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Êxtase

Há um templo erguido no encontro dos nossos corpos
O tempo se curva reverente, cada suspiro é sopro divino
Tua boca, teus dedos percorrem meus caminhos secretos
Minha boca, minhas mãos decifram os segredos do teu corpo
Beijas minha boca e acendes fogueiras em mim
Colo meu corpo ao teu
A pele arrepia inteira num desejo pulsante
Entre carícias, ignoramos as leis do tempo e o mundo que segue
Beijas meus seios que se rendem ao prazer
Florescendo ao toque de tuas mãos 
Que desenham constelações em minha carne
Neste balé de carícias nos perdemos pela noite afora
Invades e te abrigas em meu corpo 
Como ondas do mar num vai e vem que me alucina
Transmutas o suor em orvalho delicado
Gemes como um mantra sussurrado ao pé do ouvido
Nosso amor é paraíso que desatina e acalma
Um ritual de sombras e luzes onde almas se reconhecem
E se despem antes mesmo dos corpos
Nesse transe o universo se contrai e se expande em nós
Somos fogo que consome, água que batiza
Somos contradição sagrada
Mistério que arde sem consumir
Quando me perco no ritmo do teu existir
Não sei onde começo ou termino
Sou inteira em ti, és inteiro em mim
Perdidos em um labirinto de êxtase
E o fim é apenas o prelúdio de uma nova entrega.
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Atualizado em: Seg 4 Maio 2026

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