BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
A HISTORIA DE MIRINA Imprimir Enviar para um amigo
Avaliação desta obra: / 0
RuimÓtimo 
 
Escrito por Valdir R. Silva, em 17-11-2007 15:38
Avaliação média    (0 voto)
Visitas 2187    
Favoritos Nenhum

Os seios de Mirina, iguais a duas montanhas sólidas, estavam ali firmes e serenos, repousando em minha cama, juntamente com o corpo de deusa da moça. Descansavam depois da batalha. Mas, pareciam pedir mais uma vez, o toque dos meus dedos.

A luz da tarde, que passava por entre as cortinas, iluminava a sua imagem com tons negros, deixando-a com um aspecto de negativo de filme, criando um retrato bonito. Parecia que aquela luz em especial, tinha o poder de fazer Mirina sentir a sua presença sobre a sua pele, que, em resposta, brilhava como um farol em meu quarto.

A luz destacava alguns tons mais claros da pele, aqui e ali, sombreando os seios, fazendo o corpo moreno estirada sob os meus lençóis de cetim, se transformar em uma deusa prateada. Aquilo aumentava o meu desejo de tocá-la novamente. Dava para ver até os poros do seu corpo se arrepiarem ao sentirem o vento que entrava pela janela, envolver a sua pele.

O corpo da moça, ainda com algumas gotículas de suor esparramadas entre os seios e a barriga lisa e reta, parecia uma planície cheia de montinhos de água por toda a extensão. Desço o meu olhar para os braços e pernas da deusa, e vejo uma rede de cabelinhos descoloridos enfeitando a pele com um toque sensual. São fininhos, próprios para se acariciar. Eles faziam pequenos movimentos com o passar do vento, como que querendo sair voando pelo mundo. Aquilo aumentava a vontade de senti-la outra vez.

Aquele vento soprava mansamente o seu rosto, levantando os cabelos que caiam da testa, e carinhosamente, depois de alguns instantes os depositava outra vez em cima da face como uma espécie de beijo de amante vencido. Vento atrevido e descaradamente abusado.

Depois de ter conhecido todas as suas curvas e cheiros; depois de sentir o mundo explodir entre os meus abraços fiquei por alguns minutos sem nenhum movimento. Só ouvindo a sua respiração. Deixei aquela sensação gostosa viajar comigo por mundos estelares. Não me importei com mais nada. Não queira mais nada. Só queria sentir mais uma vez, ainda que por poucos instantes, aquele corpo que vibrou sob os meus beijos pedir mais um beijo.

Minutos depois, ainda admirando aquele corpo bronzeado ao meu lado, saí da cama e fui até a janela. Naquele momento, ao invés de admirar o fim do dia, virei as costas para a paisagem do mar e fiquei olhando o respirar da moça. Talvez aquele momento mágico nunca mais se repetisse. Não com essa intensidade, com essa vontade louca de desmontar o mundo com que nós dois nos entregamos minutos atrás. Queria gravá-lo em minha memória para revivê-lo centenas de vezes nos anos vindouros.

A deusa da minha cama dá um suspiro e vira-se de costas deixando à mostra o bumbum mais lindo que já tinha visto. Redondo, bem torneado, sem nenhuma risca desabonadora. Só a marca deixada pelo sol ao redor do seu ínfimo biquíni. Aquele branco da pele que foi protegido parecia iluminar tudo ao redor, como uma luz fluorescente. Tive que fazer muita força para não ir até lá, e cobri-lo de beijos.

Queria tê-la novamente entre os meus braços, e sei que ela explodiria novamente, mas sabia que o momento não se repetiria. Aconteceu como um raio e tal qual se apagou com ela dormindo como um anjo desprotegido. O encanto se quebrara. Foi uma aventura de verão. Aventura dos verões que se foram com os meus muitos janeiros. Aquele momento foi um retornar à juventude que ela esbanjava.

Naquela tarde ela, quando ela chegou junto ao balcão do bar em busca de um refrigerante, ao ser focada pelos meus olhos verdes, sorriu meio sem jeito. Depois, como que atraída por um imã, veio em minha direção com um sorriso digno de propaganda odontológica. Ficou encantada com as minhas palavras sedutoras vividas em muitas camas e se deixou levar por uns momentos, em troca do meu sorriso. Nada perdeu, muito pelo contrário, dividiu o prêmio da nossa vitória.

Seus olhos que o digam!

Serei o troféu de sua mente por muitos e muitos verões. Quando ela, feliz por ter vivido este momento, sentir a força do tempo que nos uniu, e se lembrará de tudo isso gostinho de d'javu.

Publicado em : Literatura - Contos, Diversos
Quote this article in website Favoured Send to friend

Comentários (0)

Nenhum comentário

Adicionar comentário

< Anterior   Próximo >