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| Platonicamente sua. |
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[Espero compreensão popular. E que as más línguas não sejam afetadas pela falta de pudor, o que um autor delata não são apenas seus sentimentos, são sentimentos alheios que captamos no ar como se fossem bolhas de sabão cheias de ar. O ar que alimenta minha imaginação...]
Era assim tristeza maligna, daquelas que corroem o coração desnecessariamente. Sabe como a adquiri? Foi no último verão… A última dança na chuva. A única, para ser mais exata. Como amor pode se tornar fatigante, não? Eu aqui deitada nesse lençóis tão macios, percorrendo as minhãs mãos por toda a extensão deles e ao fechar meus olhos, imagino o calor e a textura da sua pele tocando a minha pele… É de arrepiar. Arrepiar de alegria, contentamento, afasia, mas o que sobra é tanto padecimento… Queria só poder me consertar por dentro, arrancar aqueles cabos telefônicos que ainda me prendem à você e ser feliz! Ah, deuses! Por que não posso ser feliz?! Não. Não sem você. Fere mais que parece, e meu coração padece. Será que você não pode encontrar dentro dele algo que afugente todos essas dores, pudores e amores passados? Queria só você… É o melhor que eu já tive em vida. E sem você, já não é mais vida. Agora me deixe aqui no chão, descansando aos pedaços…
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