| São Paulo |
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Cinza, poluída, triste, sem vida! Imenso formigueiro humano marcado por tantos enganos! Homens pisando homens... Tudo vertical, horizonte acanhado, mentalidade canibal, já não se vê estrelas, a lua perdeu o esplendor, o sol não tem o mesmo fulgor... Há! São Paulo... O meu coração doído escreve o que viu... Perdoa-me... Mas não tens o mesmo brilho! O progresso acabou contigo, roubou-lhe o aconchego, agrediu seu belo abrigo! Entre brumas e fumaça Comeu a carne, Deixou a carcaça Magra, feia, pálida, Sem viço, doente Cidade poluída, indiferente... Seu lindo povo aflito Aguarda o juízo final Entre o sonho restrito E a realidade infernal!
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