponesa. - Vimos seu desempenho no poço do dragão. - disse Felcon - Você foi a que se saiu melhor, de todos nós. - Então eu mereceria crédito. - respondeu a camponesa - E não mais provas de vida ou morte. - Faça isso Pacryta. - disse Sarah - Você sabe que é o certo. - Por Ervelot. - disse Pacryta desanimada se dirigindo à primeira pilastra. A camponesa pulou, e se manteve de pé, pulou a segunda e também não caiu, a terceira, a quarta, a quinta, já na sexta, quando ia pular escorregou, fincou sua lança na pilastra e se ergueu novamente, pulou mais uma e chegou ao medalhão. A volta foi mais fácil, sem complicações. - Parabéns Pacryta. - disseram todos. - Vão dar parabéns para bruxa! - gritou a camponesa nervosa - Nem para me lembrarem dos grifos e da águia que ficaram no topo do vulcão. Todos sorriram sem graça, mas independente disso estavam felizes por vencerem mais uma etapa e acharem o medalhão de Obscuria. Seguiam a fileira de montanha rumo a Erovra*, segundo Chris o medalhão de Luxians estaria lá, pois o mapa diz que onde houvesse vida, haveria luz, e conseqüentemente Luxians, e não haveria vida em Ervelot, se a árvore da vida não os presenteassem com tal, então o medalhão de Luxians estariam na árvore. - Foi até fácil conseguir os dois primeiros medalhões. - disse Chris. Morth ouvia tudo, e silenciosamente disse num tom ameaçador: - Mas não vai ser fácil escapar de mim, quando eu pegar os medalhões. - Morth? - perguntou Glácia - Como poderemos pegar os medalhões deles? Têm provado serem guerreiros corajosos. - Chegada à hora, nós veremos. Só sei que está próxima. Muito próxima. Nesse instante os guerreiros da Profecia cruzavam a divisa de Hallyon com Matiz*. Teriam agora que atravessar um pântano, e logo chegariam a Erovra. Capítulo Dezessete Atravessando o Pântano _______________________________________________ Chegariam então à parte mais perigosa da missão. Iriam atravessar o pântano de Matiz, onde ninguém havia passado antes. Mas tomar um outro caminho seria perda de tempo. Respiraram fundo e se prepararam. O pântano era muito cheio de árvores, e o solo era feito de barro. Andaram, andaram, e só pararam quando Sarah sentiu um galho prender sua roupa, parecia que o galho tinha vida própria, e tinha, quando foi tentar se soltar vários galhos agarraram a elfa em prantos. Os guerreiros foram ajudar e também foram pegos, e o pior era que os galhos os faziam afundar no solo barroso. Lutaram e lutaram, mas os galhos não os soltavam, só pararam quando uma ninfa chegou e disse que estava tudo bem. - Obrigada ninfa do pântano. - disse a elfa. - De nada elfa. - respondeu a ninfa - O que fazem neste local o qual ninguém havia passado. - Pelo jeito você já havia passado aqui. - disse Chriss - Então alguém já passou. - Eu nunca passei por aqui. - respondeu a ninfa - Eu moro aqui, e tomo conta das árvores. - Não entendo então o porquê delas estarem tão murchas. - disse Pacryta. - Estão murchas por fora. - disse a criatura do pântano - Mas vivas por dentro. - Não podemos esperar mais. -disse Senny - Vamos continuar. - Estão indo para onde? - perguntou a nativa. - Erovra. - respondeu o mago - Estamos em uma missão para o rei. - Venham comigo. - disse a elfa - Eu mostrarei o caminho. Inocentemente, os guerreiros a seguiram, mas ela não os levou para o lugar certo, fez com que eles se perdessem. - Para onde estamos indo? - perguntou Pacryta. - Cale a boca! - gritou a elfa assustando a todos - Você vai ser a primeira! - A primeira de que? - perguntou novamente a camponesa. Antes de dar sua resposta, a elfa segurou com força o pescoço de Pacryta, que se sentia paralisada. - É uma Parsity*! - gritou Felcon, usando seu bastão para proteger a camponesa. Os outros guerreiros também lutaram, mas a elfa era muito forte, só largou Pacryta quando viu que a camponesa era poderosa demais, e não iria agüentar tanto poder. Depois de livres, correram o máximo que puderam, e finalmente chegaram à Erovra, onde encontrariam o medalhão de Luxians. Em Erovra, foram conversar com a rainha elfa da cidade, que se chamava Izcileny*, e tinha os cabelos castanhos estendidos pelo longo vestido verde claro chegando até os seus pés, e que morava em uma grande árvore. - Majestade. - disse Senny - Viemos em nome do rei, pegar o medalhão de Luxians, que se encontra em suas terras. - Sejam bem vindos. - respondeu a rainha - Mas me desculpem, pois ninguém pode pegar o medalhão, ele está entre os galhos da árvore da vida e só um puro de corpo e alma que poderá pega-lo, e é difícil encontrar um puro de verdade, em nós há sempre um pouco de maldade. - Eu posso pegar. - gritou Chris - Sou puro de corpo e alma, e não temo colocar isso em prova. - Acho muito arriscado. - disse Izcileny - Todos que tentaram morreram, e foram as mortes mais sofridas de toda Ervelot. - Chris... - disse Sarah - Não faça isso, o medalhão estará protegido se permanecer lá. - Eu devo ir. Majestade, me leve até à árvore. - Vou me arrepender disso... Venham comigo. Capítulo Dezoito Confusão e Fumaça _______________________________________________ A rainha os levaram até a árvore da vida, nunca se vira tanta tensão em Ervelot. Chris estava disposto a arriscar sua vida para conseguir o medalhão. - Chris. - disse Senny - Não precisa fazer isso se não quiser. - Eu quero! - disse o sábio - Eu devo! Chris estendeu sua mão em direção à árvore, já via o medalhão entre os galhos. Fechou os olhos, e enfiou a mão para pegar o objeto. Chris nada sofreu, para espanto de todos, e o medalhão foi capturado, e entregue a Felcon. Desta vez a comemoração foi a maior de todas, pois terminariam ali a sua missão, eu disse terminariam, porque foi nesse momento que uma nuvem de fumaça imensa tomou conta do lugar. Morth estava observando tudo, e usou uma pedra de fumaça* para roubar os três medalhões. Só depois que a fumaça se foi, que os guerreiros se deram conta do que havia acontecido. Felcon, como foi a maior vítima disso tudo, pois era ele que estava com os medalhões, se revoltou, pegou seu unicórnio e correu atrás de Morth, que ia para a gruta de Fleur com as bruxas irmãs. Atrás deles seguiam os outros guerreiros da Profecia. Foi uma intensa corrida, sem descanso. O destino de Ervelot estaria nas mãos de Morth. Foram quatro dias de viagem, sem parar para comer. Passaram por Fyr, depois por Mazyri, depois por Phaell, finalmente chegando à gruta. Morth e as bruxas já não agüentavam mais, estavam enjoados, sujos, assim como os guerreiros da Profecia, mas isso não os impediu de cumprirem com seu propósito sombrio. Ao chegar à gruta de Fleur, Morth levantou os três medalhões e gritou: - Unem-se! Os medalhões se uniram, formando um só medalhão, com os três símbolos, com os três poderes, capazes de tornarem Maldisa humana novamente. Morth o colocou no pescoço da estátua de pedra, no mesmo momento uma luz muito azul e intensa clareou a gruta, e Maldisa, a rainha de Obscuria, voltou à vida. - Finalmente... - disse ela se apalpando para ver se estava tudo bem de verdade. Nesse instante Felcon chegou, jogando raios na bruxa. - Não tão depressa! - disse ele - Volte para a forma de estátua, eu a ordeno! - Ora, ora! - disse ela num tom de zombaria - Se não é o mago traidor, que me fez perder anos de vida nessa gruta nojenta! A bruxa devolveu os raios que recebera, o mago caiu do unicórnio. Maldisa e Morth subiram na carruagem, e tocaram para Phaell, onde encontrariam com Luna, as três irmãs os seguiram montadas nos grifos. Felcon queria se matar de tanta vergonha de não ter sido capaz de proteger os medalhões. Mas decidiu lutar, foi até o rei pedir o maior exército que pudesse dar, para lutar contra Maldisa. Maldisa em puçás horas chegou à casa de sua irmã e também convocou um exército para tomar Ervelot, e tornar Obscuria a força mais poderosa de todo o reino. Os guerreiros da profecia estavam no castelo real, com homens, elfos, anões, fadas, dríades, grifos, unicórnios, sereias, harpias, duendes, entre outros se preparando para a guerra. Maldisa seguiu para Mazyri, onde seu exército também se preparava. Maldisa tinha mais número, talvez tivesse alguma vantagem sobre o exército do rei. Do seu lado haviam bruxas, gronins, gnomos, basiliscos, dragões, lobos, vampiros, e as mais temidas criaturas das trevas. Era chegada à hora, o exército de ambos estava pronto, e seguiam para a guerra. Em Phaell já avistavam um ao outro, e não havia mais saída, quem vencesse decidiria o destino daquela terra. Capítulo Dezenove A Guerra do Medalhão _______________________________________________ O exército negro de Maldisa se aproximava, e com confiança e ao mesmo tempo medo, o exército do rei aguardava. Os dois correram ao encontro um do outro, e se cruzaram finalmente, a guerra do medalhão começa. O exército de Maldisa montava em dragões negros, e o do rei em enormes elefantes. Para todos os lados se ouvia gritos de dor e coragem, bruxas se transformavam em monstros e magos usavam os elementos da natureza para se defenderem. A Aliança Obscuria, Luna, Zoraide, e a elfa do pântano estavam com Maldisa, e com os guerreiros estavam Raziel, Milady, Guerreiros em seus cavalos lutavam bravamente com suas espadas e manguais. Sarah ficou com os arqueiros em cima de elefantes, Felcon coordenava os magos. Foi uma das maiores guerras de Ervelot. Num momento Maldisa encontrou Felcon, e transformou sua varinha em espada, e foi se vingar do mago, Pacryta viu o que a bruxa ia fazer e foi atrás dela, Maldisa preparava o golpe por trás de Felcon, e fincou a espada nele, a camponesa puxou o medalhão do pescoço da bruxa, que se transformou em estátua novamente, pois não poderia ter tirado o medalhão. As filhas de Maldisa ao virem que a mãe estava derrotada, pediram para o exército se retirar do campo de batalha. Pacryta, no meio da confusão, deixou o medalhão cair, e não achou novamente. Então deduziram que alguém havia pegado o medalhão, mas não se sabia quem. O exército do rei se retirou, e os guerreiros se dirigiram para o castelo real para falar com o rei do ocorrido. Felcon ficou aos cuidados da curandeira Agatha Racknys. - Senhor. - disse o líder - Nós não perdemos a guerra, mas também não ganhamos. - O exército de Maldisa se retirou após ver que ela se transformou em estátua novamente. - disse Sarah. - Eu sei. - respondeu o rei - E o medalhão? Vocês estão com ele? - Não senhor. - disse Pacryta - Eu o deixei cair. E não achamos mais. - E Felcon onde está? - perguntou Self More. - Com Agatha Racknys. - disse Chris - Ele foi atingido por Maldisa. - Tudo bem. - disse o rei - O bom é que cumpriram a missão, acharam os três medalhões, mas agora terão que novamente encontrá-lo. Ervelot depende disso. - Acreditamos que esteja nas mãos de alguém. - disse Sarah - E esse alguém tem o destino de Ervelot nas mãos, ele pode dar para Maldisa, ou pedir riquezas para a vossa majestade. - Veremos. - disse o rei - Por hora vamos aguardar, e fazer de tudo para Felcon ficar bem. Depois disso foram nacas de Agatha, para verem Felcon, mas ele estava muito mal, e não resistiu, morreu. Seu enterro foi o mais lindo de todos, Ervelot estava em luto. Mas tudo isso passa com o tempo. O que importava neste momento, era quem estava com o medalhão. Em Phaell, num casebre, a irmã de Maldisa, Luna, segurava o objeto, e se perguntava: - Se eu der o medalhão para Maldisa, ela pode querer mandar em todos, inclusive a mim, se eu entregar para o rei, posso ser considerada uma heroína, e lucrar com isso. O que fazer? A dúvida tomava conta da situação. Luna saiu de casa com o medalhão disposta a entregá-lo para alguém, mas quem? Além disso, Nornan entregou uma carta escrita em obscuria para Pacryta. O que estaria escrito? Quem a mandou? Glossário Aliança Obscuria: aliança formada por douze seres das trevas, cujo objetivo é controlar Ervelot, sua líder é Maldisa. Árvore da Vida: árvore que gerou Ervelot e tudo que ele contém, depois de concluir seu trabalho, teria assumido uma forma humana. Brúston: animal obscurio no formato de um losango, com escamas de cobra, rabo, boca grande, quatro membros, assemelha-se a um jacaré, mas é bem pequeno e tem três olhos. Cereon: único mar de Ervelot, que faz com que Telkien fique avulso do resto das terras. Christiano: sábio e Guerreiro da Profecia. Comander: cidade onde se localiza o castelo real e os mais diversos tipos de raças. Cuamã: cidade de criaturas obscurias. Cutan: cidade de lobos e lobisomens, nenhum humano vive lá além da rainha. Damacko: rainha de Zair. É uma feiticeira luxiana, que mora em um castelo de cogumelos. Erovra: cidade das fadas, duendes, anões, e seres da natureza. Também foi a primeira cidade de Ervelot, é lá que fica a árvore da vida. Felcon: mago e Guerreiro da Profecia. Fermont: objeto igual a uma caixa de ouro com uma bola de cristal na parte superior, que quando tocado pode encontrar livros que falam sobre um assunto de interesse da pessoa que tocou. Fondaras: mulheres-corujas que vivem em Telkien. Fyr: cidade dos humanos, que moram em pequenas montanhas. Girges: filha de Maldisa e controladora das forças do raio. Glácia: filha de Maldisa e controladora das forças do gelo. Greta: filha de Maldisa e controladora das forças do fogo azul. Gronins: duendes das trevas. Gruta de Fleur: lugar onde habita a estátua de Maldisa. Hallyon: cidade dividida por montanhas a parte norte, onde moram guerreiros luxianos, da parte sul, onde moram guerreiros obscurios. Horns: hora ervelotesa. Izcileny: rainha elfa de Erovra. Luna: meia irmã de Maldisa, participante da Aliança Obscuria. Luxians: poder iluminado de Ervelot. Maldisa: rainha das trevas, mãe de Girges, Glácia e Greta, planejou matar Xuanzy para controlar Ervelot. Mazyri: cidade dos bruxos e seres obscurios. Matiz: cidade de druidas, elfos, dríades, ninfas e outras criaturas da floresta. Melsevasth: livro de Maldisa e suas filhas, tem os poderes mais poderosos feitiços Obscurios. Milady Drenoty: Guardiã dos dragões fada, jurou lealdade a eles após ser abandonada por seus pais e criada pela rainha dos dragões-fada. Morth Sennick: bruxo obscurio que resolveu ajudar Maldisa a se transformar em humana novamente. Netuveston: um tipo de poder que não era poder, era o poder dos seres vivos, não tinha nenhuma ligação com a magia. Nornan: corvo de estimação de Pacryta. Obscurum: poder maligno de Ervelot. Pacryta: camponesa e Guerreira da Profecia. Pedra de alado: tem o efeito de quem a ativou poder voar por meio horn. É ativado pela palavra Yorkama. Pedra de fumaça: pedra que assim que ativada produz uma nuvem de fumaça em torno do que a usou, mas para ele é como se não houvesse fumaça alguma, poderia enxergar com tranqüilidade. A palavra que a ativa é a palavra Jumilanos. Pedra de invisibilidade: tem o efeito de deixar invisível àquele que a ativou e tudo que tocar. É ativado pela palavra Invákwaslo. Pedra de tempestade: tem o efeito de trovão relâmpago raio e um pequeno ciclone, seguido por dez minutos de chuva. É ativado pela palavra Templósions. Phaell: cidades dos camponeses. Pratomantes: moeda de Ervelot. É uma pedrinha redonda com um quadrado no meio furado. Raziel: rainha harpia da cidade de Telkien. Rúbya: camareira do castelo real. Sarah: elfa e Guerreira da Profecia.
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