| METAMORFOSE |
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Debaixo do velho limoeiro, Sentada no chão, Pés descalços, alma desnuda. Em seu íntimo mundo, espera o ocaso. Quantas perguntas não feitas, Tantas respostas não dadas, Promessas não proferidas. Viver é mudar. Morrer, também não seria? Pense nas borboletas, menina. Quando deixam o casulo, é mulher feita. Seus pés, ainda descalços, Outrora em fragilidade, Agora conhecem o caminho. O vislumbre da noite já não assusta, Paradoxalmente, te atrai. Os olhos dantes medrosos, Brilham ante a excitação do novo. E o que era dúvida, agora é certeza. Você cresceu menina. Pode deixar a sombra do limoeiro.
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