Lágrimas de Prata - Bastogne Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Brunno, em 19-09-2008 01:05
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Liv não conseguia se concentrar naquele relatório. Tinha algo que ela precisava fazer que julgava mais importante. Levantou e ajeitou a saia do terno, chamou um de seus assessores e o general Bouffey, disse o que queria e não era a opinião do general.

__Faça o que for necessário, mas faça-o falar... - os olhos já não mais os da menina que saíra em piquete em Paris.

Em trinta de setembro de 1944 os Generais Montgomery, inglês, Eisenhower, americano e De Gaulle, francês, tinham a costa francesa em suas mãos. A operação denominada "Overlord" abrira caminhos de mar até a terra.

Pouco mais de três meses depois do grande desembarque havia quantidade suficiente de tanques, soldados, acampamentos, aviões, artilharia e mantimentos para dar vida a uma cidade de médio porte.

Após correrem com os alemães daquele ponto, a próxima etapa era a tomadas das cidades européias sob o julgo nazista. Decolando de Omaha e Juno, centenas de cargueiros despejaram tempestades de homens sobre a Grécia, Varsóvia, Bulgária e Itália. A Córsega havia sido recuperada pelos Aliados sem necessidade de se disparar um tiro sequer. O oficialato nazista entregou o posto depois de receber notícias de que os americanos e ingleses rumavam para Berlim.

Os poucos que ainda tentavam, bravamente - por que não dizer? - carregar nas costas a bandeira suástica eram mortos ou aprisionados em suas próprias celas. A Alemanha começa a entrar em sério declínio financeiro pelo gasto desenfreado de Adolf Hitler com o maquinário de guerra.

Já não era sem tempo que o mundo começava e pensar sobre a tentativa de levante de mais um déspota. O mundo livre fora ameaçado, assim como o direito de se acovardar. Os civis haviam sucumbido nos países menores. As baixas eram maiores devido ao frio e a fome, mais até do que o extermínio advindo do combate.

Países até então neutros na guerra, como Austrália e Canadá, davam força, homens e armas aos Aliados, apoiando as decisões de Washington e aplaudindo a corrida norte-americana, mas outro gigante soerguia os olhos para Hitler e para o mundo.

Até então o Exército Vermelho havia se preocupado em proteger Moscou, agora dava carga avante para a Iugoslávia, e assim como os Aliados na França, punha os alemães pra correr. O ponto determinante foi fechar o abastecimento de suprimentos de armas e munições de Hitler.

Uma tropa de elite da Easy Comany havia saltado sobre Munique e Badden Badden. A primeira localidade que haviam encontrado foi um galpão de madeira onde funcionava uma antiga cervejaria. Um soldado designado para chegar mais perto e olhar o que havia dentro, voltou depois de pouco tempo com notícias de que os alemães tinham dezenas de tanque de gás ali dentro.

Eram os tanques que alimentavam as câmaras de gás da cidade de Munique. Novamente, nenhuma bala aliada foi deflagrada. O comandante do quinto batalhão de caçadores da Easy precisou apenas chamar pelos pilotos acima deles.

Resguardou seus homens num planalto distante e observou os primeiro soldados de preto saírem para a frente do galpão tentando identificar de onde vinha o barulho crescente de motores descendentes, e se eram amigos.

Os P-51 Mustang mergulhavam longe de Mach 1 como os caças atuais, mas eram tão eficientes quanto. Seguindo as instruções daquela Easy os jovens pilotos destruíram o primeiro silo nazista e guinaram as hélices para esquerda, procurando novos alvos. Achariam as instalações do campo de concentração de Ausburg.

Perto dali os homens do SAS receberam ordens para saltar. Demot foi o primeiro a deixar a porta da aeronave. Enquanto os dez homens do SAS e mais de cento e cinqüenta homens de outros batalhões caíam, os pilotos dos caças P-47, P-51, Stipfires e D 520, acenavam de suas cabines.

Abaixo deles, o espocar das bombas eram visível numa trilha de cobria dez quilômetros de comprimento. Era a retomada de Ardenes. Pouco antes do salto, os oficiais em terra informavam pelos rádios que os bombardeiros Lancaster, ingleses, haviam afundado o poderoso Tirpitz, a última grande ameaça nazista dos mares. Os soviéticos haviam tomado a Prússia e a marinha americana havia dizimado o poderio aero-naval japonês na batalha do Golfo de Leyte.

De Bruce juntou as pernas e deu uma cambalhota no ar ficando perto de Bony e Erney, Gascoin fechava os braços para diminuir a resistência do ar e descer a mais de duzentos quilômetros por hora.

Tropas francesas haviam capturado Strasburgo e viam ao longe a fumaça da ação dos soviets. Mesmo com Mussolini libertado numa ação rápida de um general alemão, a Itália sucumbia nas mãos dos americanos e pela primeira vez naquela guerra, o fuhrer tirava o quepe e deixava-o cair sobre a mesa, sem a cerimônia de apoiá-lo sobre seu busto de cobre.

Em pé na ponta da grande mesa de madeira, em seu Centro de Comando, numa Berlim semi-destruída, o imperador alemão sustentou o corpo com as duas mãos e olhou seus conferencistas, era a primeira vez desde que saíra marchando em direção a Paris que queria ouvir sugestões.

Belgrado, Atenas, a Iugoslávia, Bastogne, Roma, Nápoles e Milão haviam caído. Os poderosos B-52 haviam eliminado as fábricas de Mannheim e Stutgart, que produziam os caças BE 109 e BE 132, bem como suas pistas, impedindo de decolar os aviões que já estavam prontos.

Na queda sobre as Ardenas, Grills sorriu tentando passar Gascoin na descida. Hitler levantava os olhos para o horizonte de ferro que se descortinava adiante de Berlim. Podia ouvir o sopro grave e fúnebre que vinha de Moscou.

Numa última tentativa de resistência, mostrando de que são feitos os corações dos fanáticos, plenos do mais puro sentimento de revanchismo, cegos pela demência que se abate sobre os raivosos, o Comandante, Secretário-Geral do Partido Nazista e Imperador da Germânia, ordenou que se mantivesse a linha de Ardenes intacta ao ataque aliado.

Os comensais do café da manhã mais indigesto da história se entreolharam e ninguém tinha coragem de dizer ao chefe que não havia mais o que fazer, não havia mais tropas para enviar, não havia mais canhões de tanques para carregar nem obuses há que disparar. Os soldados das Ardenas tinham que se manter com o que lhes estava ao alcance da mão.

Um dos homens, o General Keitel, levantou-se e firmou os olhos do Fuhrer. Havia, ainda, algo a fazer. Eram quatro exércitos inimigos já entrincheirados nas Ardenas, os primeiro e nono americanos, o segundo inglês e o quinto canadense. As tropas francesas fechavam o cerco pelos flancos e havia pára-quedistas. O bombardeio só não seria pior para os alemães porque o inverno era intenso e os céus estavam fechados.

O que poderiam fazer era propor um falso acordo de paz com os americanos e ingleses, o que dariam tempo aos nazistas remanejar seus homens para leste a tempo de deter o avanço soviético. Assim que as forças aliadas estivessem frias, reagrupar os homens e atacar com força total.

Hitler refutou a idéia. Não podia contar com a perda da linha de Ardenes. A reunião foi ficando mais tensa a cada minuto, até que um dos generais, Otto Skorzeny levantou pedindo a palavra. Disse que tinha em mãos um documento enviado com um dos homens de seus comandos especiais.

Hitler sabia que havia comandos daquele tipo por todos os lados, mas não entendia exatamente o que os homens de Skorzeny faziam. Eram os espiões nazistas. Um dos homens do general estava infiltrado em Londres e pouco antes daquela reunião havia enviado informações importantes. Os americanos tinham um problema no ataque a Ardenes.

Hitler calou os demais e sentou-se. Skorzeny esclareceu dizendo que o general Eisenhower estava recrutando soldados negros de regimentos segregados para tomar parte na cruzada. Era claro que naquele tempo os negros não eram levados para a guerra junto com os brancos. Os poucos que conseguiam deviam isso ao fato de serem extremamente eficientes e inteligentes. Bony era um deles.

Havia o problema do inverno. Os americanos não estavam acostumados com a luta na neve e isso fora um grande problema para eles durante a primeira guerra. Na opinião do general os alemães tinham de atacar com toda força e passar sobre os americanos. O Fuhrer deu a ordem.


O SAS batia as botas no chão no momento em a quinta divisão de blindados alemães acionava os motores, estavam em Bastogne, uma pequena cidade belga, mas por onde passavam cinco ferrovias e nove estradas de vital importância, e Bastogne ainda era um posto alto, impedindo ataques surpresa.


O SAS havia pousado com mais de duas centenas de americanos, ingleses e canadenses no flanco sul e tinham algumas colinas a subir. O 101 Divisão Aeroterrestre estava ao lado deles. Na colina atrás e acima dos homens blocos de neve começavam a se deslocar devido à movimentação dos punzers.

O primeiro americano ao lado do SAS era do tenente-coronel Frank Kinard que veio ao encontro deles. O coronel conversou com De Bruce e expôs o caso. Eles não eram os atacantes, mas a defesa de cidade. As demais posições sucumbiam lentamente e Bastogne era a última linha, por isso, os alemães vinham com tudo.


__Esses caras estão armados até os dentes, Bruce. Contam com as Divisões da Volksgranade, os Panzers, a Lehr e o 115 da Infantaria avançada das SS. Será um ataque de quatro divisões. Nossas forças contam além da 101, a vigésima oitava de Infantaria e a décima Divisão Blindada. - o coronel tirou seu charuto da boca - ao todo somos dezoito mil homens...

Aquele número fez Bruce tremer. Sem dizer nada apontou para o bolso do colega americano que lhe deu um de seus charutos. O coronel do SAS olhou seus homens perfilados sobre os capacetes e perguntou em voz baixa "E eles, quantos são?"

__Em torno de sessenta e cinco mil. - era fim de tarde do dia 19 de dezembro de 44.

De Bruce passou a situação a seus homens e eles mantiveram-se firmes. Já haviam enfrentado muitos alemães naquela guerra, o que seriam mais alguns?

Às oito horas da noite o primeiro clarão cortou o céu em direção aos aliados. Gascoin engatilhou sua arma, Grills lambeu o dedo e passou na ponta do cano do rifle Garand, Demot sacou a faca e mordeu, Erney tirou a trava da bazuca, Jekill verificou seu suprimento de fios de algodão e morfina, Stein e Cheston deram as mãos, Lions fez o sinal da cruz e De Bruce levantou o braço.

A primeira divisão de infantaria alemã mostrou o topo do capacete na colina atrás deles.

__Who dare wins! - gritou Bruce.

A linha de metralhadoras aliadas levantou-se de sua posição e abriu fogo contra os alemães. Os primeiros tanques Panteras com a cruz suástica pintada do lado manobravam nas cercanias da cidade e os Sherman americanos arrastavam as esteiras. Os americanos começaram a passar informações pelo rádio para os aviadores, mas os primeiros caças só chegariam pela manhã e não se sabia com que quantidade de balas.

A camada de neve sob os homens era de quarenta centímetros e logo foram obrigados a se deslocar. Grills recuou para cima da colina e levou consigo trinta boldriés sob bolsos da calça. Começou a abater alemães e qualquer coisa que se movesse numa linha de cinqüenta metros.

Mais dez franco-aitradores americanos estavam espalhados ao lado de Grills e todos eram ótimos de tiro. Gascoin foi ao lado de De Bruce atirando e afastando os alemães. Os atacantes escondiam-se atrás dos blindados e revidavam os tiros com a mesma intensidade.

As trilhas de fumaça das bazucas vinham de ambos os lados. No outro flanco da cidade a situação não era melhor. Canadenses e ingleses mantinham seus morteiros funcionando sob chuva de balas e neve manchada de sangue e fuligem. Os oficiais comandantes eram predominantemente tenentes e capitães e todos estavam brigando da mesma forma.

Depois das primeiras horas estava ficando claro que a superioridade alemã, ao contrário do que pensavam o fuhrer, tinha maiores chances de vencer. Gascoin tirou a camisa de um soldado morto e encheu de granadas inativas, tirou o pino de uma, jogou no meio das demais e atirou a camisa sobre a infantaria.

De Bruce levantou e descarregou mais um pente da MVK, os alemães revidavam. Gascoin ficou sem balas assim como Stein e Bony. Tiraram as armas dos homens abatidos e continuaram atirando. Stein recebeu uma bala na perna e levantou gritando de dor, foi atingido por uma rajada no peito e tombou morto.

__Stein! - gritou Henri - Médico! Stein foi abatido! Médico!


Jekill correu abaixado até onde eles estavam e viu o corpo.

__Esquece, Henri! O cara já era! - disse o médico.

Gascoin voltou a atirar e mais alemães vinham pra cima deles. Um dos soldados nazistas passou correndo pelas rajadas, gritando ensandecido e quase cravou uma faca no peito de Gascoin. O francês desviou do golpe e velho savat - a luta de rua francesa - fez a faca mudar de lado. Garganta cortada no mesmo momento em que uma bala atingia a panturrilha do francês.

Bruce mandou ele recuar e que fosse com Jekill ver aquele ferimento. Jekill olhou a ferida e pegou um punhado de neve do chão, enfiando dentro da calça de Gascoin. Era a única a fazer no momento.

Um tanque Pantera alemão veio pelo lado deles e quase os atropela. Haviam chegado á luta corpo a corpo. Jekill escalou o tanque e o soldado tinha somente a cabeça para fora. Acostumado a salvar vidas, o médico teve de fazer o contrário naquele momento. Enfiou o cano da MVK dentro do tanque e descarregou o pente.

O tanque parou e um dos americanos subiu na torre, entrou no tanque e guinou o canhão 130mm para os alemães começando a atirar. As granadas explosivas eclodiam do chão há menos de trinta metros dos defensores, mas aniquilou boa parte da infantaria alemã.

Os panzers, muito mais rápidos que os tanques manobravam por entre os americanos e tentavam apontar os canhões, mas nesse momento os franco-atiradores abatiam os pilotos ou os artilheiros.

Mais explosões subiam neve, pedras e homens para o alto. Gascoin e Cheston foram jogados para trás por uma dessas e o inglês feriu a cabeça, enquanto o francês torceu o pé direito. Gascoin tinha mais um ferimento na mesma perna da bala, mas não era hora de sentir dor.

Foram puxados por Erney para dentro de uma construção em ruínas ainda atirando contra os atacantes e a sensação de sair do frio intenso foi até agradável, havia móveis em chama dentro do local.

De Bruce veio até eles com o rosto ensangüentado e urrando como um animal. Mandou que os homens se pusessem em pé e a ordem, havia alemães para abater. Os americanos eram a grande força de resistência e mostraram isso através dos operadores dos tanques.

Depois de desembarcados na Normandia foram rapidamente adaptados para resistir ao terreno acidentado e os pilotos aprenderam rapidamente. O lado direito o ronco dos motores a diesel foi ficando mais intenso e toda uma divisão de doze tanques surgiu imponente para trazer apoio à resistência.

O barulho dos tiros era ensurdecedor e os primeiros Panteras foram aniquilados pela artilharia poderosa dos Shermans. O SAS voltou à carga com o que tinha e Gascoin, Demot, Erney e Bony avançaram para a ofensiva nazista.

Bruce lhes dava cobertura de onde estava sobre um dos tanques americanos. Lions, Jekill e Cheston subiram num dos panzers e passaram além de seus pares atirando com a metralhadora de bordo.

Em outra das motos rápidas, americanos acenavam para seus atiradores para que não os atingissem e abriam fogo. No flanco noroeste os canadenses mantinham os alemães distantes devido as baterias anti-aéreas capturadas.

O coronel Kinard chamou Bruce e os dois correram acompanhados de uma pequena tropa americana até um casarão abandonado. Dentro havia três canhões de 150mm aguardando para serem usados. Os coronéis apossaram-se cada um de um dos canhões e os demais soldados tomaram o outro.

Aqueles três canhões fizeram, depois de seis horas de batalha, três mil homens mortos e centenas de feridos, com que os alemães recuassem. Foram doze mil mortes do Eixo naquela noite, mas estava longe de acabar.

Na manhã do dia vinte e um de dezembro a quinta divisão de blindados e a vigésima sexta divisão de artilharia iniciaria novo ataque aos defensores. As comunicações por todo o perímetro davam conta de que a situação era crítica. Mais pára-quedistas americanos foram lançados ao amanhecer e os caças já cortavam por entre os prédios.

O SAS foi recuado para dentro do que chamaram Alamo - a casa segura - e alimentaram-se da ração de que dispunham ouvindo tiros e recebendo estilhados de pedras e reboque das pareces que lhes caíam sobre a comida, mas fazer o que...

Mais homens da infantaria americana chegaram e deram nova motivação para a luta. Os canadenses mantinham a linha de defesa segura, mas não sabiam por quanto tempo. Os caças faziam o que podiam e não tinham um lugar próximo para abastecimento.

Kinard informou Bruce e outros coronéis que a Lehr estava se movimentando. Sob o comando do veterano general Fritz Bayerlein a Panker Lehr era uma divisão de ataque rápido, tinha de ser contida que qualquer forma. Para isso os americanos haviam guardado uma bateria de canhões de auto propulsão de 88mm.

__Granadas explosivas de alta velocidade e grande poder de fogo. É hora de avançar com tudo. - disse o americano.

__Acho que não, coronel - respondeu Bruce - Com todo o respeito, seu que se trata de sua divisão e de suas ordens, portanto, deve fazer o que acha melhor, mas tenho outra idéia. E se deixássemos os alemães avançarem. Vamos recuar nossos homens e fazer com que eles venham com carga total...

Os demais pensaram por um momento.

__Vamos à carga quando estiverem a menos de cento e cinqüenta metros - disse um deles, canadense - é a melhor distância para essas armas.

__Têm razão - ponderou Kinard - Chamem seus homens.

Assim que o SAS recebeu a ordem, todos se olharam. Voltar? Deixar que os nazis avançassem? Estavam doidos? Ninguém ia discutir com De Bruce. Grills notou que os americanos saíam de suas posições e procuravam uma campana mais alta e recuada, ele sorriu e os acompanhou.


Em Londres, uma Liv mais sombria do que nunca, cansada daquela guerra, de estar longe de sua cidade, recebia a notícia da condição do combate em Ardenes. Mais homens do SAS haviam morrido. Ela não quis saber suas identidades e proibiu seus assessores de tocar no assunto.

O que lhe interessava naquele momento eram as novas informações que tinha. Era hora de trabalhar no cerne da fraqueza alemã: sua impávida auto confiança.


Publicado em : Literatura - Contos, Policial
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