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ESA # 23 - Joyce consegue tudo o que quer. Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Mariana Mello, em 06-09-2008 00:34
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Na escola Sofia foi durante a semana toda o assunto da vez!

Todos estavam curiosos com o que tinha acontecido, especialmente por causa do seu cabelo cor-de-rosa e Cecília não mediu esforços para deixar claro que sua irmã e Erick estavam separados, de uma vez por todas! E que em homenagem ao idiota, iria fazer para a semana que vem uma matéria com os dez melhores lugares para relaxar e esquecer uma traição. Aproveitou e também anunciou para quem quisesse ouvir, que agora Adalberto voltava a ser o fotógrafo oficial do jornal.

A última notícia não agradou Mariluce, mas a garota do último ano respeitou os sentimentos de Sofia, dispensando os serviços de Erick do jornal.

A escola inteira estava do lado de Sofia, tratando Erick como um leproso, já que tinha sido capaz de trair uma das maravilhosas gêmeas. Elas não faziam parte do Quarteto Fantástico, mas sendo amigas deles, tinham o respeito de todos da escola.

Erick passava os intervalos sempre sozinho e cabulou mais aulas do que o normal naquela semana, evitando ter que andar pelos corredores e ouvir alguém comentar alguma coisa em voz alta. Porque estava todo mundo comentando, como se soubesse de alguma coisa.

- Não sei onde ele fez isso. - André comentou o assunto da vez, com Renato que estava ao seu lado no intervalo da escola, jogando basquete. - Logo que chegamos ao hotel ele ficou de castigo, passou o tempo todo comigo e com a Joyce, não vi ele com mais ninguém. Vai ver a Sofia ficou com ciúmes da Joyce e confundiu tudo.

- Não... a Sô me disse que ele confessou. - Renato perdeu a bola para André. - Que otário... a Sofia é uma garota tão legal, não acredito que ele fez isso com ela. Achei que ele fosse boa gente.

- O Erick nunca foi boa gente! - André tentou um lance, que deu cesta. - Yéee! - comemorou. - Se não fosse meu irmão por obrigação, não estaríamos nem andando com aquele imbecil, é claro que estamos do lado de Sofia.

- É, estamos. - Renato foi pegar a bola e continuaram a jogar. - Você chegou a conversar com ele?

- Não nos damos muito bem, ele fica no quarto dele e eu no meu. - André se posicionou para defender. - A versão da Sofia me basta.

Renato o ultrapassou com um drible rápido e jogou a bola na cesta, que não entrou. André a pegou.

- Ninguém sabe da versão dele...?

- Se ele confessou e não está se esforçando para dizer que é mentira, é por que é verdade. - André concluiu.

- Faz sentido... como vamos fazer agora? Afinal, Erick e Sofia são nossos amigos.

- Eu não sabia que o Erick era seu amigo, Renato.

- É seu irmão.

- Eu espero que isso o faça voltar para Brasília! - e roubou novamente a bola de Renato, porque o amigo parou de jogar perplexo com o que ouvira. Fez mais uma cesta. - Yéee!







Guta estava passando rímel no banheiro junto com Cecília e Sofia, olhando-se no espelho enquanto conversavam.

- Acho que você devia conversar com ele. - Joyce disse de dentro do box.

- Não quero! - Sofia insistiu, pegando o batom cor-de-rosa.

- É, deixa ele pra lá.- Cecília concordou, arrumando os cachos do cabelo.

- Ele nem tem aparecido na sala de tão triste. - Guta comentou, fechando o rímel.

- De vergonha, você quer dizer, né! - Cecília debochou, aproveitando o comentário de Guta. - Ele te contou o que fez, Guta?

- Mais ou menos... - Guta não podia dizer que sim, por causa de Joyce, que estava no box.

- Eu sei o que ele fez. - Joyce abriu a porta do Box e acertou a calça branca que só ela tinha condições de usar sem que parecesse brega. - E acredite, nem foi nada demais. Se você quiser eu te conto.

- O que ele fez? - Sofia queria saber, até parou de passar o batom na metade, virando-se para Joyce.

Guta sabia que Joyce ia mentir só pelo tom de sua voz. Achava isso nobre da parte de Joyce, juntar os dois de novo. Certamente sentia-se culpada por ser culpa dela essa separação... mas Guta não achava isso certo, porque queria que Joyce e André terminassem, e isso só seria possível se Joyce e Erick ficassem juntos. Sentiu-se egoísta, estava se agarrando a uma situação que fazia seus amigos sofrerem, em proveito próprio. Mas será que não podia pensar em si?

- Ele estava chateado porque você brigou com ele por causa daquele Ênio. - Joyce lavou as mãos e deu de ombros, fazendo aquela história parecer a coisa mais normal do mundo. - Então, pra variar, ele bebeu mais do que devia e acabou ficando com uma menina lá. Mas ela tinha namorado e claro, deu um tapa nele, saiu correndo como uma covarde e no dia seguinte nem fazia mais parte da história. - sorriu para si mesma no espelho ensaiando uma pose e arrumando o cabelo, checando se os dentes estavam limpos. - Você não acha que está sendo dura demais com ele, Sofia? Afinal, isso só aconteceu por culpa sua...

- Ah, que isso, Joyce! - Cecília se intrometeu, não gostando do que Joyce dissera para sua irmã. - Se o Erick gostasse mesmo dela, ele não teria nem ficado com outra menina...!

- Isso vindo de você, que ficou com o ex-namorado dela é ridículo. - Joyce deu a primeira patada, era boa em fazer isso! E era exatamente por isso que Joyce ocupava o posto de garota mais popular da escola, porque tinha personalidade e um gênio muito forte... e sempre conseguia tudo o que queria.

- Mas Sofia, decida por você, não pelos outros. - Guta disse, tentando ajudar da forma como podia.

- Não sei... vocês acham mesmo que em parte isso foi culpa minha? - Sofia indagou, chateada.

- Foi sim. - Joyce falou antes de todo mundo. - E você tá aí, nitidamente sofrendo... enquanto ele tá lá, nitidamente sofrendo, porque é uma idiota. - Joyce encarou Sofia e seu cabelo cor-de-rosa pelo reflexo do espelho. - Acho que se você gosta dele, como dizia que gostava, devia ao menos ouvir o que ele tem a dizer.

- É, talvez. - o sinal do intervalo tocou, indicando o fim da folga. - Mas não agora.

- É, temos que voltar pra sala e você tem que pensar com calma, Sô! Não acho uma boa idéia. - Cecília insistiu, saindo do banheiro feminino com sua irmã. - Não acho uma boa idéia!

Guta e Joyce ficaram sozinhas no banheiro. Guta guardou sua maquiagem e encarou Joyce pelo reflexo, ainda arrumando a presilha de cereja na cabeça.

- Foi legal da sua parte dizer isso pra ela... mesmo a menina com o namorado sendo você.

- O Erick gosta de verdade da Sofia, você sabe. - Joyce disse com convicção, olhando para Guta.

- Engraçado... o Erick me disse a mesma coisa de você, sobre o André.

- Ele disse? - e Guta percebeu pelo tom na voz de Joyce que ela estava chateada com isso.
- Disse, na segunda. Sei não Joyce, eu acho que você gosta do Erick e o Erick gosta de você... podem ficar aí fingindo que não o tempo que quiserem. - Guta andou até a porta e saiu, depois de expressar sua opinião venenosa.

Joyce olhou-se no espelho e fechou o sorriso falso que estava dando para todo mundo. É, ela estava mesmo fingindo que não.






Sexta-feira para Erick era dia de cabular aula, ainda mais naquelas situações. Com o iPod ligado e guardado no bolso de sua jaqueta jeans, escutava uma seleção de Progressive Metal especialmente escolhida para aquela manhã, sentado no chão atrás do vaso de cimento que tinha uma comigo-ninguém-pode esquecida perto da biblioteca. Dali quem viesse na direção da biblioteca não o veria, mas ele poderia ver se a coordenadora ou os seguranças se aproximassem, o que daria tempo de se arrastar para trás da parede e não ser encontrado... se desse sorte de ninguém ali na parede vê-lo pelo outro lado do pátio.

Tudo bem, era mestre nessas coisas. Vivia faltando nas aulas. Suas notas eram sempre baixas e só passava de ano depois de fazer umas quatro ou cinco recuperações. Mas nem se importava, não tinha interesse em aulas e muito menos nas pessoas daquela escola.

Era nojento como as pessoas estavam se comportando com ele só porque ficou público o que acontecera entre ele e Sofia... esse negócio de pop-star escolar era outra coisa ridícula e por mais que isso o irritasse, achava ótimo que agora não era obrigado a agüentar aquelas conversinhas chatas daquela turma mais chata ainda... e o melhor de tudo era não ter que olhar para Joyce se agarrando com André, como faziam sempre.

Droga.

Sabia que não devia ter ido viajar, aquele fim de semana foi um desastre para todos os lados. Primeiro brigou com Márcio e depois decepcionou Sueli. Envolveu-se com Joyce, terminou com Sofia... o que mais faltava acontecer?!

Erick afundou a cabeça nos joelhos.

A culpa era toda dele, como sempre. Era incrível como por mais que pretendesse ficar longe de confusão, afundava-se cada vez mais. Gregory o mandou embora de casa... para onde Márcio o mandaria? Talvez devesse fugir antes que as coisas piorassem, não tinha nada nem ninguém mesmo... e do jeito que as coisas estavam, ninguém sentiria sua falta também.

Mas o problema não era nem esse, porque ele quem sentiria falta de algumas coisas: de André berrar todo domingo que era pra ele abaixar o som, porque estava vendo um jogo de futebol na tevê... de jogar Need for Speed com Guta enquanto falavam sobre tudo o que sentiam e achavam... acreditava até que se fugisse, sentiria falta de Márcio suspirando irritado com ele no jantar, porque a coordenadora avisou que ele estava cabulando aula demais. A verdade era que ele não queria mais voltar para Brasília... e isso era a coisa que mais o chateava em tudo: agora que não queria mais voltar, todo mundo não queria que ele ficasse. E isso era porque tinha o dom de estragar tudo.

- Erick Smith Albuquerque! - a coordenadora falou. - O que você acha que está fazendo?

Quando ergueu a cabeça, deu de cara com a nariguda senhora, de braços cruzados na sua frente. Esqueceu de ficar vigiando... droga! A mulher de cabelos brancos e rechonchuda estendeu a mão para ele, um sinal já conhecido. Erick entregou o iPod para a velha senhora e ficou em pé em seguida, pego em flagrante.

- O que está acontecendo com você?

Erick não respondeu. Estava sem paciência para mais uma lição de moral.

- Vou ter que ligar para seus pais de novo? Ou prefere uma advertência? Estou cansada de ter que te procurar pela escola todos os dias, você vai perder o ano só de faltas acumuladas desse jeito! - e a lição de moral veio. - Volte para a sala imediatamente e no final da aula, espero você no gabinete da Coordenação, está ouvindo?

- Sim senhora.

E assim que ele respondeu, a mulher de roupa social azul escura apontou a direção da escada, como se ele não soubesse o caminho para voltar para a aula, e o acompanhou até a porta da sala, onde o professor de biologia estava passando uma seleção de imagens de plantas.

- Com sua licença professor. - a coordenadora abriu a porta e atrapalhou a aula.

A sala inteira parou para olhar para Erick entrar na sala, de coturnos, calça de exército e jaqueta jeans por cima do uniforme. Era sem dúvida o único aluno que se vestia daquela forma. Era também o único a ter piercings no rosto, porque o colégio inteiro era de patricinhas e mauricinhos. Era a pior escola do mundo, na opinião de Erick.

Erick ignorou os olhares curiosos e sentenciosos. Andou até sua carteira.

- Cabulando aula de novo? - André reclamou, dando uma de irmão responsável. - Depois fica de castigo e não sabe por quê.

- Não enche. - foi a única coisa que disse, antes de sentar-se atrás de André.

- Silêncio, turma. - o professor anunciou. - Continuando!

Erick abriu seu caderno e bem na página achou um papel dobrado, era um bilhete. Desdobrou com cuidado para não fazer barulho na aula, nunca recebia bilhete de ninguém, as vezes que Guta tentou, ele simplesmente não respondeu. Se fosse dela, era um convite para jogarem vídeo-game aquela tarde, se ele não estivesse de castigo de novo.

Mas o bilhete não tinha a letra de Guta. Era de Sofia.

"Preciso falar com você depois da aula. Vou estar na biblioteca. Sofia."

E era só. Único problema era que depois da aula ele precisava ir até a sala da coordenadora nariguda e chata que vivia perseguindo-o. O que Sofia queria? Ele não queria falar com ela... ou queria? A inundação de pensamentos recomeçou na sua cabeça. Ô inferno...






Quando o sinal do fim de aula tocou, Sofia dirigiu-se para a Biblioteca, pedindo para Cecília esperar por ela no carro, que ela ia só devolver um livro rapidamente. Assim que despistou sua irmã, andou até a biblioteca apressada, porque não queria deixar Erick esperando. Suas mãos estavam suando de tão nervosa que estava. Ainda não tinha certeza se estava fazendo a coisa certa ou não, mas as palavras de Joyce a deixaram confusa, portanto, achou que devia fazer isso.

Cruzou o pátio e assim que chegou perto do prédio da Biblioteca, viu Erick esperando por ela na porta, com sua mochila. Respirou fundo e andou até ele sem graça.

- Oi. - disse assim que chegou.

- Oi... - ele abaixou a cabeça, para não ter que olhar para ela. - Não posso demorar a Coordenadora tá me esperando.

- Ah, não sabia. - Sofia chateou-se. - Desculpe, não queria atrapalhar... queria conversar com você.

- O que é que você quer? - levantou a cabeça para olhar para Sofia, irritado com o que ela disse. - Não foi você mesma quem disse que já tínhamos conversado?

- Mudei de idéia quando todo mundo me contou uma versão diferente da história. - Sofia era segura de suas idéias, embora nem sempre fosse segura de si. - Achei que devia ouvir de você.

- Eu já te contei.

- Não contou, não.

- Você pode escolher qualquer uma das versões que ouviu, não importa. - deu de ombros. Não estava a fim de falar com Sofia, se o assunto ia ser uma discussão de relacionamento sem sentido.

- Não importa? - Sofia não entendeu, mas sabia que aquela conversa não estava no rumo que ela gostaria que estivesse. Era para estarem conversando tranquilamente, e não daquele jeito!

- Você vai acreditar na que quiser de qualquer jeito, então escolhe qualquer uma.

- Eu vou acreditar em você, desde que você me conte a verdade. - a garota dos cabelos rosados falou. Erick ainda não tinha tido tempo de ver aquele cabelo de perto, mas preferia o anterior, certamente.

- Tá um pouco tarde pra você me procurar pra ouvir o que eu tenho a dizer, não acha?

- Você acha que tá com razão pra dizer qualquer coisa?

- Eu sei que fiz merda, ninguém precisa ficar me falando isso. Você veio aqui pra quê? - Erick disse daquele jeito meio blasé de sempre.

- Eu to aqui me esforçando pra não bater em você, depois de tudo o que você fez... e ainda to me sentindo culpada por isso! É por isso que você tem que contar a verdade, tá entendendo? Eu vim aqui pra você me dizer a verdade! Você, não outra pessoa, porque eu to cansada de versões que não são verdade.

Erick abaixou a cabeça de novo. Que droga Sofia! Por que ela tinha que tornar as coisas ainda piores?

- Eu estraguei tudo, não foi?

Sofia não respondeu e nem deixou que ele dissesse mais nada. O beijou. Estava com saudades daquilo... era incrível! Erick era sedutor e beijar aqueles lábios era muito bom. Mas Sofia não se sentiu confortável naquele beijo, o tempo não parou e o barulho dos alunos no pátio não havia sumido. Não era o que sempre acontecia? O tempo devia parar e mais nada importar. Só que não foi isso que aconteceu. O mundo todo ainda estava ali, com eles.

Foi bem nesse momento que Sofia se tocou que não era aquilo que ela queria, que não era mais a mesma coisa! Afastou-se dele bruscamente.

Os dois se encararam em silêncio. Sofia buscou no olhar de Erick a intensidade com a qual ele sempre a olhava, mas não encontrou. Estava faltando tudo! Estava tudo errado.

Abaixou a cabeça e deixou um sorriso escapar.

- Tudo bem, a culpa não é toda sua...

- Quê?

- Erick eu acho você incrível mas... - Sofia o encarou. - Não dá mais. Acabou, desculpe. Acho melhor sermos só amigos.

Erick não soube o que dizer. Não era bom com relacionamentos e muito menos para expressar o que sentia, especialmente quando nem sabia o que sentia. Gostava de estar com Sofia... mas o verbo estava sempre no passado quando pensava no assunto, porque só pensava em Joyce!

- Eu acho que tá todo mundo pegando pesado com você por causa dessa história, mas o que aconteceu foi culpa minha também. Será que podemos ser só amigos?

- Se é isso que você quer, tudo bem. - aceitou. Ia dizer o quê?

- Eu tenho que ir... a Cecy tá me esperando. - beijou-lhe no rosto e sem mais, saiu, deixando Erick sozinho.






- Hein? - Guta fez cara de interrogação, sentada no chão da varanda do quarto de Erick. - A Sofia ficou meio piradinha depois disso tudo.

- Não entendi nada, deixa pra lá... depois de tanta confusão é melhor assim. Já tenho problemas demais! - Erick estava um pouco chateado. - Ao menos a coordenadora devolveu meu iPod!

- Ainda bem! - Guta sorriu, de sandálias e saia jeans. - Estou precisando pintar meu cabelo, acha que rosa ia ficar bem em mim? - debochou.

Erick fez que não com uma careta.

- Azul?

- Não!

- Verde?

- Nem pensar, vai parecer meleca! - Guta riu, divertindo-se com a piada de Erick.

André invadiu o quarto de Erick, entrando pela porta e andando depressa até a varanda, onde os outros estavam conversando. Ele estava de calça jeans, de meias e com uma camiseta amarela de hibiscus que Guta adorava quando ele usava. Erick ainda estava de uniforme.

- Ei, ei! - chegou afobado, com os cabelos ainda molhados. - A Sofia ligou, chamando todo mundo pra ir ao cinema, alguém quer me dizer o que está acontecendo?

- Ah, é... - Erick deu de ombros. - Agora somos só amigos.

- Ela te desculpou? - André espantou-se e entrou na varanda sentando do lado de Guta.

- É. - Erick respondeu.

- E quando você vai me dizer quem foi a menina misteriosa do hotel? - André curioso, quis saber.

- Deixa essa história pra lá. - Erick ficou de pé. - Vou tomar banho antes de irmos.

- Certo, ninguém gosta de porquinho. - Guta concordou, assim que ele saiu da varanda.

- Eu já tomei banho...

- Bem melhor assim! - Guta sorriu divertida, fingindo que não entendeu a cantada de André. Ele aproximou-se de Guta para dar um beijo nela, mas Guta esquivou-se. - André, o Erick tá aí! - falou baixinho.

- Já fizemos mais coisas com ele do lado. - respondeu em mesmo tom.

- Ele estava bêbado!

- Tudo bem, é só esperarmos ele ficar bêbado hoje de novo... - falou de forma sedutora e aproximou-se novamente, beijando Guta.

Erick que estava pegando roupa em seu armário viu quando os dois começaram a se beijar. Que saco. Ainda tinha mais essa...!! Agora como que ele devia lidar com a situação?! Pegou sua toalha e foi pro banheiro, batendo a porta com força.


Publicado em : Livros, Romance
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