| DELÍRIO POÉTICO |
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Vem meu poeta teus versos recitar em meu corpo faça tua folha de papel teus dedos desenhe nele tua poesia com as cores do arco íris no céu... e no contorno de minh'alma derrame teu néctar e o teu mel... seja o meu beija-flor, bicando meus vãos sem pressa e sem pudor... Vem meu poeta deixe tua inspiração deslizar em meu vente, e que nele germine soneto lírico florescendo desejos incontroláveis e aflitos gemidos abafados, sussurros e gritos Vem meu poeta não siga métricas e nem rimas nesse elo de contentamento deixe esse calor febril que em brasa minha'alma a tua enleia em pensamento Vem meu poeta siga teu instinto nesses versos insanos, sem nexo e sem lógica nessa insanidade efêmera e caótica... percas-te nesse teu silêncio de lascívia nessa lassidão de espasmos de prazer... Vem meu poeta sou teu êxtase, tua sina onde sou a tua musa em reticências... maturidade num mix de inocência... nessa névoa esfuziante perdi-me somente deuses e poetas conseguem sentimentos d'alma decifrar... uma brisa passou e meu rosto veio acarinhar... levando até a ti nesse instante o meu poetar... nesse delírio poético que se dispersa no ar...
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