Noite Insone Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Roberto J. Fraga Moreira, em 01-10-2008 00:28
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Colocou o cérebro para funcionar procurando dele arrancar o máximo possível. Afinal, era preciso criar algo que recebesse a merecida recompensa por uma noite dedicada à procura do texto que a todos sensibilizasse e encantasse.

Era uma tarefa difícil , mesmo se utilizando de todo o seu pensar. Talvez lhe faltasse erudição ou mesmo uma maior reflexão sobre o que deveria escrever de modo a convencer o leitor a dedicar a esmola de um displicente olhar à sua obra para o gratificar.

Mas mesmo que houvesse dedicado toda noite numa vigília aguerrida, não obtera um bom resultado que se refletisse num texto bem caprichado e há muito desejado.

Embora fosse um obstinado em tudo que fazia, o sucesso imaginado não passou de uma fantasia que quase o levou a uma profunda e desalentadora distonia.

Mesmo assim continuou pela noite inteira à procura de uma maneira de conquistar a perfeição que perseguia com muita disposição. Mas ao amanhecer foi forçado a reconhecer que tudo havia sido em vão.

E enquanto os outros conquistavam o devido reconhecimento, seus textos caiam no mais puro esquecimento, tornando-se meras divagações, desprovidas de emoções que pudessem despertar a desejada atenção para a sua inventividade.

Hoje, mais amadurecido e experiente descobriu, finalmente, que o reconhecimento almejado era um sonho desvairado que refletira um desejo por algo que perseguia, mas que não existia dentro de si:

- a genialidade que lhe proporcionasse a indispensável criatividade, para que através da sua obra pudesse finalmente conquistar a doce notoriedade.

Publicado em : Literatura, Prosa Poética
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