NAS SOMBRAS DAS PALAVRAS Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por José Emir de Souza Soares, em 18-09-2008 13:37
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Nas sombras tristes dos meus versos,
Reflete-se o outro lado meu, o reverso,
Que ora me contradiz me fazendo parecer perverso,
Mas o que existe são dois universos,
Um interno e um externo,
Um lado que parece morto e outro bem vivo,
Com os dois no entanto convivo,
Ora no céu, ora no inferno,
E se me encontrares assim dispersos,
Entenda, este é o meu lado inverso.

Não quero parecer, mas pareço um rebelde sem causa,
Nem tão pouco quero me veja como me vejo... um louco,
Quero apenas que entenda como entendo,
Que nada é por acaso,
Que eu preciso na minha, às vezes, fazer uma pausa,
Parar, pensar, refletir, Sorrir e decidir,
Sobre qual caminho a seguir.

Não quero parecer, mas pareço um sujeito de mal com a vida,
Como aquele cara que não se contenta com nada,
Que tudo critica, mas com ele próprio não se identifica.

Não quero parecer e nem ser este sujeito mal-humorado,
Carranca bruta, que foge da luta,
Esconde-se na sombra com medo do sol.
Não quero parecer e nem ser este cara sem cara,
Aquele cara que de tudo dispara,
Tem medo de tudo porque seu medo maior,
Está em não querer olhar para o seu interior.

Eu quero ser aquele cara agradável,
Não por atos e ações exibicionistas,
Nem por fatos citados por outras pessoas,
Mas por ter me tornado uma pessoa agradável,
Aquela pessoa que optou por ser apenas um existencialista.
Eu quero ser visto e conhecido como uma pessoa sensível,
Que chora de tristeza, mas também de alegria,
E que embora a tristeza, sorri deixando transparecer,
Que a sua força interior mostra que tudo é possível,
Que tudo é apenas uma questão de saber viver.
Que quero ser este ser.

Publicado em : Literatura, Poesias
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