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Escrito por Maurilene Bacelar, em 17-09-2008 17:52
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Gritai, ó presos
Do pântano fundo
Do mundo
Dos ricos palácios
Dos palcos
Do sol da desgraça
Da praça
Da imaginação
Da ilusão
Da barriga e da fome
Do nome
Do coração
Do bicho papão
Gritai!

Rangei, ó correntes
Das velhas tradições
Das tradicionais inovações
Das tentativas frustradas
Do nada
Rangei!


Que não haja sossego,
Nenhum só minuto de calmaria!
Agitai-vos, Gritai, rangei!

Inquietai-vos, ó mortos
Dos cemitérios das maternidades
Dos semáforos das cidades
Das delícias dos motéis
Da maravilha da ciência
Do fim da inocência
Não vos conformeis!

Que não haja sono,
Que a ilusão se desfaça
E que toda alma humana se satisfaça
De paz.

A paz conquistada
Após a convulsão febril
Dos gritos,
Dos rangidos
E das inquietações.

Publicado em : Literatura, Poesias
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Comentários (2)
Postado em Bruxa dos Contos, em 14-12-2008 12:13, , Membro Registado
Parece a evocação do apocalipse ... o fim do mundo ! 
 
Fim do mundo q conhecemos, começo de um mundo novo e melhor, claro ! 
 
'Que não haja sono,  
... 
E que toda alma humana se satisfaça 
De paz. 
 
A paz conquistada 
Após a convulsão febril 
Dos gritos, 
Dos rangidos 
E das inquietações.' 
 
É moça, do jeito q as coisas vão, pra isso aqui melhorar, só no grito mesmo. 
 
Amei tua poesia. 
Parabéns ! 
 
Beijo da Bruxa
 
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Postado em Lucelio Garcia, em 25-09-2008 21:05, , Membro Registado
E que toda alma humana se satisfaça de paz. Amei seu texto suplicante e pedindo algo mais ao ser humano. 
Abraços :grin
 
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