Giba é massacrado - parte II Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Marcos Masini, em 25-08-2008 15:11
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Mais uma vez faço uso do exagerado título para articular algumas linhas sobre o vôlei do Brasil.

Giba não foi massacrado, os demais atletas também não. Giba não amarela, não tem medo da decisão. O craque chama a responsabilidade para si na hora da verdade. Pronto, creio que com essas palavras alcanço a redenção pelo título desse artigo.
Mas então o que acontece com a seleção brasileira de vôlei masculina que praticamente venceu tudo nos últimos 10 anos e em menos de dois meses perdeu duas partidas para a Rússia e outras duas para os E.U.A?

Simples. Essas seleções deram um passo à frente da brasileira. Estudaram, planejaram e tiraram a vantagem que o Brasil manteve durante uma década.

O Brasil começou a ganhar tudo, (trabalho iniciado com José Roberto Guimarães) quando inovou a maneira de jogar com lances rápidos - suprindo a deficiência de jogadores muito altos -, acelerando as bolas - dificultando o alto bloqueio dos adversários -, e diversificando as jogadas. A atuação do bloqueio brasileiro melhorou muito, a defesa ganhou notoriedade.

Agora, os dois adversários citados anularam os diferenciais. E mais, deram um passo à frente ao aperfeiçoar o saque, detalhe de suma importância e que faltou ao Brasil. Esses times leram as jogadas brasileiras, fazendo com que o bloqueio, geralmente muito alto, chegasse inteiro, facilitando e ajudando o sistema defensivo.

Para não esticar mais o assunto - este é apenas um complemento do primeiro texto (Giba é Massacrado)-, resta-me responder a seguinte questão: Ricardinho faz falta? Sem dúvida o rebelde levantador faz falta a qualquer seleção, mas creio que o Brasil necessitará aperfeiçoar novamente o bloqueio e, principalmente, o saque, para se igualar à Rússia e aos E.U.A.

Todas as honras devem ser dadas à seleção feminina de vôlei, principalmente ao técnico José Roberto Guimarães. Este cumpriu o prometido. Trabalhou arduamente o emocional das nossas meninas. Tecnicamente o Brasil sempre esteve bem, mas na hora "H", faltava cabeça, dava paura, elas amarelavam. Consciente disso, a comissão técnica realizou um excelente trabalho psicológico que merece destaque. Prova disso é que em toda a competição apenas um set foi perdido, exatamente o da final.

Um atleta necessita de um momento para desabafar, mas a atitude de dedo na boca de Mary, querendo como silenciar os críticos, não fez sentido algum, afinal, ela sempre amarelou. E, nessa final olímpica, quase (eu disse quase) ela levou o Brasil para um tie break, por conta do péssimo passe e de cortadas imprecisas. Menos Mary, menos.

Na final contra as americanas destaque total para Sheilla, Fofão, Fabiana e Paula Pequeno.


Publicado em : Diversos, Artigos Diversos
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