| DIAS... HORAS... VIDA... |
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Existem dias na minha vida que são, Verdadeiras provas para o meu coração, Quando eu tento sustentar a leveza das minhas emoções, E então me vejo caminhando sobre os meus sonhos, E surge a dúvida: será que sou só ilusão? Nestes dias, por exemplo, em que o céu está nublado, Contemplo-me e me sinto desamparado, desgovernado, Sem rumo, fora de prumo, Tentando decifrar o concreto e o abstrato, Olho para o céu e vejo cores desbotadas, Que me mostram a mesma cor da minha alma entristecida, E eu sei que este sou eu, porque este é o meu retrato. Mas a tristeza escancarada em minha face, Mostra-me ao mundo como eu estou sem disfarce. Meu corpo cambaleante parecendo sem alma, Caminhando sem rumo e fora do prumo, Perseguindo o concreto, mas só encontrando o abstrato. Então me pergunto: será que sou só ilusão? Nestes dias desensolarados em que eu, Mostro ao mundo meu coração nublado, Que parece desencantado e desativado, Neste instante eu sei que este sou eu, Porque este retrato é o meu. Mas sei também que de repente, Abrir-se-á uma enorme e iluminada porta, De onde surgirão luzes e cores fulgurantes, Dizendo-me que minhas ilusões não estão mortas, Nunca estiveram; estão vivas, mas ocultas, Em relação aos meus olhos, estão atrás, E não me mostram exatamente como eu sou, Mas eu sei que, para que tudo isto aconteça, Simplesmente me basta, Que você apareça e junto contigo reapareça, A minha verdadeira paz, E a minha vontade de viver.
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