| Conversa com Deus. parte 1 |
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Depois da carta que recebi de meu caro amigo LMS, aconteceu um fato um tanto estranho, estava cá escrevendo uma crônica quando uma voz, não uma voz qualquer, mas A VOZ, soou atrás de mim. Ela me dizia:
- FILHO, NÃO DEIXE O PECADO FLUIR ATRAVÉS DE SEUS TEXTOS. De imediato virei para trás e nada vi, a voz voltou a falar: - NÃO ADIANTA TENTAR ME ACHAR, ESTOU EM TODOS OS LUGARES. Fato que me deixou arrepiado, pois a cena de alguém me observando em momentos, digamos, não cristãos não era uma visão confortante, lutava para apagar isso da mente quando voltou a dizer: - PRECISO QUE VOCÊ DIVULGUE MINHAS PALAVRAS. Nisso eu não agüentei e disse: - Ué, mande-me uma carta ou e-mail, ou sei lá, ai eu publico. - NÃO UTILIZO ESSES METÓDOS, E CONFIE EM MIM, VOCÊ NÃO IRIA GOSTAR DE DESCER DE UM MORRO CHEIO DE PEDRAS, ESCRITAS EM ARAMAICO. Refleti nas palavras, morro, cheio de pedras e aramaico, e percebi o inevitável, a providencia é algo espantoso. - Beleza, dita ai, que eu escrevo e posto. - SABIA QUE IRIA PREFERIR ISSO. - Que bom que sabia, fico mais confiante, pois não tem aquelas três palavras difíceis a seu respeito, só para dizer o quão bom é você e coisas do tipo. Eu até uma época du... Não consegui acabar de dizer, a voz me interrompeu. - NÃO BLASFEME!!!! OU IRÁ SE ARREPENDER. Ela conseguiu pronunciar as exclamações múltiplas, depois ela continuou. - PRECISO QUE DIVULGUES MEU RELATO, POIS ALGUMAS COISAS ESTÃO ME INCOMODANDO MUITO ULTIMAMENTE. - A mim também, olha tem um pessoal que me azucrin... A VOZ fez um som baixo, e até onde se pode pressupor que vozes têm olhos, ela me olhava e fez com que eu me calasse. - HÁ MUITOS ANOS EU MANDEI MEUS DISCÍPULOS AI EMBAIXO PARA PREGAR MINHA PALAVRA, DEPOIS EU MANDEI ATÉ MESMO MEU FILHO. TOLEREI TODO TIPO DE AGRESSÃO CONTRA MEU POVO. NÃO RECLAMEI DE NADA, NEM DA CRUZ, NEM DA INQUISIÇÃO. NADA. OLHEI DURANTE SÉCULOS RESPEITANDO O LIVRE ARBÍTRIO HUMANO. Nesse ponto eu tossi, e tentei a todo custo evitar o pensamento de uma criança de 7 anos ganhando uma caixa de fazenda de formigas, quando queria ganhar uma maraca. Já era tarde, e a onisciência me delatou, fiquei vermelho de vergonha, mas para meu espanto a voz disse: - ERR...HRAN...HUM...ERR.. BEM, ENTÃO. COMO DIZIA, EU QUASE SEMPRE RESPETEI O LIVRE ARBÍTRIO. E NÃO ME OLHE DESSE MODO, VOCÊ NÃO VIVEU EM BABEL, NEM COISA DO TIPO. E POR ACASO VOCÊ SE CHAMA JÓ??? NÃO! ENTÃO PRONTO. - COMO DIZIA, VÁRIAS COISAS ESTÃO ME INCOMODANDO MUITO, NUNCA NA HISTÓRIA DESSE MUNDO... Nesse ponto eu interrompi a voz e disse: - Olha, sem ofender mas, não é muita pretensão dizer que nunca na história... A VOZ me interrompeu. - EU POSSO, POIS CRIEI TODAS AS COISAS. - Ah.... disse eu - Continue por favor. - ESPERO QUE DESSA VEZ SEM INTERRUPÇÕES. - O que é claro, você sabe, que elas existirão, uma vez que vo... - CALADO, E NÃO ME INTERROMPA MAIS...a voz exitou um pouco e continuou - AO MENOS ATÉ EU TERMINAR UM PENSAMENTO. - Desculpa é que não estou acostumado a lidar com o inefável. Demônios e outras criaturas até conheço bem, mas é a primeira vez que falo com o inefável. - E SERÁ A ÚLTIMA SE NÃO ME DEIXAR ACABAR DE FALAR. - Beleza, manda bala ai chefia. - OLHA A INTIMIDADE. - Desculpa. ...Continua...
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