| Fé de ferrar |
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Muita gente; fumaça; cheiro forte de álcool... E no manto preto gotejado de vermelho, três luzes. Uma vela pra Raul. Uma vela pra Jonas. Uma vela pra Vera. Um que morra cortado. Outro que se espatife nos confins do inferno. A cadela eu quero que sangre. Que sangre muito! Da forma mais sofrível que vagar pela mente dela. Da única forma que a vaca não gostaria de partir, e encarar o diabo que a levou, nos olhos. - A força sou eu minha filha! O poder está em mim! - Eu sei meu pai, eu sei! - Então eu vou resolver essa encruza pra você, viu. - Mata eles Pai Vladimir. Deixa quem é de beber entornar. Eu sonho com isso todas as noites. Fiz eu mesma as roupas que vou vestir no velório de cada um. - A força sou eu minha filha! O poder está em mim!... Se você quer isso. Então você terá. - Eles me humilharam Pai. O Raul me abandonou a própria sorte. O filho que ele me deixou é pior que ele. É o sangue podre. Agora estão os dois morando com a tal da Vera. Aquela rameira! Se for pra ver minha família nas mãos daquela vagabunda, prefiro que morram. Ingratos. Egoístas. Eu quero justiça meu Pai. Justiça! - A força sou eu minha filha! O poder está em mim!... Raul e Jonas morreram num acidente de carro. Vera sobreviveu. Dois anos depois, a consulente e o Pai Vladimir faleceram por motivos diferentes. A mulher que se cortou na cozinha com um copo quebrado sangrou até a morte. Sangue esse, que os cachorros da casa não lamberam; e que parecia ter dono.
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