Na ranhura do tempo Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Águida Hettwer, em 03-10-2008 22:30
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Quebra-se o silêncio maciço,
Ecoam vozes que um dia sorriam
Sopram lembranças fazendo reboliço,
E hoje na distância choram.

Desnudam os anseios em palavras
Sílabas de carmim costuram no linho,
Ainda que em minha boca aparas,
Embriagam mais que o vinho.

Sob o pomar do passado afã,
Nos versos que te fiz nas madrugadas,
Colhi perfumadas romãs.

Retirou-me da ranhura do tempo
As algemas em punho,
Dando-me teu amor por testemunho.

Publicado em : Literatura, Poesias
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