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PÂNICO NA AERONAVE - VERDADE?

Eu, Gaudêncio de Assis, brasileiro, juntamente com meu companheiro, italiano, Luigi Rinaldi, piloto muito experiente , rumamos para Roma, em um magnífico e gigantesco avião da Alitalia, um Boeing 777-200, com 293 passageiros. Pontualmente, às 22 horas, saímos de São Paulo. Nós dois sempre viajamos juntos. Nasci aos 17 de abril de 1961, em Vassouras, estado do Rio de Janeiro, Brasil. Luigi, nasceu em Napoles, na Itália, em 04 de janeiro de 1964. Por diversas vezes fizemos as viagens: São Paulo/Roma, Roma/São Paulo. Atualmente moramos no Bairro Jardim Maia, perto do aeroporto de Guarulhos.

A noite estava como tantas outras. Céu estrelado. Lua maravilhosa. A duração do voo é de 11 horas e 30 minutos. Conversamos bastante, falamos dos filhos, de nossa rotina, de nossas alegrias, de nossos problemas, afinal, éramos amigos e, para que o tempo passasse mais rápido, não poupávamos uma boa conversa.

De repente, após já termos percorrido um período de três horas de nossa viagem, Luigi e eu ouvimos um ruído estranho que vinha do centro da aeronave. Pessoas gritavam e os comissários de bordo circundavam um senhor, de meia-idade, braços tatuados, bem-vestido. Ele tremia muito e pronunciava, em gritos, palavras as quais ninguém compreendia. Um passageiro, prestando atenção ao que se passava, disse, em inglês, para os comissários de bordo, que entendera a mensagem daquele homem: havia uma bomba no avião. Deveria explodir dentro de quarenta minutos. Outras pessoas que estavam a bordo, que também compreendiam o inglês, ficaram apavorados com o que ouviram e um pânico sem tamanho tomou conta do avião. Para piorar mais a situação, o homem desmaiou e não falou mais nada. E agora, onde estava o tal explosivo? O homem estava desmaiado e não voltava a si para revelar os detalhes da informação.

Coube a mim e a meu companheiro Luigi encontrar uma forma de acalmar os passageiros e buscar uma solução para aquele problema de extrema gravidade.
A aeronave estava voando, precisava de comando e o problema estava instalado naquele espaço. As pessoas em desespero: pilotos, comissários de bordo, passageiros. Luigi e eu, fechados na cabine, buscamos informações importantes de nossa localização a fim de encontrar um aeroporto próximo a fim de promover uma aterrisagem de emergência. Assim poder-se-ia evacuar toda a tripulação, colocar a polícia e os órgãos competentes para fazerem o seu trabalho.


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De repente, por volta das três horas da madrugada, minha esposa, Miriam, me acorda. Eu estava num sono profundo. Um barulho ensurdecedor provocado por trovoadas e uma chuva intensa me tirou daquele pesadelo do avião. A chuva poderia ser intensa e assustadora, mas a explosão e a morte de tantas pessoas no avião que eu pilotava, como seria? QUE COISA: EU ESTAVA SONHANDO.

LUIZ GONZAGA PEREIRA DE SOUZA
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Atualizado em: Dom 28 Set 2025

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