| Na ranhura do tempo |
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Quebra-se o silêncio maciço, Ecoam vozes que um dia sorriam Sopram lembranças fazendo reboliço, E hoje na distância choram. Desnudam os anseios em palavras Sílabas de carmim costuram no linho, Ainda que em minha boca aparas, Embriagam mais que o vinho. Sob o pomar do passado afã, Nos versos que te fiz nas madrugadas, Colhi perfumadas romãs. Retirou-me da ranhura do tempo As algemas em punho, Dando-me teu amor por testemunho.
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