| Eu digo não |
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Perdoem-me, mas eu digo não.
Não a hipocrisia dos que veneram a humildade, mas praticam conscientemente a injustiça em seus julgamentos. Não aos que falam em Deus com fervor, mas cometem abertamente pecados como ganância, soberba e inveja. Digo não aos cheios de defeitos podres, que usam sua casca de santo para crucificar os outros. Digo não aos pobres de criatividade que apropriam-se do que não lhes pertence para tentar atrair olhares sobre sua reles vida. Digo não aos secos de talento que, não sendo capazes de compor belas obras, ocupam-se em denegrir a imagem de obras e alheias. Digo não aos que, por vergonha de admitirem a insignificância de suas vestes mortais, fazem-se passar por belas criaturas de corpos esculturais. Infectos mortais, teremos todos, um dia, nossas carnes deterioradas. Seremos comidos por vermes. Apodreceremos sob a terra. Desse destino não há fuga. Porém vos digo que a fetidez de vossa carne será mais que a minha, pois sua putrefação será lenta, e esta já começou ! Ao final, verão com seus olhos espirituais os vermes roendo vossas vísceras. Sentirão, em seu espírito, a aflição desse lento sofrimento. E agonizarão os anos que forem durar a degeneração completa da podre morada de seus espíritos quando encarnados. Vocês brigam pela glória terrena, ignorando todos os princípios de ética e respeito ao próximo. Pagarão o preço ! Não pensem que dar esmolas à mendigos nas ruas e comunicar essa ‘caridade' aos quatro ventos, hipócritas, irá livrá-los do castigo que vocês próprios criam para si. Não perco meu tempo fazendo mal aos outros, e nem preciso, porque o castigo conhece o caminho e este sabe vir sozinho ! Cedo ou tarde baterá à sua porta. Não rogo pragas nem faço ameaças. Repito apenas palavras que li e ouvi ao longo da vida. E não finja você que não sabe do que estou falando. Você também já ouviu ! Quem semeia vinha, colhe uva. Quem semeia chuva, colhe tempestade. Cada um é o pior inimigo de si próprio. Conquiste o seu antes que seja tarde ! Digo não à mentira, à inveja, à injustiça, à covardia, à violência física e moral. Digo não à sujeira do homem que fede mais que esterco de porco. Digo não à mulher fértil que mata a vida em seu ventre. Digo não ao pai que assassina seu próprio filho. Digo não aos que semeiam discórdias. Digo não aos que já morreram por dentro, mas insistem em ficar entre nós para atormentar a alegria alheia. Não, pobres de espírito. Não, frustrados rancorosos. Não me julgo melhor ou pior que ninguém Mas tenho algo que em mim faz grande diferença: voz. E uso-a sem medo. Por isso digo não ! E dane-se quem não gostar !
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