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| Até virar bola da vez |
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Sem parente e sem escola, se mete esse pivete em cada enrascada!, inventa cada moda!, roda com o movimento até virar bola da vez, cavuca daqui e dali, descola mutuca e brizola, arremete contra o vento, decola e voa contra corrente, vai em frente pra atender um freguês, esse pivete vira ventania, venta fogo pelas ventas e arrepia a vizinhança quando avança e enfrenta o jogo com o talento que tem, e nem tem tantos, quando dança, esse pivete muda de figura, mente por completo, cena faz a mil e é quase perfeito, pede ajuda ao santo, encena um pranto e berra que nada fez, e jura e promete tanto quanto consente o desafeto que se encerra em seu peito juvenil... sem parente e sem escola, sabe o pivete que só há um jeito, esperar até virar bola da vez!
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