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Lençóis De Seda
Ela andava pisando em nuvens, quase levitando. Ele, inebriado por sua presença e perfume, a seguia. O quarto na penumbra, iluminado pelos abajures, trazia uma fragrância que despertava os sentidos. Os lençóis de seda repousavam sobre a cama, tranquilos e suaves esperando por eles, emanando sedução e magnetismo.
Olharam-se mais uma vez, almas gêmeas sedentas do pleno encontro. Queriam a paixão, o amor, o toque de corpos e almas, o eterno momento de, num abraço, seguirem juntas pela vida e pela eternidade. Não era apenas um instante de êxtase que se desfaz na madrugada, mas um elo que une o que nasceu pra viver em união.
Os lençóis de seda, símbolo de transformação, calmamente esperavam pelo momento de selar a união entre corpo, espírito e alma. Momento em que corpos e espíritos se tornam templo num toque sagrado e sensível. Não havia pressa. Havia a sensação de que o tempo parava para assistir, que a lua olhava pela janela abençoando e as estrelas chegavam mais perto para registrar o belo momento que o universo preparou.
Ele a abraçou envolvendo seu corpo suavemente. Um beijo de entrega total, corpos se encaixando sentido a energia do desejo vibrar. Ele abriu seu vestido que ela deixou cair no chão. Beijou seus seios sentindo a pele macia e suave, suas mãos passeavam pelo seu corpo e o desejo aumentava . Ela gemeu baixinho envolvendo seus cabelos e o acariciando devagar.
Com cuidado ele a deitou sobre os lençóis macios e beijou seu corpo, ela sentia sua boca como um afago dos céus. Ela então se virou sobre ele e o acariciou. Ele de olhos fechados sentia o prazer daquela boca quente e envolvente. Virando-se ele a penetrou devagar, sentido o contato que o enlouquecia de frementes vontades. Ela gemia e no vai e vem se entregavam por completo.
Ali naqueles lençóis que deslizavam como água eles não eram dois, eram reencontro, continuidade, eram um. E quando ela sentiu espasmos de prazer, o acolheu em seu êxtase. Gemeram juntos e então silenciaram. Corpos colados, quentes, abraçados pela seda branca dos lençóis, almas serenas se encontrando.
Calados e abraçados, na calmaria de quem foi ao céu, permaneceram envoltos na névoa prateada dos lençóis que acolhiam seus corpos nus qual casulo de proteção daquele amor. Os corações batiam no mesmo ritmo. Um último beijo selou o pacto de amor.
Nos lençóis macios juraram, tacitamente, confiar e permitir, serem vida e amor um pro outro. Pacto de corpo, alma e coração.
Alguns amores não começam, apenas continuam porque as almas se conhecem.
Almas gêmeas…
Atualizado em: Qui 12 Fev 2026
