| Verde estamos verde |
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O soldado aperta a sua garganta No muro que cerca a sua luta Não o vê findar. A luta é bruta. Armas fazem-se e vendem-se E ele sem as vingar. Assim é o mundo. Serão as andorinhas vizinhas de tudo Porque vão e ouvem se não ouvem Porque ouvem se não se matam Porque andam voando espertas O fim da guerra a anunciar Para breve está para isso. Aí grita o soldado E levando a mão ao peito morreu. Se levantou correu e gritou Alguém me matou. E assim socorrendo o dia O dia e o inferno gelaram E fim do dia. A poesia morta.
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