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Escrito por Juvêncio Júnior, em 31-08-2008 02:11
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Nas escrituras perecíveis ao tempo se encontram os parágrafos da vida
Com poucas ou muitas vírgulas, lá estão, perpétuos.
Evidentes coincidências, onde autores se perdem sozinhos, nos seguem sem temor.
Assim continuamos a sorrir, desconsolados e imundos,
No fundo do poço que reservamos para brindar a ridicularizada rotina.

Dessa "sincerenidade" que buscamos surgem falsas verdades estampadas
Em rostos, mascaras, de cada ser entristecido e desesperado,
Como urubus rondando carniças já inutilizadas por outros humanos
Parágrafos, extensos parágrafos perdidos nas sobras de um quinhão sem nexo,
De um náufrago sem mar, de uma luta sem oponentes e sem discórdia
[Entre os obrigados a brigar]
Assim é a vida de quem vive na pororoca dos sentimentos,
Contra a correnteza do mais fácil, contra o igual, a mesmice,
De um mundo de jardins plásticos acinzentados e idênticos
Onde o amor, conquistado em escala industrial e persuadido pela ergonomia do ouro,
Torna-se inexistente neste universo de jogos humanos.

Incontáveis teses indicadas por aqueles experientes artistas da vida
Se confirmam a cada instante e que respiramos este ar enfumaçado.
Escondidos das luzes, nos ofuscados poços flagelados indagamos porquês.
Sem alívio nem perdão requeremos nossos valores jamais perdidos
Enquanto vivos continuarmos nesse universos que acabou num anteontem muito distante.

Publicado em : Literatura, Prosa Poética
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Comentários (1)
Postado em Lela, em 12-09-2008 21:33, , Membro Registado
É, nada facil mesmo!!! 
Você escreve muito bem, tem um futuro brilhante pela frente... você deveria escrever alguns artigos!!! PArabens!!! 
Bjaooo 
Lela
 
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