| Ode à Iara |
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Doce veneno Entorpece o meu ego, Aniquila a minha razão, Esmaga o meu coração Que sedução! Debruço-me sobre o teu olhar Que me inebria e enlouquece. Ponho-me a admirar Tua cauda escamada A sacolejar ao léu, Mostrando-me os recôncavos do céu. Musa de meus sonhos Desvairados e inconseqüentes. És onisciente presente Com teus lábios tão eloqüentes. De teus lábios as notas que saem Chegam suaves aos ouvidos meus. Um dia, hei de sagrar o teu canto Deixarei os meus prantos E me entregarei aos encantos teus.
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