| A LUA E O POETA |
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Entre nuvens escuras a lua minguante Vendo o poeta cabisbaixo e triste, Por não conseguir encontrar inspiração Para escrever um poema a sua amada, Lá do alto, sensibilizada com a situação, Saindo de trás de nuvens escuras e carregadas, Lhe falou consternada: Escuta-me: eu sei por que você está aí a sós, Tentando e sem conseguir fazer o que tanto quer e precisa! Vendo o espanto do poeta pego de surpresa, Sem saber de onde vinha tão impressionante voz, A lua suavemente acalmou-o dizendo: Não se espante sou eu a lua, de hoje em diante Simplesmente a tua mais fiel confidente. Hoje eu estou na fase quarto minguante Depois serei nova, e quarto crescente E logo estarei deslumbrantemente cheia, Aí nós poderemos fazer um pacto sigiloso! Um pacto! Como assim? Perguntou o poeta curioso. A lua embora minguante mas cheia de ternura explicou: Nas noites em que eu estiver exuberante, Iluminando como se eu fora o sol do teu planeta, Eu te inspirarei e como recompensa Pedirei apenas que você fale sobre mim coisas bonitas, Assim teus irmãos terráqueos não me verão simplesmente Apenas como um simples satélite, Mas como da inspiração dos poetas e amantes, a fonte. O poeta visivelmente emocionado a lua respondeu: O que me propões é lindo e eu aceito, Assim na noite que eu olhar para o céu E vê-la linda e brilhante, eu ficarei inspirado, Então belos poemas eu escreverei, acredite, E os oferecerei a minha Afrodite, E sobre você direi somente, Que somos cúmplices e amantes.
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