| Literatura Hi-Tech: Fundamentos da Ficção Científica e sua Repercussão no Brasil |
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Atenção: Este artigo possui dicas para novos autores em Ficção Científica!
Filosofia do Entretenimento: Literatura Hi-Tech: Fundamentos da Ficção Científica e sua Repercussão no Brasil. É normal e muito empolgante para os cientistas e amantes da ciência em geral tentar imaginar como seria o futuro das tecnologias e das descobertas científicas. Mas a ficção científica, como literatura, surge no final do século XIX, obviamente, quando há um upgrade na ciência e na forma com que a sociedade em geral começa a ver a ciência, após o Iluminismo, em que o nome “cientista” ainda nem ao menos existia e no início das revoluções industriais, símbolo do desenvolvimento tecnológico (e hoje lutamos para combater os males industriais como o efeito estufa e etc, mas a bioética e o bom tratamento da natureza também faz parte do desenvolvimento científico) e no desprendimento da visão da comunidade científica sobre os preceitos religiosos, teístas e metafísicos, a imaginação em literatura surge principalmente sob novas teorias descobertas em astronomia e física, especialmente com Newton, e é claro, uma frota de outros estudiosos tão importantes quanto. Mais tarde, o futuro da engenharia genética e entre muitas outras tecnologias, tais como inteligência artificial, fazem parte do grande imaginário científico. Atualmente, existe muita bobagem por aí que se dizem “obras científicas“, um caso óbvio é um tal livro que relaciona "lei da atração" (e boa entre aspas nisso) e física quântica, além de vários outros que falam sobre alquimia, anti-matéria e entre outros assuntos, e outros por aí de auto-ajuda, pseudo-psicologia e principalmente os livros modinhas dos cursos de Administração, não caiam nestas bobagens; estes abusos que fazem em nome da ciência também remete a um outro tipo de engano popular: a confusão entre literatura fantástica e ficção científica. A divagação científica, por mais que seja uma divagação, consiste no futuro dos possíveis avanços da ciência no futuro e quanto mais plausibilidade tiver as teorias colocadas em hipótese quanto mais hard será a obra de Ficção Científica, ou seja, quanto mais possível na prática, quanto mais qualidade possui ou possuirá o livro. A Sci-Fi; como é abreviada pelos norte-americanos, ou também S.F. (Science Fiction) ou F.C. no Brasil; teve um início real e sua distinção definitiva com o gênero literatura fantástica, com Júlio Verne, apesar de que nem todos seus escritos são FC de fato. Mas é claro que alguns elementos de ficção científica na literatura já podiam ser demonstrados em algumas obras mais antigas, como em Micromégas e alguma coisa no Tratado de Metafísica do filósofo sarcástico Voltaire e também no famoso autor fúnebre Edgar Alan Poe e no escritor de aventuras Jonathan Swift (As Viagens de Gulliver), entre outros escritores. Mas a FC de fato tem como pai o próprio Júlio Verne mesmo, que deu origem aos nomes dos dois filhos do Dr. Emmet Brown em um desenho animado dos anos 90 baseado no clássico da Ficção Científica nas telinhas, que é o famoso De Volta para o Futuro (Back to the Future) e, diga-se de passagem, a Ficção Científica ganhou um sucesso imenso e uma repercussão mundial bem mais proliferada através do cinema, mesmo que na maioria das vezes baseados nos clássicos da literatura, atualmente já se pode citar inúmeros clássicos e sucessos mundiais como 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey) de 1963 do famoso Arthur C. Clark que comprou uma ilha pequena e fez dela o seu próprio laboratório para desvendar os mistérios de nosso mundo, tais como as estátuas da ilha de Páscoa, o Stonehenge na Inglaterra, as Pirâmides maias e egípcias, os desenhos em montanhas na Venezuela que parecem ter sido feitas para serem aeroportos para alienígenas (ou seja, seus deuses que viam do céu em bolas de fogo), estes experimentos incentivaram uma famosa obra "Eram os Deuses Astronautas" que segundo o autor Erich Von Daniken, um famoso cientista norte-americano jura de pé junto que não é uma ficção científica, mas uma obra de ciência de fato, defende a teoria de que todos os deuses das religiões da humanidade foram criados a partir de visões e contatos de 3º grau de alienígenas, realmente é uma obra muito interessante, mas exagerada, na realidade, os deuses de nenhuma religião existe de fato, são apenas criações humanas, outro grande clássico é A Guerra dos Mundos (The War of the Worlds) de 1953, este que divulgou uma propaganda por rádio 15 anos antes de seu lançamento no cinema, já que a obra já existia como livro e como peça de teatro, dizendo que os marcianos estavam pretendendo invadir a Terra em 30 de Outubro de 1938, o pior é que o público realmente acreditou na propaganda e causou um pânico terrível na cidade de New Jersey e até hoje esta cidade é uma anedota por este incidente. Sem esquecer é claro, da grande “Bíblia” cinematográfica que todos os nerds possuem altares em casa para a religião chamada Guerra nas Estrelas (Star Wars) escrita pelo messias George Lucas, e falando em deuses, o curioso é que George Lucas admitiu em uma entrevista que saiu na Super-Interessante, que quando ele era criança, ele perguntou a sua mãe: “Mãe, porque há tantas religiões no mundo se só há um Deus?”, a sua mãe não lhe deu uma resposta satisfatória e o Sr. Lucas cresceu indignado com esta questão e quando ele escreveu "Star Wars" ele estava pensando na criação de sua própria religião, na chamada A Força, a sociedade de iluminados Jedi e no mal encarnado Darth Vader, e que a força esteja com vocês, leitores! Tipos de Ficção Científica e Plausibilidade Científica em Ficção: FC é toda literatura que insere os avanços da ciência como corpo principal do trabalho; atualmente se classificam obras de FC por seu nível de entrosamento com a ciência: se a obra deixa a ciência em um segundo plano, ela é considerada uma FC soft; se a obra tem a ciência em primeiro plano, mas não se interessa na plausibilidade real dos termos que usa, ela é considerada uma FC normal, mas se a obra tem a ciência como corpo principal e se preocupa principalmente em divagar (ora, FC trata de ficção), porém com os pés na plausibilidade dos modelos científicos, então esta é uma obra considerada como FC hard, que são as obras mais respeitadas pelos verdadeiros fãs de FC, por curiosidade, são poucos os filmes hollywoodianos que são considerados como FC hard, eu pessoalmente não conheço nenhum, um exemplo irônico é a saga de Star Wars. Apesar de ser o maior sucesso do universo dos FCs, Star Wars não é considerado como uma FC hard, mas uma FC normal. A tecnologia fictícia usada no filme é impossível, tal como as espadas de energia (ou lazer): a energia, qual seja a que eles usam, se é elétrica, eletro-magnética, nuclear, solar, orgânica, ou mais provavelmente “fótons condensados”, não interessa, nenhum tipo de energia nunca se condensaria neste tipo de condições, principalmente pelo fato dela poder ser “guardada” no bastão após o uso, além de várias outras implausibilidades, como por exemplo, as explosões de fogo no espaço, o espaço-sideral é puro vácuo, não se tem oxigênio para formar fogo e outra que a explosão ainda faz barulho e não se produz som em um lugar que não existem partículas dispersas, as ondas de som necessitam de partículas pelo ambiente para ricochetear e produzir o som. O fato é que, na realidade, um das regras da ciência e que todos os filmes e livros de ficção costumam quebrar e não há outro modo ainda de se desviar disto, são as viagens espaciais, principalmente após Einstein acabar com a esperança de todos dizendo que nada pode superar a velocidade da luz, a velocidade da luz é um absoluto, mas mesmo assim ela é muitíssima lenta para atravessar o universo e chegar até outros planetas com possíveis habitantes. Sabendo que para chegar até o próximo sistema solar, ou seja, a estrela mais próxima do sol, levaríamos uns quatro ou dez anos de viagem, isso na velocidade da luz!!! Mas não se empolgue, nunca chegaríamos à velocidade da luz, os cientistas ainda nem conseguem imaginar um modo de fazer um propulsor capaz de atingir esta velocidade, por isso, muitos filmes de ficção científica utilizam o famoso hiper-espaço da saga e seriado Jornada das Estrelas que teletransporta o pessoal até a próxima galáxia. O pior de tudo é que em Guerra das Estrelas o pessoal vai somente de navinha e chega de 10 a 30 minutos até outros planetas. Mas para a empolgação de muitos que amam a ciência, o teletransporte é uma tecnologia possível, pelo menos em um futuro distante, é possível transportar partículas de um “local a” para um “local b”, mas o problema é que ainda não entendemos muito bem como funciona a superposição quântica, que é o que acontece no experimento do Gato Vivo-Morto, isso mesmo, um gato vivo e ao mesmo tempo morto, é um experimento antigo de um físico quântico chamado Schrödinger. Se quiser conhecer mais sobre isso, use o Google, é um experimento famoso. Ficção Científica no Brasil: Falar em Ficção Científica no Brasil é o mesmo que falar no desenvolvimento da ciência em nosso país, ou seja, estamos lá no final da lista... Alguns idiotas dizem que Machado de Assis já escreveu uma FC, que é a obra O Imortal, e tem uns ainda que dizem que O Sítio do Pica-pau Amarelo tem características de FC, isso me dá gastrites nervosas, na realidade, tudo isso não passa de literatura fantástica, nada tem a ver com FC. Não existiu nenhum livro da literatura clássica brasileira que seja de Ficção Científica, não pelo menos, no mainstream da literatura. Havia alguns que podem ser considerados como Ficção Científica soft, como o megalomaníaco Jerônymo Monteiro e o famoso Gumercindo Rocha Dorea que criou a Geração GRD. Um dos autores desta geração nos anos 80 em específico pode ser considerado um talento a parte é o escritor e jornalista Jorge Luiz Calife, que se inspirava nas obras do grande Arthur C. Clark. Atualmente, um dos maiores autores e também pesquisadores acadêmicos de FC no Brasil e que tenta fazer de tudo para divulgá-la pelo mundo é um escritor contemporâneo, Roberto de Souza Causo. Existem várias organizações e revistas que divulgam a FC no Brasil. Que são elas, a Revista Sci-Fi News e Sci-Fi Contos; o Clube de Leitores de Ficção Científica (CLFC); além de obras em computação gráfica que também estão ganhando espaço no mercado. Eu especialmente recomendaria para quem está pensando em atuar no mercado da Ficção Científica no Brasil, que se associe no CLFC e após escrever sua obra, você pode contatar várias editoras, principalmente daqui de São Paulo capital que estão envolvidas neste meio, que são elas: Devir, Aleph, Novo Século, Record, Editora Mercuryo e a Editora Arte e Cultura. Eu também alerto, para vocês novos autores como eu, que não realizem contratos comerciais, mas contratos tradicionais. Se você conhecer alguma editora que só faz contrato comercial, evite-as, você só vai perder dinheiro. Pesquisem muito na internet pelo mercado de trabalho da literatura, procure por eventos, grupos de leitores, ponham sua imaginação para trabalhar e seus pés no futuro da ciência e mandem seus trabalhos para as editoras que eu citei. Elas estão sedentas para encontrar novos talentos e divulgar este tipo de literatura que está muito envolvido com a repercussão e desenvolvimento da ciência em nosso país. Boa sorte e talento de sobra a todos. Próxima coluna: Filosofia do Entretenimento: O Mercado dos Jogos Eletrônicos no Brasil. Previsão: no máximo até 01/08/2008.
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