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Escrito por António Aguiar, em 03-09-2008 13:50
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O soldado aperta a sua garganta
No muro que cerca a sua luta
Não o vê findar. A luta é bruta.
Armas fazem-se e vendem-se
E ele sem as vingar. Assim é o mundo.
Serão as andorinhas vizinhas de tudo
Porque vão e ouvem se não ouvem
Porque ouvem se não se matam
Porque andam voando espertas
O fim da guerra a anunciar
Para breve está para isso.
Aí grita o soldado
E levando a mão ao peito morreu.
Se levantou correu e gritou
Alguém me matou.
E assim socorrendo o dia
O dia e o inferno gelaram
E fim do dia. A poesia morta.

Publicado em : Literatura, Poesias
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